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PARAGUAIOS INICIAM GREVE NA USINA DE ITAIPU

Revoltados com a demissão de mais de 300 trabalhadores cujas funções ou qualificações não puderam ser comprovadas, funcionários paraguaios da usina de Itaipu deram início a um movimento grevista, por tempo indeterminado, em protesto contra o diretor Carlos Mateo Balmelli.

De acordo com o jornal ABC Color, cerca de 500 empregados e ex-empregados aderiram à paralisação na manhã de ontem (15), concentrando-se no portão de acesso à usina, em Hernandarias, e impedindo a passagem dos demais funcionários por cerca de duas horas. Confira outros detalhes da manifestação clicando no

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Paraguaios Iniciam Greve na Usina de Itaipu

Paraguaios Iniciam Greve na Usina de Itaipu

Por Guilherme Dreyer Wojciechowski – SopaBrasiguaia.com

Revoltados com a demissão de mais de 300 trabalhadores cujas funções ou qualificações não puderam ser comprovadas, funcionários paraguaios da usina de Itaipu deram início a um movimento grevista, por tempo indeterminado, em protesto contra o diretor Carlos Mateo Balmelli.

De acordo com o jornal ABC Color, cerca de 500 empregados e ex-empregados aderiram à paralisação na manhã de ontem (15), concentrando-se no portão de acesso à usina, em Hernandarias, e impedindo a passagem dos demais funcionários por cerca de duas horas.

Em discurso inflamado, Blas Cañete, um dos coordenadores do protesto, denunciou a existência de uma “máfia sindical” liderada por integrantes do Sindicato dos Trabalhadores de Itaipu Binacional (STEIBI), nomeadamente, Rafael González Mir, diretor da agremiação e intermediário junto à direção da usina.

Segundo Cañete, enquanto funcionários com mais de uma década de carreira foram desligados por supostos motivos políticos, parentes e amigos contratados pelo ex-diretor e atual senador colorado, Víctor Bernal Garay, continuam a fazer parte das fileiras da entidade.

Da mesma forma, os manifestantes questionam a contratação de assessores ligados aos novos governantes, citando o caso de Sara Centurión de Radice, integrante da equipe política do Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA) e “recomendada” pelo novo diretor para o cargo de assistente.

Outras irregularidades denunciadas pelos manifestantes referem-se ao não pagamento dos direitos trabalhistas dos demitidos e o descumprimento de pontos previstos no acordo coletivo da categoria, como ajuda habitacional, auxílio alimentação e assistência médica estendida a familiares.

Mateo alega que o desligamento de pessoas sem função ou qualificação específica é a única forma de “limpar” o quadro de funcionários em Itaipu, que conta com 1,4 mil empregados diretos do lado brasileiro e 2,1 mil do lado paraguaio. A paralisação não afeta o fornecimento de energia.

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