Vila C volta a receber Câmara Itinerante nesta quarta-feira

Vila C volta a receber Câmara Itinerante nesta quarta-feira

Reunião será realizada na Escola Arnaldo Isidoro de Lima com o propósito de aproximar vereadores da população

Com quase 35 mil habitantes distribuídos em 33 bairros, a região da Vila C recebe, às 19h desta quarta-feira, 26, a 6ª edição da Câmara Itinerante. O perfil socioeconômico da população é de basicamente ex-trabalhadores da construção civil da Itaipu e de trabalhadores do comércio informal do Paraguai.

Sendo uma região de grande movimentação de carros devido às Escolas e Universidades, que totalizam mais de 13 mil estudantes, a principal reivindicação dos cidadãos no ano passado foi quanto aos buracos e falta de sinalização nas ruas. Outra preocupação dos moradores foi com a saúde do local. Para atender o grande número da população, existem apenas três Unidades Básicas de Saúde.

Com o propósito de ouvir as sugestões da população e se aproximar dela, os vereadores voltam à Vila C na Escola Municipal Arnaldo Isidoro de Lima, localizada na Rua D, s/n.

Nas edições anteriores da Câmara Itinerante, realizadas no Parque Ouro Verde, Vila A, Jardim São Paulo, Campos do Iguaçu e na região do Sol de Maio, os moradores reivindicaram melhorias para os respectivos bairros, como iluminação, maior participação dos vereadores, pavimentação e trânsito.

Sobre a Câmara Itinerante

A Câmara Itinerante tem como objetivo aproximar os vereadores da população, ouvindo as reivindicações, necessidades, denúncias e sugestões feitas por ela na Tribuna. Foz do Iguaçu é pioneira nesse Programa, que, segundo o Presidente da Casa, Carlos Juliano Budel, já ganhou repercussão nacional.

Instituída através de Resolução Legislativa, a Câmara Itinerante promoveu cerca de 30 reuniões em diferentes bairros da cidade e Universidades. Para promover uma reunião, é preciso tomar diversas providências, como agendar o local com antecedência, fazer a divulgação no bairro por meio de convites, panfletos e som volante, além de reuniões preparatórias e palestras motivadoras para alunos, professores e demais funcionários nas escolas instaladas em cada região. E pouco antes da abertura do encontro, é feita uma lista dos presentes e são feitas as inscrições daqueles que desejam usar a palavra.

Toda edição da Câmara Itinerante é gravada em áudio e vídeo e redigida em ata. Os pedidos são avaliados e encaminhados às autoridades competentes por forma de ofício, requerimento, indicação e, em muitas vezes, Projetos de Lei.

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Câmara aprova projeto que exige fisioterapeuta em CTI em tempo integral

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (4) o Projeto de Lei 1985/19, da deputada Margarete Coelho (PP-PI), que disciplina a permanência de fisioterapeutas em Centros de Terapia Intensiva (CTIs) adulto, pediátrico e neonatal. A matéria será enviada ao Senado.

Em seguida, a sessão da Câmara foi encerrada.

O texto foi aprovado na forma de um substitutivo da deputada Aline Sleutjes (PSL-PR), cujo relatório foi lido em Plenário pela deputada Maria Rosas (Republicanos-SP).

A única mudança no texto retira a quantidade mínima de profissionais, que era de um para cada dez leitos. Entretanto, continua a determinação de que a presença do fisioterapeuta deverá ser ininterrupta, nos turnos matutino, vespertino e noturno, perfazendo um total de 24 horas.

A disponibilidade em tempo integral para assistência aos pacientes internados nesses centros de terapia intensiva deverá ser durante o horário em que o fisioterapeuta estiver escalado para atuar nesses locais.

“Pelo grau de importância do fisioterapeuta para o restabelecimento das pessoas internadas, a presença constante desse profissional é essencial, pois ele reduz o número de dias de internação, ainda mais nessa época de Covid-19”, afirmou a autora da proposta.

Próximas votações
Os deputados voltam a se reunir em sessão deliberativa virtual na próxima terça-feira (9), às 13h55, com pauta a ser divulgada após reunião de líderes a ser realizada às 10h30 desta sexta-feira (5).

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Câmara dá prioridade para mãe chefe de família no auxílio emergencial

Texto vai agora para análise do Senado

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (2) projeto de lei que dá prioridade de recebimento do auxílio emergencial às mães chefes de família, quando o pai também informa ser o responsável pelos dependentes. A matéria segue para análise do Senado. As informações são da Agência Brasil.

Pelo texto aprovado, caso haja conflito entre as informações prestadas pela mãe e pelo pai, a preferência de recebimento das duas cotas de R$ 600 será da mãe, ainda que sua autodeclaração na plataforma digital tenha ocorrido depois daquela feita pelo pai.

“Apenas 3,6% das famílias brasileiras tinham uma configuração com homem sem cônjuge e com filho, segundo o IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística], e mais de 80% das crianças no Brasil têm como primeiro responsável uma mulher”, afirmou a relatora do projeto, deputada Professora Dorinha (DEM-TO).

O projeto determina que o homem com a guarda unilateral, ou que seja responsável, de fato, pela criação, poderá questionar as informações da mãe de seus filhos na mesma plataforma e receber uma das cotas de R$ 600 até que a situação seja esclarecida pelo órgão competente.

“O machismo que as mulheres já sofrem cotidianamente na nossa sociedade vemos novamente expresso quando maridos, que nunca se responsabilizaram pelo cuidado dos filhos, agora requerem o auxílio emergencial em nome da família. Trinta milhões de famílias brasileiras são chefiadas por mulheres e 56% são famílias pobres”, disse uma das autoras da proposta, a deputada Fernanda Melchiona (PSOL-RS). 

Após várias denúncias de mulheres que enfrentaram problemas para receber o benefício após uso indevido do CPF dos filhos pelos pais, o trecho que permitia o recebimento do valor em dobro foi vetado pelo presidente Jair Bolsonaro. No entanto, a proposta resgata a possibilidade de concessão do benefício aos pais, com a prioridade para a mãe chefe de família. 

“Muitas mulheres brasileiras de baixa renda enfrentam ainda a violência patrimonial perpetrada por homens sem escrúpulos que, indevidamente, utilizaram e utilizam os CPFs dos filhos menores, que são criados unicamente pelas mães, para acessarem o auxílio emergencial. Isso tem causado enormes prejuízos para essas batalhadoras, além de colocar em risco a sua segurança alimentar e a dos seus dependentes”, afirmou Professora Dorinha.

Duas cotas

O auxílio emergencial foi criado para amenizar os efeitos das medidas de distanciamento e isolamento social necessárias para o enfrentamento da rápida propagação da covid-19. A iniciativa destina o auxílio emergencial de R$ 1,2 mil para mães chefes de família pelo período de três meses.

O texto também determina que a Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência – Ligue 180 crie uma opção específica de atendimento para denúncias de violência e dano patrimonial para os casos em que a mulher tiver o auxílio emergencial subtraído, retido ou recebido indevidamente por outra pessoa.

No caso de pagamentos indevidos do benefício emergencial ou realizados em duplicidade por informações falsas, os responsáveis deverão ressarcir os valores recebidos indevidamente ao Poder Público.

*Texto alterado às 21h53 para corrigir os nomes das deputadas.