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ROSSONI QUEBRA O DECORO PARA DEFENDER PEDÁGIO

A velha bancada de apoio de Jaime Lerner, a mesma que ajudou a implantar no Paraná o pedágio mais caro do Brasil, apresentou um projeto para “baixar” as tarifas no Estado. A pretexto de produzir um desconto mínimo nos preços, o projeto pretendia desobrigar as concessionárias de uma série de obrigações como manter estradas vicinais e equipar as forças policiais.

Analisada, a idéia revelou ser o "projeto granada”, ou seja, “grana para as concessionárias e nada para os usuários”. Depois do negócio da China feito pelas concessionárias com Lerner em 1998, o “projeto granada” daria o tiro de misericórdia nas poucas obrigações que os donos do pedágio têm para com os usuários. A proposta, de autoria do deputado Élio Rusch (DEM), foi fulminado em plenário mas as reações descontroladas da bancada lernista revelaram o quanto esse pessoal estava comprometido com o projeto.

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ROSSONI QUEBRA O DECORO PARA DEFENDER PEDÁGIO

ROSSONI QUEBRA O DECORO PARA DEFENDER PEDÁGIO

A velha bancada de apoio de Jaime Lerner, a mesma que ajudou a implantar no Paraná o pedágio mais caro do Brasil, apresentou um projeto para “baixar” as tarifas no Estado. A pretexto de produzir um desconto mínimo nos preços, o projeto pretendia desobrigar as concessionárias de uma série de obrigações como manter estradas vicinais e equipar as forças policiais.

Analisada, a idéia revelou ser o "projeto granada”, ou seja, “grana para as concessionárias e nada para os usuários”. Depois do negócio da China feito pelas concessionárias com Lerner em 1998, o “projeto granada” daria o tiro de misericórdia nas poucas obrigações que os donos do pedágio têm para com os usuários. A proposta, de autoria do deputado Élio Rusch (DEM), foi fulminado em plenário mas as reações descontroladas da bancada lernista revelaram o quanto esse pessoal estava comprometido com o projeto.

O deputado Valdir Rossoni (PSDB), por exemplo, perdeu completamente a compostura e afirmou, por diversas vezes, que os deputados que votaram contra o projeto de Élio Rusch iriam, depois, “tomar um uísque com os empresários do pedágio para comemorar a derrota do projeto”. Essa manifestação cínica, porque é evidente que a aprovação do projeto de Rusch só interessava as concessionárias, configura também uma evidente quebra de decoro parlamentar.

Afinal, trata-se de uma acusação grave que coloca sob suspeição a honra da maioria dos deputados que votou contra esse projeto, que atentava contra os interesses da população. Uma simples consulta às imagens gravadas pela TV Assembléia ou às notas taquigráficas da sessão de terça-feira vai mostrar que Rossoni fez tal acusação repetidas vezes.

“ Esse projeto foi feito em parceria com a ABCR (Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias). Além de inconstitucional, não traz impacto significativo na redução da tarifa e desobriga as concessionárias do mínimo que estão fazendo nas rodovias pedagiadas”, acusou o deputado Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), líder do Governo na Assembléia Legislativa.

O deputado Dobrandino da Silva (PMDB) classificou a proposta como “piada de mau gosto” com os paranaenses. Além do lucro exorbitante do pedágio que alcançou mais de R$ 6 bilhões em arrecadação nos últimos 10 anos, disse Dobrandino, “agora querem desobrigar as concessionárias do mínimo a que estão subordinadas”.

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