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A CRISE E A NOSSA RESPONSABILIDADE

A CRISE E A NOSSA RESPONSABILIDADE

Luiz Cláudio Romanelli*

O estouro da bolha financeira que abalou o mundo há poucas semanas (e cujos efeitos se fazem e se farão sentir ainda por muito tempo) exige de nós mais do que simples comentários: exige ação. A análise das razões da crise do capitalismo internacional é uma necessidade premente, mas a ela devem seguir-se medidas concretas para enfrentar as conseqüências do cataclisma. Isso é particularmente necessário num país como o Brasil, que tem cada vez maior projeção política e econômica na América Latina e no mundo.

É por isso que vejo com grande satisfação o convite feito pelo governador Roberto Requião a todos os governadores brasileiros, ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, e ao presidente do BNDES, Luciano Coutinho, para participarem do seminário internacional "Crise – Verdades e Rumos", a ser realizado em Curitiba de 7 a 11 de dezembro. O acerto da iniciativa está expresso no próprio nome do seminário, que não pretende deter-se na análise das "verdades", mas avançar para os "rumos"; está também nas personalidades convidadas, pois os principais mandatários do país devem ter um papel central nos programas para o enfrentamento da crise; reside igualmente nos temas a serem abordados no seminário, que abarcam toda a complexidade do tema.

No auge da loucura financeira, publiquei um artigo no qual denominei os acontecimentos como uma "crise de papel", por entender que a barafunda em que o mundo se meteu (ou o meteram) tem muito menos a ver com a economia real do que com a ciranda financeira artificial. O governador Requião lembrou como os Estados Unidos liquidaram o acordo internacional de Breton Woods, segundo o qual o papel moeda só poderia ser emitido se houvesse lastro em ouro; a partir daí, a quantidade de dinheiro circulante no mundo deixou de representar minimamente a riqueza real produzida pelos homens e mulheres de todo o mundo. Ficamos todos sujeitos ao estouro dessas bolhas, que apenas expressam o fato de que o dinheiro de cada um de nós não vale o que nele está escrito.

Vamos fazer um amplo debate, que é o debate sobre o neoliberalismo, sobre novos rumos para a humanidade, sobre a prevalência da economia real, dos empregos reais que são destruídos em nome da manutenção desse sistema irracional. Por isso, o seminário é tão importante. Por isso, as presenças anunciadas, de intelectuais e especialistas do Brasil e de vários países da América Latina, são fundamentais. Por isso, nosso objetivo é, como diz o governador Requião, procurar saídas verdadeiras, e não meros paliativos que deixem intacto esse sistema desastroso.

A crise, a economia mundial e o sistema financeiro, os sistemas de poder imperantes no mundo, o papel das grandes potências e das economias emergentes, a integração sul-americana, o projeto nacional brasileiro – todos esses são temas da maior relevância. Este seminário promete ser a maior discussão já feita no Brasil sobre a presente crise. E terá também o significado de mostrar que o Brasil e seus principais representantes estão dispostos a encontrar uma saída própria, soberana, digna, evitando que a crise de papel continue a afetar os homens e mulheres de carne, osso e coração.

Convido a todos para que participem do seminário, que será transmitido na íntegra pela TV pública do Paraná. Não acredito em soluções sigilosas, decididas sem o conhecimento do povo. Mesmo porque é o povo o principal interessado nessa questão.

*Luiz Cláudio Romanelli, 50 anos, advogado é deputado estadual e vice-presidente do PMDB do Paraná.

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A CRISE E A NOSSA RESPONSABILIDADE

O estouro da bolha financeira que abalou o mundo há poucas semanas (e cujos efeitos se fazem e se farão sentir ainda por muito tempo) exige de nós mais do que simples comentários: exige ação. A análise das razões da crise do capitalismo internacional é uma necessidade premente, mas a ela devem seguir-se medidas concretas para enfrentar as conseqüências do cataclisma. Isso é particularmente necessário num país como o Brasil, que tem cada vez maior projeção política e econômica na América Latina e no mundo.

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