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Globo admite erro na cobertura sobre porto de Paranaguá

ANÁLISE DA NOTÍCIA

Globo admite erro na cobertura sobre porto de Paranaguá

Na sexta-feira, Jornal Nacional reconheceu que errou ao mencionar filas quilométricas no porto de Paranaguá. No sábado apresentou reportagem especial elogiando modernização do porto, promovida pelo governo Requião.

Marco Aurélio Weissheimer – Carta Maior

A Rede Globo, através do Jornal Nacional, fez uma retratação em relação a matérias anteriores publicadas sobre a gestão do governo Requião no Porto de Paranaguá. A carta enviada pelo secretário de Imprensa do governo paranaense, Benedito Pires, a jornalistas da Globo parece ter dado resultado. Nesta carta, ele apontava uma série de erros factuais na cobertura da emissora que criticava a “ineficiência” do porto público de Paranaguá. Na sexta-feira à noite, o JN reconheceu o erro em uma matéria de Pedro Bial que falava sobre as filas de caminhões no porto. O texto da retratação foi o seguinte:

“O Porto de Paranaguá, no Paraná, está entre os que investiram na modernização. Mas, nesta semana, o Jornal Nacional errou ao mencionar filas quilométricas de caminhões em Paranaguá. Estas filas praticamente sumiram desde a implantação do novo sistema de controle do embarque de cargas, em 2004. Há seis meses, no mês de maio, ocorreu, de fato, uma fila muito grande. Mas uma onda de protestos de agricultores tinha reduzido a oferta de vagões de trens para o transporte da soja. E para honrar contratos de exportação dentro do prazo, cooperativas apelaram para camnhões que não estavam registrados nos computadores do porto. A fila era para o cadastramento. Um fato isolado”.

Na noite de sábado, o Jornal Nacional fez uma reportagem especial sobre o porto de Paranaguá, elogiando o processo de modernização promovido pelo governo Requião. A matéria assinada por Ernesto Paglia e Rafael Trindade mostra “como o investimento em modernização resolveu os principais problemas do porto”.

Ao falar sobre a melhoria do problema das filas de caminhões, a reportagem trouxe depoimentos de caminhoneiros, entre eles o de Luiz Paulo Piau. “Antigamente era normal você pegar fila no começo da serra. Agora, o máximo que se pega é chegando no pátio, melhorou bastante”. “Segundo a administração do Porto de Paranaguá”, acrescenta a matéria, “o problema das filas de caminhões não era apenas uma questão de trânsito. As aglomerações, as filas que transbordavam para a estrada de acesso ao porto eram usadas como ferramentas num jogo especulativo, que beneficiava apenas um pequeno grupo de atravessadores”.

Por outro lado, apresentou uma crítica, através do presidente da Associação dos Concessionários de terminais portuários, Wilem Manteli, para quem Paranaguá "não cumpre integralmente a decisão judicial que manda viabilizar a exportação de soja transgênica e que o dinheiro gasto na pavimentação de acessos deveria ter sido usado para retomar a dragagem do porto, parada há dois anos". Na opinião de Manteli, as filas só teriam diminuído porque Paranaguá perdeu pelo menos 20% dos clientes.

O gerente operacional do porto, Clauber Candian, respondeu: "Atua no porto hoje quem realmente quer exportar. São operadores sérios que realmente querem fazer a exportação através do Porto de Paranaguá".

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Globo admite erro na cobertura sobre porto de Paranaguá

A Rede Globo, através do Jornal Nacional, fez uma retratação em relação a matérias anteriores publicadas sobre a gestão do governo Requião no Porto de Paranaguá. A carta enviada pelo secretário de Imprensa do governo paranaense, Benedito Pires, a jornalistas da Globo parece ter dado resultado. Leia em Reportagem  artigo completo do jornalista Marco Aurélio Weissheimer na Agência Carta Maior.

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