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OBAMA PROPÕE REVIRAVOLTA ECONÔMICA CONTRA CRISE

Estimular o crescimento, restabelecer o crédito de que dependem as empresas e particulares e estender a mão aos países e às populações mais gravemente ameaçadas são três medidas imediatas que o presidente Barack Obama vai propor na próxima reunião do G20 para enfrentar a crise econômica internacional, encontro que vai se realizar em Londres no início de abril, em Londres. “A próxima cúpula do G20 em Londres terá um impacto direto no reaquecimento dos Estados Unidos e de todos os países do mundo”, afirmou Obama em pronunciamento nesta quarta-feira (25). O G20 é um grupo de vinte países que adotam políticas econômicas que são implementadas em todo o mundo.

“Vivemos num período de desafios econômicos mundiais aos quais não é possível responder com meias-medidas ou esforços de um só país, seja ele qual for. Hoje os líderes do G20 são responsáveis por tomar medidas ousadas, ambiciosas e coordenadas que não só permitam que a economia se reaqueça, mas iniciem uma era nova de compromisso econômico capaz de impedir no futuro que uma crise dessa envergadura se reproduza”, prosseguiu o presidente dos Estados Unidos.

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OBAMA PROPÕE REVIRAVOLTA ECONÔMICA CONTRA CRISE

OBAMA PROPÕE REVIRAVOLTA ECONÔMICA CONTRA CRISE

Estimular o crescimento, restabelecer o crédito de que dependem as empresas e particulares e estender a mão aos países e às populações mais gravemente ameaçadas são três medidas imediatas que o presidente Barack Obama vai propor na próxima reunião do G20 para enfrentar a crise econômica internacional, encontro que vai se realizar em Londres no início de abril, em Londres. “A próxima cúpula do G20 em Londres terá um impacto direto no reaquecimento dos Estados Unidos e de todos os países do mundo”, afirmou Obama em pronunciamento nesta quarta-feira (25). O G20 é um grupo de vinte países que adotam políticas econômicas que são implementadas em todo o mundo.

“Vivemos num período de desafios econômicos mundiais aos quais não é possível responder com meias-medidas ou esforços de um só país, seja ele qual for. Hoje os líderes do G20 são responsáveis por tomar medidas ousadas, ambiciosas e coordenadas que não só permitam que a economia se reaqueça, mas iniciem uma era nova de compromisso econômico capaz de impedir no futuro que uma crise dessa envergadura se reproduza”, prosseguiu o presidente dos Estados Unidos.

“Ninguém pode negar que uma ação urgente deve ser empreendida. A crise de crédito, associada a uma perda de confiança, atravessou fronteiras e faz sentir seus efeitos em todo o mundo. Pela primeira vez numa geração a economia mundial se contrai e o comércio desaquece. Centenas de bilhões de dólares foram perdidos, os bancos pararam de emprestar e várias dezenas de milhões de pessoas no mundo vão perder o emprego. A prosperidade de todos os países está ameaçada, e também a estabilidade dos governos e a sobrevivência daqueles que moram nas regiões mais vulneráveis do planeta”, observou Obama.

Obama vem criticando em várias entrevistas o sistema financeiro, e não deixou de se pronunciar outra vez sobre o tema. “Se deixarmos os estabelecimentos financeiros do mundo agirem com a desenvoltura e a mesma irresponsabilidade, continuaremos prisioneiros do ciclo de bolhas e de estouros de bolhas”, destacou. “Nossa liderança está fundada numa premissa simples: estamos resolvidos a agir com determinação para tirar a economia dos Estados Unidos da crise e reformar nossos mecanismos de regulação, e nossas ações serão reforçadas pelas medidas complementares tomadas no exterior”, afirmou.

Segundo o presidente dos Estados Unidos, “o G20 deve disponibilizar rapidamente recursos para estabilizar os mercados emergentes, reforçar substancialmente os recursos de urgência do Fundo Monetário Internacional (FMI) e ajudar os bancos regionais de desenvolvimento a acelerar os empréstimos”. E acrescentou que os Estados Unidos procederão a investimentos novos e consequentes em matéria de segurança alimentar para ajudar os mais pobres a superar os dias difíceis que se anunciam.

“Não podemos nos contentar com uma volta ao statu quo”, afirmou Obama. “Devemos pôr um fim à especulação desenfreada e em nossa tendência de viver acima de nossos recursos. Só uma ação internacional coordenada poderá impedir os riscos irresponsáveis que provocaram esta crise. Por isso estou determinado a aproveitar esta oportunidade para realizar uma reforma em profundidade de nossos dispositivos de regulação e supervisão”, observou.

“Todos os nossos estabelecimentos financeiros – os de Walt Street e os do resto do mundo – devem se dobrar a um controle sério e obedecer a regras de comportamento comuns. Todos os mercados devem ser dotados de normas de estabilidade e transparência. Um enquadramento das necessidades de capitais próprios deve nos proteger de novas crises. Devemos tomar medidas enérgicas contra os paraísos fiscais e a lavagem de dinheiro”, anunciou.

Já em seu discurso sobre o Estado da União, em 2 de março, Obama anunciou uma mudança radical na política econômica adotada pelos presidentes anteriores, desde Reagan. Para Obama, o Estado deve fazer (quase) tudo. Em especial reverter uma política que “transferiu mais riqueza aos mais ricos” e “acabou com as regulamentações para garantir lucros mais rápidos, em detrimento de um mercado bem equilibrado”.

Ronald Reagan, ao tomar posse em 20 de janeiro de 1981, afirmou que “o Estado não é a solução de nosso problema, é o problema”. Obama também adota uma linha bem diferente dos presidentes anteriores do Partido Democrata. William Clinton anunciou em janeiro de 1996: “A era do Estado poderoso acabou.” Depois, em nome dessa convicção, desregulamentou o sistema financeiro dos Estados Unidos, o principal responsável pela crise econômica atual.

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