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Feirantes denunciam desmandos de Greca no Largo da Ordem

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Nesta quarta-feira (14), representantes dos feirantes do Largo da Ordem entregaram uma carta com reivindicações do segmento ao candidato a prefeito João Arruda (MDB), e conversaram sobre a situação da feira em relação à pandemia do coronavírus e à atual gestão da prefeitura de Curitiba.

“Foi uma oportunidade muito especial. Eu cresci na cidade e um dos meus primeiros brinquedos ganhei justamente da feirinha do Largo. Nós faremos o enfrentamento da covid-19 dialogando e não através de imposições como relataram os feirantes”, disse João Arruda.

A volta da feira precisa ser gradativa, entende João Arruda, respeitando os protocolos sanitários e o estágio da pandemia, visando retornar à configuração do original dos produtos e serviços ofertados a milhares de curitibanos e turistas.

“O que a prefeitura está fazendo é uma afronta à história de Curitiba, mais um exemplo da soberba do prefeito. A feirinha tem quase 50 anos, exemplo de empreendedorismo, gerando riqueza e renda, contribuindo para a economia da cidade, e atraindo turistas de todo o Brasil. Quem vem para Curitiba, quer visitar a feira”, afirmou.

Pandemia

Segundo a feirante Tiemi Roseli Takahashi, desde o início da pandemia, a prefeitura impôs a redução das 1300 barracas para 300, e depois aceitou aumentar para  600, dividindo a feira em dois trajetos, da rua Garibaldi para baixo e rua Kellers e adjacências, dividindo aos sábados e domingos, apenas à partir da bandeira amarela.

“Foi só apresentado para gente, disseram é isso, a proposta é essa, aceita ou não aceita? Colocaram o distanciamento de dois metros, se reduzisse para um e meio já supriria, ou até menos por que as barracas já tem dois metros”, relata.

João Arruda disse é um contrassenso a atitude da prefeitura e um exemplo de uso político dos decretos da pandemia. “Como é que pode proibir as feiras, que são feitas ao ar livre, e permitir apenas os supermercados, gerando aglomeração num ambiente fechado? Ambos vendem os mesmos produtos, mas o prefeito tem a preferência em atender os interesses dos grandes enquanto abandona quem precisa”, afirmou o candidato.

Tiemi, que é feirante no Largo há 30 anos, também explica o descaso da prefeitura em apresentar alternativas para os feirantes, que ficaram cinco meses na situação de insegurança sem apoio financeiro.

“Até montaram um site, só que site é um site só de divulgação, não é um site de venda. Então, as pessoas acham que nós estávamos vendendo em casa através do site, só que não. Eram 1.300 feirantes, sendo que apenas 400 aderiram ao site estavam com a divulgação, mas a venda efetiva não aconteceu. É um trabalho que é turístico, é presencial”, explicou.

Desrespeito – Para o feirante Fábio Ricardo Lima, a prefeitura trata com desrespeito quem presta esse tipo de serviço. “A prefeitura desrespeitou bastante os feirantes, na forma como nos trataram, essas mudanças só começaram a acontecer depois de muita briga, nos primeiros meses da pandemia, eles simplesmente deixaram a gente de lado e quando a gente começava a questionar pelas redes sociais, o Greca mesmo ou o assessor dele tratava a gente mal nas postagens”, disse.

Fábio Lima explica ainda que é essa a intenção de procurar os candidatos a prefeito, conversar sobre as necessidades dos feirantes, para garantir o compromisso de serem atendidos por quem for eleito.

“A feira sempre foi um foco de campanha eleitoral, em todas as eleições ali se tornavam um grande palanque eleitoral e agora a gente ficou meio que esquecido. Com todos essas mudanças na feira, a gente quer que todos os candidatos se comprometa a olhar com carinho pra feira”, completou.

Compromisso

Na conversa, João Arruda, além de assinar a carta, vai organizar uma ‘live’ para que os feirantes tenham visibilidade para expôr a situação para um maior número de pessoas.

“O ego do prefeito não pode pesar mais que a vida e a dignidade das pessoas. Basta de usar o vírus e os decretos como ferramenta política. Ele não quer que os curitibanos saibam dos seus desmandos, dos seus caprichos, por isso está fugindo dos debates, escondendo a campanha eleitoral”, disse.

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