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EDITORIAL: ISSO É JORNALISMO?

Da Agência Estadual de Notícias

Quem faz cultura hoje no Brasil, quem se preocupa com cultura e freqüenta acontecimentos na área tem um nome na ponta da língua: Museu Oscar Niemeyer. Nos últimos anos, o tão falado eixo Rio-São Paulo, onde tudo acontecia e em torno do qual girava o país, entortou, saiu da rota, adernou. No que tocava às artes plásticas, grandes exposições nacionais e internacionais tinham endereço cativo: uma e outra cidade. Dificilmente se fugia do roteiro.

O MON subverteu a monótona e tão antiga bipolaridade. Mais ainda, uma comparação das exposições abrigadas pelo museu curitibano nos dois últimos anos, com as exposições dos principais museus cariocas e paulistanos, deixa o Oscar Niemeyer distante dos congêneres, em qualidade e quantidade de mostras. Confira a íntegra do artigo clicando no

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Editorial: Isso é jornalismo?

Editorial: Isso é jornalismo?

Quem faz cultura hoje no Brasil, quem se preocupa com cultura e freqüenta acontecimentos na área tem um nome na ponta da língua: Museu Oscar Niemeyer. Nos últimos anos, o tão falado eixo Rio-São Paulo, onde tudo acontecia e em torno do qual girava o país, entortou, saiu da rota, adernou. No que tocava às artes plásticas, grandes exposições nacionais e internacionais tinham endereço cativo: uma e outra cidade. Dificilmente se fugia do roteiro.

O MON subverteu a monótona e tão antiga bipolaridade. Mais ainda, uma comparação das exposições abrigadas pelo museu curitibano nos dois últimos anos, com as exposições dos principais museus cariocas e paulistanos, deixa o Oscar Niemeyer distante dos congêneres, em qualidade e quantidade de mostras.

Não é à toa que o MON tenha firmado um conceito internacional de excelência e tenha trazido para o nosso país acervos dos principais museus do mundo.

Todo mundo reconhece isso. Até o ex-governador Jaime Lerner, adversário histórico do governador Roberto Requião.

Menos a Gazeta do Povo. Pelo menos sua editoria de política. Cega pelo desejo de desforra, porque tantas vezes criticada e execrada pelo governador; sequiosa de represália, rancorosa, a Gazeta do Povo desforra-se em Maristela Requião, expondo-a de forma covarde, maldosa.

A legenda da foto à página 4 da edição de 22 de agosto do jornal (reportagem assinada por Rhodrigo Deda), “No olho da rua”, fazendo um trocadilho de mau gosto, medíocre e vulgar com o nome do MON, também conhecido como Museu de Olho, não é apenas ofensiva a uma servidora pública. É mais que isso: é desprezo, é reação pequena, mesquinha, medíocre à mulher que pôs o Museu Oscar Niemeyer, o Paraná enfim, no circuito mundial das artes plásticas. À Gazeta não interessa o que Maristela fez pelo nosso estado, pela cultura paranaense. Isso é o de menos. À Gazeta interessa tão-somente atacar o governador, nem que para isso use como anteparo, vilmente, covardemente, sordidamente, a mulher de Requião.

O desrespeito à Maristela prossegue hoje, com a “retranca” e o título do caderno “Vida Pública”. Maristela é novamente tratada como se fosse uma aproveitadora dos cofres públicos, sem mérito ou cujo “mérito” seria o de ser esposa da Requião.Todo o seu magnífico trabalho é desconsiderado. Nenhuma linha, nada, absolutamente nada sobre o trabalho dela, passando para a opinião pública a idéia safada de que Maristela está simplesmente pendurada em um emprego público. Para a Gazeta, Maristela tem um pecado mortal, definitivo e imperdoável: é mulher do governador Roberto Requião.

Jornalista e publicitária de formação, Maristela tem antiga ligação com as artes plásticas, tendo sido uma das funcionárias e animadoras da antológica Galeria Cocaco, que marcou de forma tão forte a cultura paranaense. Tem o respeito de todos os que trabalham com cultura no Paraná e no Brasil, menos o da Gazeta do Povo, que a trata como se fosse uma dondoca espetada num cargo público.

Isso é jornalismo? Isso é compromisso com a verdade? Isso é contemplar todos os lados da informação? A Gazeta dispunha, porque nós fornecemos, todas as informações sobre o trabalho de Maristela no Museu. Uma carta enviada na segunda-feira ao diretor de redação do jornal, expondo mais uma vez o trabalho do MON e nossas críticas à cobertura, foi completamente ignorada. A Gazeta preferiu destilar rancor, dar o troco.

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