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Escrito por 08:18 Sem categoria

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Ontem, o presidente Lula deu lição de humildade.

Pediu voto para Requião. Disse que não é de fazer beicinho ou guardar mágoas quando se trata de avaliar opções políticas.

“Meu projeto não é pessoal. É político e leva em consideração os interesses da maioria, por isso eu peço votos para Requião, que apesar das críticas que fez à política econômica de meu governo, é a opção correta, porque temos o mesmo projeto”, afirmou o presidente, ontem, em comício na Boca Maldita.

Um comício para dez mil pessoas, segundo a PM.

Trinta mil, nos cálculos dos organizadores.

De qualquer forma, foi o evento popular mais importante da campanha eleitoral deste ano em Curitiba.

Bom para Requião, que ainda não declarou seu voto porque tem muitos eleitores seus dobrando com Geraldo Alckmin, embora este prefira Osmar Dias, que já fez suas declarações de amor ao tucanato.

Assim, o governador licenciado Roberto Requião, do PMDB, ganhou um cabo eleitoral de peso. O presidente Lula, do PT, em comício na Boca Maldita em Curitiba, disse que sempre pede votos para companheiros: “Não vou fazer biquinho nessa hora, a uma semana do segundo turno. Peço o voto para o Requião, de quem gosto muito”.

Lula disse ainda que não tem medo de assumir posições: “Não dá para ser Coritiba e Atlético ao mesmo tempo aqui no Paraná”. Os peemedebistas que lotavam o palanque vibraram.

Os petistas compreendem a saia justa do governador.

“É normal Roberto Requião não declarar apoio formal ao presidente Lula; cada partido tem uma eleição distinta e somos maduros para administrar isso”, diz Péricles Holleben de Melo, do PT, ex-prefeito de Ponta Grossa.

Outro entusiasta de Lula e Requião é Victor Hugo Burko, do PL, que foi vice de Flávio Arns, do PT. “O país está dando uma demonstração de que quer Lula administrando para os pobres e não servindo interesses de uma elite política e econômica”, justifica.

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