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Vitorassi rebate acusações de Giacobo

Vitorassi rebate acusações de Giacobo

Deputado federal de Foz defende duplicação da BR 469 em discurso na Câmara de Deputados

O deputado federal Dilto Vitorassi (PT/PR) rebateu as acusações do deputado federal Fernando Giacobo (PL/PR) feitas hoje, 7, no programa televisivo “Naipi Aqui Agora” sobre supostas irregularidades na duplicação da BR 469, a Rodovia das Cataratas, em Foz do Iguaçu. Giacobo relacionou a paralisação da obra a pedido do Tribunal de Contas da União a um hipotético superfaturamento.

O petista vai entrar com uma representação na Comissão de Ética da Câmara de Deputados contra Giacobo porque o TCU orientou a interrupção enquanto analisa o contrato de serviço. O exame não foi concluído. “A obra será retomada”, garante Vitorassi, que, em pronunciamento no plenário, relembrou que Giacobo sim foi acusado de ganhar ilegalmente em loterias, além de responder por crime de seqüestro.

Segundo Vitorassi, esta é “a primeira obra que se possa dizer que não tenha a mínima possibilidade de haver corrupção porque a empresa vencedora do processo licitatório, realizado no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em 2001, começou a prestar o serviço somente agora em 2006. Mas, antes que a empresa emitisse a primeira fatura, o Tribunal de Contas da União resolveu auditá-la”.

Vitorassi afirmou que a duplicação só começou a sair do papel graças ao apoio do atual ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, que entendeu a importância do investimento na “nossa principal via turística” para o desenvolvimento da cidade (a rodovia é o caminho de veículos e pedestres ao Parque Nacional do Iguaçu e Cataratas do Iguaçu).

Contudo, continuou Vitorassi, Giacobo não esperou o TCU concluir a apreciação dos documentos e usou nesta terça-feira o programa transmitido pela TV Naipi /SBT para levantar acusações infundadas. No programa, foi dito que o governo federal e alguns deputados federais são corruptos, porém foram mencionados nomes, colocando todos os congressistas em suspeição.

“Não há nada na vida que me incomode mais quando alguém coloca a minha idoneidade em xeque. A recíproca não é verdadeira. O deputado Giacobo, que fez o pronunciamento de forma irresponsável, já tomou assento na Casa depois de ser processado pela Justiça por crime de seqüestro. E ainda, num único mês, foi contemplado 12 vezes em loterias diferentes, algo inexplicável, que saiu com grande repercussão na Folha de S. Paulo e na revista Veja”, completou Vitorassi.

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