AS FACES DO PRECONCEITO

Dos blogs www.fronteirazero.org e www.fronteira-zero.blogspot.com

A discussão dessa palavra tão utilizada se tornou imprescindível para que a pensemos não somente pela ótica de julgamento de valores entre as pessoas – como ela é arduamente difundida – mas sim, salientar para outros aspectos que possam servir de suporte para inúmeras questões que permeiam nosso dia-a-dia.

Tratando desta questão, separamos a discussão buscando desvendar o grande potencial que ela possui, e somente a analisando por partes é possível se aproximar de uma explicação um pouco mais razoável, tendo sempre como fator principal o “conceito” propriamente dito.

Em primeiro lugar, como o nome já a caracteriza, a palavra preconceito é um “pré” conceito de algo, situação, pessoa, objeto. Ou seja, é o conhecimento a priori que se faz sobre infinitas questões, das quais ainda não se pode, por indeterminados motivos, buscar o conhecimento de forma mais ampla a respeito do que se está interpretando.

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Câmara aprova projeto que exige fisioterapeuta em CTI em tempo integral

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (4) o Projeto de Lei 1985/19, da deputada Margarete Coelho (PP-PI), que disciplina a permanência de fisioterapeutas em Centros de Terapia Intensiva (CTIs) adulto, pediátrico e neonatal. A matéria será enviada ao Senado.

Em seguida, a sessão da Câmara foi encerrada.

O texto foi aprovado na forma de um substitutivo da deputada Aline Sleutjes (PSL-PR), cujo relatório foi lido em Plenário pela deputada Maria Rosas (Republicanos-SP).

A única mudança no texto retira a quantidade mínima de profissionais, que era de um para cada dez leitos. Entretanto, continua a determinação de que a presença do fisioterapeuta deverá ser ininterrupta, nos turnos matutino, vespertino e noturno, perfazendo um total de 24 horas.

A disponibilidade em tempo integral para assistência aos pacientes internados nesses centros de terapia intensiva deverá ser durante o horário em que o fisioterapeuta estiver escalado para atuar nesses locais.

“Pelo grau de importância do fisioterapeuta para o restabelecimento das pessoas internadas, a presença constante desse profissional é essencial, pois ele reduz o número de dias de internação, ainda mais nessa época de Covid-19”, afirmou a autora da proposta.

Próximas votações
Os deputados voltam a se reunir em sessão deliberativa virtual na próxima terça-feira (9), às 13h55, com pauta a ser divulgada após reunião de líderes a ser realizada às 10h30 desta sexta-feira (5).

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Câmara dá prioridade para mãe chefe de família no auxílio emergencial

Texto vai agora para análise do Senado

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (2) projeto de lei que dá prioridade de recebimento do auxílio emergencial às mães chefes de família, quando o pai também informa ser o responsável pelos dependentes. A matéria segue para análise do Senado. As informações são da Agência Brasil.

Pelo texto aprovado, caso haja conflito entre as informações prestadas pela mãe e pelo pai, a preferência de recebimento das duas cotas de R$ 600 será da mãe, ainda que sua autodeclaração na plataforma digital tenha ocorrido depois daquela feita pelo pai.

“Apenas 3,6% das famílias brasileiras tinham uma configuração com homem sem cônjuge e com filho, segundo o IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística], e mais de 80% das crianças no Brasil têm como primeiro responsável uma mulher”, afirmou a relatora do projeto, deputada Professora Dorinha (DEM-TO).

O projeto determina que o homem com a guarda unilateral, ou que seja responsável, de fato, pela criação, poderá questionar as informações da mãe de seus filhos na mesma plataforma e receber uma das cotas de R$ 600 até que a situação seja esclarecida pelo órgão competente.

“O machismo que as mulheres já sofrem cotidianamente na nossa sociedade vemos novamente expresso quando maridos, que nunca se responsabilizaram pelo cuidado dos filhos, agora requerem o auxílio emergencial em nome da família. Trinta milhões de famílias brasileiras são chefiadas por mulheres e 56% são famílias pobres”, disse uma das autoras da proposta, a deputada Fernanda Melchiona (PSOL-RS). 

Após várias denúncias de mulheres que enfrentaram problemas para receber o benefício após uso indevido do CPF dos filhos pelos pais, o trecho que permitia o recebimento do valor em dobro foi vetado pelo presidente Jair Bolsonaro. No entanto, a proposta resgata a possibilidade de concessão do benefício aos pais, com a prioridade para a mãe chefe de família. 

“Muitas mulheres brasileiras de baixa renda enfrentam ainda a violência patrimonial perpetrada por homens sem escrúpulos que, indevidamente, utilizaram e utilizam os CPFs dos filhos menores, que são criados unicamente pelas mães, para acessarem o auxílio emergencial. Isso tem causado enormes prejuízos para essas batalhadoras, além de colocar em risco a sua segurança alimentar e a dos seus dependentes”, afirmou Professora Dorinha.

Duas cotas

O auxílio emergencial foi criado para amenizar os efeitos das medidas de distanciamento e isolamento social necessárias para o enfrentamento da rápida propagação da covid-19. A iniciativa destina o auxílio emergencial de R$ 1,2 mil para mães chefes de família pelo período de três meses.

O texto também determina que a Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência – Ligue 180 crie uma opção específica de atendimento para denúncias de violência e dano patrimonial para os casos em que a mulher tiver o auxílio emergencial subtraído, retido ou recebido indevidamente por outra pessoa.

No caso de pagamentos indevidos do benefício emergencial ou realizados em duplicidade por informações falsas, os responsáveis deverão ressarcir os valores recebidos indevidamente ao Poder Público.

*Texto alterado às 21h53 para corrigir os nomes das deputadas. 

AS FACES DO PRECONCEITO

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Dos blogs www.fronteirazero.org e www.fronteira-zero.blogspot.com

A discussão dessa palavra tão utilizada se tornou imprescindível para que a pensemos não somente pela ótica de julgamento de valores entre as pessoas – como ela é arduamente difundida – mas sim, salientar para outros aspectos que possam servir de suporte para inúmeras questões que permeiam nosso dia-a-dia.

Tratando desta questão, separamos a discussão buscando desvendar o grande potencial que ela possui, e somente a analisando por partes é possível se aproximar de uma explicação um pouco mais razoável, tendo sempre como fator principal o “conceito” propriamente dito.

Em primeiro lugar, como o nome já a caracteriza, a palavra preconceito é um “pré” conceito de algo, situação, pessoa, objeto. Ou seja, é o conhecimento a priori que se faz sobre infinitas questões, das quais ainda não se pode, por indeterminados motivos, buscar o conhecimento de forma mais ampla a respeito do que se está interpretando. Nesse ponto lembremos a forma como a palavra é difundida no consenso comum, quando preconceito é caracterizado por ser algo de conotação ruim, para apontar um primeiro equívoco. Não necessariamente este momento “pré” ocorre de forma ruim ou prejudicial a alguém, ele simplesmente é algo ainda não conhecido em sua totalidade, porém isso ainda não o caracteriza por ser a causa de algo ruim.

Nesse momento meramente o que se espera é haja a busca por um melhor entendimento do que está sendo interpretado – o conceito, evitando assim análises equivocadas a respeito de determinada coisa. Então, não necessariamente o preconceito pode ser caracterizado como algo ruim, mas se este “pré” conceito que está posto não for superado e vier a causar, de alguma forma, experiências que gerem danos ao que está sendo pré julgado, aí sim pode ser caracterizado como algo ruim, podendo causar danos ao que está sendo interpretado.

Isso demonstra uma diferenciação, na qual não necessariamente, faz do preconceito algo ruim, mais sim os atos gerados por este “pré” conceito. Diante disso, é necessário reclamar a quem está fazendo esse julgamento, pelo fato de suas ações estarem sendo feitas de forma incompleta. Dito isso fica mais fácil fazer uma distinção. Uma coisa é ter preconceito, outra coisa é causar dano ao outro por conta deste “pré” conceito.

Já em um segundo momento, falando especificamente do “conceito”, é preciso ressaltar a importância de buscar o conhecimento dos conceitos que estão estabelecidos em nossa sociedade, sendo que, não se pode questionar um conceito sem que se tenha outro conceito a mostra, capaz de confrontar coerentemente o que está posto. Ou seja, imaginemos uma situação, quando reclamamos que outra pessoa esta sendo preconceituosa e então essa pessoa faz o seguinte questionamento: mas então qual é o conceito? Dessa forma se não houver outro conceito estruturado, o que permite questionar o conceito do outro?

Nesse momento se inicia a discussão sobre qual o melhor conceito a ser utilizado diante do que se interpreta, por exemplo, quando alguma pessoa analisa um determinado conceito e o questiona como aquele não sendo o melhor conceito, logo temos uma discussão, não mais do “pré” conceito, mais sim um pós conceito. O conceito questionado é só mais um, mas não necessariamente “o” conceito. Mesmo sendo um conceito bem formulado e estruturado, ele ainda pode vir a prejudicar uma das partes. Neste caso não é mais o pré conceito que está a prejudicar, mais sim o conceito. Assim se cria o pós conceito, que vale destacar, só será possível à aqueles que possuem conhecimento dos conceitos estabelecidos, e que de ante mão possuem um conceito que irá superar ou não o conceito dominante, que esta posto.
Por isso da importância de se ter um ponto de vista definido para os aspectos que são imprescindíveis nas discussões do nosso cotidiano.

Dessa forma, o que queremos chamar a atenção diante da palavra preconceito é, que devemos direcionar nossa atenção não ao “pré”, mais sim para o “conceito” que as pessoas fazem das coisas. A origem do preconceito está fundada basicamente nos conceitos que são estabelecidos e que por si só geram automaticamente análises distorcidas da realidade, que muitas vezes vão contra as reais necessidades das pessoas que utilizam em suas vidas tais conceitos, e por outro lado, a incapacidade das pessoas conhecerem os conceitos estabelecidos para dessa forma questionarem de acordo com suas reais necessidades.

A partir dessa reflexão um tanto difícil na escrita, mas que talvez com o diálogo possa ser mais fácil ao entendimento, é que chagamos a algumas discussões bem próximas no nosso dia-a-dia.

Trazendo para a realidade da Fronteira, cotidianamente ouvimos vários conceitos sobre inúmeras coisas, que são ditas constantemente, conceitos que foram sendo formados com o passar dos anos e, da mesma forma como foi feita a banalização da palavra preconceito, também se nota o mesmo referente aos conceitos que, podemos dizer, estão sendo impostos a nós, e que diante do nosso raciocínio pode-se caracterizá-los como preconceituosos, pelo fato de não verem e nem buscarem um entendimento aprofundado do que estão tratando. De forma mais clara, vamos aos exemplos.

Criou-se no imaginário das pessoas que a cidade de Foz do Iguaçu é uma cidade “Turística”, e esse fato vem sendo cada vez mais trabalhado pelos meios de comunicação – com o investimento do poder público e sobre tudo de empresas privadas. Porém o questionamento, embasado no que foi dito sobre o pré conceito, conceito e pós -conceito, é o seguinte, qual é o conceito de cidade Turística?

Esse é o ponto chave. Partindo nosso conceito de cidade Turística – que agora não vem ao caso porque isso demandaria muito tempo – em nada é parecido com a realidade que encontramos em Foz do Iguaçu, onde o que vemos são basicamente dois grandes atrativos – Itaipu e Cataratas – que se localizam nos dois lados extremo da cidade. Resultado disso, de forma bem resumida: os Turistas simplesmente usam a cidade meramente como uma rota que interliga os dois pontos, e ainda ganham no “pacote” uma parada entre estes dois pontos da cidade que é uma visita ao país vizinho o Paraguay.

Dessa forma, poderíamos no máximo denominar Foz do Iguaçu de uma cidade com “potencial Turístico”, algo que para sua concretização necessitaria inúmeras mudanças estruturais no formato com que é conduzido o Turismo na cidade, e isso passa por uma mudança nesse equivocado conceito que foi imposto à cidade.
Uma vez que tal conceito passa a ser difundido e entra dentro de um consenso comum, isso em nada ajuda nas mudanças que seriam necessárias, causando uma estagnação e iludindo as pessoas que por sua vez acreditam que tal conceito é uma realidade incontestável, iludindo-se em um equilíbrio harmônico das coisas.

Esse exemplo é só um dos inúmeros que podem ser citados. A intenção aqui é causar a reflexão não somente para esse assunto em especifico, mas para todos os outros que interferem em nossa realidade. É de extrema importância que façamos a reflexão, sob quais conceitos estamos sendo conduzidos, ou seja, quais os conceitos implantados na educação pública, na assistência social, direitos humanos, cultura, fronteira, economia e tantos outros. Quais conceitos estão a frente de todos estes aspectos? Será que esses conceitos não são na verdade um preconceito?

Tais conclusões, só serão possíveis a partir do momento em que o maior número de pessoas estiverem formando seus próprios conceitos, para que possamos por a prova todos estes conceitos que estão postos e que atualmente passam por verdades absolutas, mas que porém, ao passar por uma análise mais atenta é possível discordar e ainda traçar conceitos mais justos, que reflitam as reais necessidades da população local.

Fica ai um convite à reflexão para que cada um possa buscar obter seus próprios conceitos, e que possam contestar os vários conceitos que estão postos a nós, e também podendo discordar deste conceito de preconceito.

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Câmara aprova projeto que exige fisioterapeuta em CTI em tempo integral

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (4) o Projeto de Lei 1985/19, da deputada Margarete Coelho (PP-PI), que disciplina a permanência de fisioterapeutas em Centros de Terapia Intensiva (CTIs) adulto, pediátrico e neonatal. A matéria será enviada ao Senado.

Em seguida, a sessão da Câmara foi encerrada.

O texto foi aprovado na forma de um substitutivo da deputada Aline Sleutjes (PSL-PR), cujo relatório foi lido em Plenário pela deputada Maria Rosas (Republicanos-SP).

A única mudança no texto retira a quantidade mínima de profissionais, que era de um para cada dez leitos. Entretanto, continua a determinação de que a presença do fisioterapeuta deverá ser ininterrupta, nos turnos matutino, vespertino e noturno, perfazendo um total de 24 horas.

A disponibilidade em tempo integral para assistência aos pacientes internados nesses centros de terapia intensiva deverá ser durante o horário em que o fisioterapeuta estiver escalado para atuar nesses locais.

“Pelo grau de importância do fisioterapeuta para o restabelecimento das pessoas internadas, a presença constante desse profissional é essencial, pois ele reduz o número de dias de internação, ainda mais nessa época de Covid-19”, afirmou a autora da proposta.

Próximas votações
Os deputados voltam a se reunir em sessão deliberativa virtual na próxima terça-feira (9), às 13h55, com pauta a ser divulgada após reunião de líderes a ser realizada às 10h30 desta sexta-feira (5).

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Câmara dá prioridade para mãe chefe de família no auxílio emergencial

Texto vai agora para análise do Senado

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (2) projeto de lei que dá prioridade de recebimento do auxílio emergencial às mães chefes de família, quando o pai também informa ser o responsável pelos dependentes. A matéria segue para análise do Senado. As informações são da Agência Brasil.

Pelo texto aprovado, caso haja conflito entre as informações prestadas pela mãe e pelo pai, a preferência de recebimento das duas cotas de R$ 600 será da mãe, ainda que sua autodeclaração na plataforma digital tenha ocorrido depois daquela feita pelo pai.

“Apenas 3,6% das famílias brasileiras tinham uma configuração com homem sem cônjuge e com filho, segundo o IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística], e mais de 80% das crianças no Brasil têm como primeiro responsável uma mulher”, afirmou a relatora do projeto, deputada Professora Dorinha (DEM-TO).

O projeto determina que o homem com a guarda unilateral, ou que seja responsável, de fato, pela criação, poderá questionar as informações da mãe de seus filhos na mesma plataforma e receber uma das cotas de R$ 600 até que a situação seja esclarecida pelo órgão competente.

“O machismo que as mulheres já sofrem cotidianamente na nossa sociedade vemos novamente expresso quando maridos, que nunca se responsabilizaram pelo cuidado dos filhos, agora requerem o auxílio emergencial em nome da família. Trinta milhões de famílias brasileiras são chefiadas por mulheres e 56% são famílias pobres”, disse uma das autoras da proposta, a deputada Fernanda Melchiona (PSOL-RS). 

Após várias denúncias de mulheres que enfrentaram problemas para receber o benefício após uso indevido do CPF dos filhos pelos pais, o trecho que permitia o recebimento do valor em dobro foi vetado pelo presidente Jair Bolsonaro. No entanto, a proposta resgata a possibilidade de concessão do benefício aos pais, com a prioridade para a mãe chefe de família. 

“Muitas mulheres brasileiras de baixa renda enfrentam ainda a violência patrimonial perpetrada por homens sem escrúpulos que, indevidamente, utilizaram e utilizam os CPFs dos filhos menores, que são criados unicamente pelas mães, para acessarem o auxílio emergencial. Isso tem causado enormes prejuízos para essas batalhadoras, além de colocar em risco a sua segurança alimentar e a dos seus dependentes”, afirmou Professora Dorinha.

Duas cotas

O auxílio emergencial foi criado para amenizar os efeitos das medidas de distanciamento e isolamento social necessárias para o enfrentamento da rápida propagação da covid-19. A iniciativa destina o auxílio emergencial de R$ 1,2 mil para mães chefes de família pelo período de três meses.

O texto também determina que a Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência – Ligue 180 crie uma opção específica de atendimento para denúncias de violência e dano patrimonial para os casos em que a mulher tiver o auxílio emergencial subtraído, retido ou recebido indevidamente por outra pessoa.

No caso de pagamentos indevidos do benefício emergencial ou realizados em duplicidade por informações falsas, os responsáveis deverão ressarcir os valores recebidos indevidamente ao Poder Público.

*Texto alterado às 21h53 para corrigir os nomes das deputadas.