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PRESIDENTE DO PCDOB DESTACA AÇÃO DE REQUIÃO NA DEFESA DOS EMPREGOS

O presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, destacou na noite de sexta-feira (13), durante encontro com o governador Roberto Requião, as propostas, medidas e ações do governo do Paraná frente à crise econômica e pela manutenção dos empregos dos trabalhadores paranaenses. “O que o governador Requião tem feito são medidas justas que, se todos os governadores fizessem, seria, evidentemente, um fator importante para contribuir e para que a gente possa enfrentar melhor a crise. Porque tem uma linha, uma conduta, uma ação de Requião que quero exatamente salientar: a defesa do trabalho”, disse Rabelo durante encontro na Granja do Canguiri. Veja matéria e entrevista na íntegra aqui.

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PRESIDENTE DO PCDOB DESTACA AÇÃO DE REQUIÃO NA DEFESA DOS EMPREGOS

PRESIDENTE DO PCDOB DESTACA AÇÃO DE REQUIÃO NA DEFESA DOS EMPREGOS

O presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, destacou na noite de sexta-feira (13), durante encontro com o governador Roberto Requião, as propostas, medidas e ações do governo do Paraná frente à crise econômica e pela manutenção dos empregos dos trabalhadores paranaenses. “O que o governador Requião tem feito são medidas justas que, se todos os governadores fizessem, seria, evidentemente, um fator importante para contribuir e para que a gente possa enfrentar melhor a crise. Porque tem uma linha, uma conduta, uma ação de Requião que quero exatamente salientar: a defesa do trabalho”, disse Rabelo durante encontro na Granja do Canguiri.

A defesa dos postos de trabalho – marcada no Paraná pela valorização do salário mínimo regional, redução de impostos, política fiscal de isenção às pequenas empresas e de investimentos públicos como indutores do desenvolvimento – é uma questão essencial para Rabelo, principalmente, em tempos de crise. “Essa é a linha que o governador Requião vem tomando. É uma medida corajosa. Se desde a Presidência da República fossem tomadas medidas como essa, de defesa do trabalho, a gente garantiria em grande parte do país, boa parte da solução da crise. Porque como se vai consumir, ao mesmo tempo alimentar o desenvolvimento se você perde salário e tem desemprego”, continuou Rabelo.

“A proposta de Requião é uma forma de resolver um problema social importante e garantir o próprio desenvolvimento”, completou Rabelo no encontro na residência oficial do governo em que reuniu dirigentes, prefeitos, sindicalistas, vice-prefeitos, vereadores e militantes do PCdoB.

QUEDAS DOS JUROS – A queda de 1,5% nos juros da taxa Selic determinada pelo Conselho Monetário Nacional, segundo Renato Rabelo, é ainda um sinal fraco para o enfrentamento da crise econômica. Para o comunista, os juros já deviam ter caídos há muito tempo desde a fase aguda da crise em setembro de 2008. “Há um atraso muito grande e a medida tomada agora ainda é um sinal fraco, débil. O grande desafio não é a preocupação com inflação, a grande questão é o desenvolvimento do país, é o risco da recessão. Por isso que a questão dos juros é fundamental. Ele tinha que ter caído há mais tempo e num ritmo mais forte ainda”.

Entre as medidas propostas pelo presidente do PcdoB para impactar a crise está o fortalecimento da economia nacional através dos investimentos públicos, estatização do crédito com juros baixos nos bancos públicos e a defesa do emprego. “A medida mais importante numa hora como essa é a defesa da economia nacional e para isso precisa de um investimento público maior e precisa exatamente ter crédito em maior abundância. Esse que é o grande desafio. E para isso, uma das medidas é a estatizar o crédito. É uma medida fundamental porque o país passa e ter um controle maior da situação, oferecendo crédito num ritmo mais amplo para a sociedade”.

DEFESA DO EMPREGO – Outra iniciativa importante – conforme Rabelo – é a defesa do emprego e o governo federal precisa levar em conta isso. “Manter o emprego, conseguir com que o desenvolvimento da economia não seja desacelerado e que se mantenha o emprego fazendo acordo, inclusive, com os empresários nesse sentido: créditos para iniciativa privada com garantia de emprego”.

Os créditos, com juros baixos, devem oferecidos pela rede bancária pública: BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste e Banco da Amazônia. “Esse pólo bancário público tem quer dar o exemplo baixando o spread e, às vezes, acontece ao contrário. O próprio banco público tem um spread muito alto e, às vezes, tem até banco privado com spread menor”.

“Essas questões são fundamentais, mínimas, além dessas iniciativas que o governo tem tomado. Resumidamente, as medidas deveriam ser o maior investimento público, estatização do crédito por um período, fortalecimento do pólo bancário público dando exemplo com referência a baixa de juros e spread. Outra medida que é fundamental é a queda da Selic, a queda dos juros em todo país porque isso é essencial para garantir o desenvolvimento, e a gente não cair na recessão porque o perigo maior é esse”, completou.

Leia a íntegra da entrevista de Renato Rabelo

Agência Estadual de Notícias – A queda de 1,5% na taxa Selic é ainda muito pouco para enfrentar a crise?
Renato Rabelo – Os juros já deviam ter caídos há muito tempo. Porque a fase aguda da crise começa em setembro do ano passado. A partir daí que há esse desmoronamento e que se tomam medidas de baixo os juros no mundo inteiro e nós, o Brasil, só vamos tomar essa medida depois de três meses depois de tudo isso acontecer. Portanto há um atraso muito grande e a medida tomada agora ainda é um sinal fraco, débil, porque essa é uma base do sinal para investidor, para consumidor. E o que precisa hoje, porque o grande desafio nosso não é a preocupação com inflação, a grande questão é o desenvolvimento do país, é o risco da recessão. Por isso que a questão dos juros é fundamental. Ele tinha que ter caído há mais tempo e num ritmo mais forte ainda.

AEN – Quais outras medidas que podem ser tomadas pelo governo e pelo conjunto da sociedade para impactar a crise e retomar o ciclo de desenvolvimento que o país estava tendo?
Rabelo – A medida mais importante numa hora como essa é a defesa da economia nacional, preservar a economia nacional e para isso precisa de um investimento público maior e precisa exatamente ter crédito em maior abundância. Esse que é o grande desafio. E para isso, uma das medidas é a estatizar o crédito. Numa hora como essa, é uma medida fundamental porque aí o país tem um controle maior dessa situação e oferecer crédito num ritmo mais amplo para a sociedade. O investimento público é fundamental porque é uma sinalização do investimento privado também. Não quer dizer que o investimento público vai resolver tudo, mas é sinal importante, dá sinal para puxar a economia.
E uma outra iniciativa importante é a defesa do emprego. Porque numa hora como essa, o governo precisa levar em conta isso. Ou seja, manter o emprego, conseguir com que o desenvolvimento da economia não seja desacelerado e que se mantenha o emprego fazendo acordo, inclusive, com os empresários nesse sentido: créditos para iniciativa privada com garantia de emprego. Investimentos hoje em que Estado entra contribuindo porque Estado hoje tem um pólo público importante, que é o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, além do Banco do Nordeste e do Banco da Amazônia, pode ser um pólo importante para tomar iniciativa de baixar os juros, o spread. Esse pólo bancário público tem quer dar o exemplo baixando o spread e as vezes acontece ao contrário. O próprio banco público tem um spread muito alto e, às vezes, tem até banco privado com spread menor.
Essas questões são fundamentais, são questões mínimas, além dessas iniciativas que o governo tem tomado. Mas nós achamos que, resumidamente, as medidas deveriam ser o maior investimento público, uma medida mais efetiva na questão do crédito que seria por um período, inclusive, a estatização do crédito, fortalecer o pólo bancário público dando exemplo com referência a baixa de juros e spread. E essa medida que é fundamental que é a queda da Selic, a queda dos juros em todo país porque isso é essencial para garantir o desenvolvimento, e a gente não cair na recessão porque o perigo maior é esse.

O Governo do Paraná vem tomando uma série de medidas anti-crise e de indução do desenvolvimento econômico e social, entre elas, está a valorização do salário mínimo regional, a proposta que vincula incentivos a manutenção de empregos, a redução dos impostos como do ICMS aos produtos de consumo popular e uma política fiscal que isenta as pequenas empresas. É dessa forma que os estados devem pautar sua ação neste momento?
Rabelo – O que o governador Requião tem feito são medidas justas que se todos os governadores fizessem isso seria, evidentemente, um fator importante para contribuir, para que a gente possa enfrentar melhor a crise. Porque acho que tem uma linha, uma conduta, uma ação do governador que quero exatamente salientar, que é o que o PCdoB defende, que é a defesa do trabalho. Isso é fundamental na hora da crise. Essa garantia da defesa do trabalho é fundamental porque o ônus da crise numa hora como essa facilmente cai nos ombros dos trabalhadores que não tem nenhuma responsabilidade com a crise, não é um problema em que o trabalhador foi responsável por essa situação e ele vai pagar o ônus? Então, tem que se defender o trabalho, defendendo o emprego e a renda do trabalhador.
Essa é uma questão essencial e essa é a linha que o governador Requião vem tomando. É uma medida corajosa porque no quadro brasileiro é uma medida corajosa. É uma medida que se desde a Presidência da República fossem tomadas medidas como essa, de defesa do trabalho, eu acho que a gente garantiria em grande parte do nosso país, boa parte da solução da crise. Porque como se vai consumir, ao mesmo tempo alimentar o desenvolvimento se você perde salário e tem desemprego. Então, cria-se um círculo vicioso também. A proposta do governador é uma forma de resolver um problema social importante e garantir o próprio desenvolvimento.

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