por 17:04 Foz do Iguaçu

Vereadores de Foz pedem retirada da pauta do projeto de Roman

Os vereadores de Foz do Iguaçu aprovaram nesta terça-feira, 10, uma “moção de apelo” aos presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e do Parlasul, Celso Russomano (Republicanos-SP) para que se retire da pauta dos dois parlamentos o projeto de lei do deputado Evandro Roman (Patriota) que prevê designar Jaime Lerner o nome da segunda ponte entre Brasil e Paraguai, em construção sobre o Rio Paraná.

Segundo os vereadores, a ligação na fronteira já foi batizada com o nome “Ponte Integração Brasil – Paraguai” que traz o simbolismo do bom relacionamento entre os dois países. “É importante ressaltar que a aproximação de Brasil e Paraguai começou há 56 anos com a construção da Ponte Internacional da Amizade, primeira ligação entre as duas nações”, diz a moção assinada pelo presidente do legislativo municipal, Ney Patrício (PSD) e mais 13 vereadores.

Os vereadores reiteram a necessidade de retirada de pauta do projeto de lei “como forma de preservar a  ‘Amizade’ e a ‘Integração’, nomes que denominam as duas pontes e que simbolizam a consolidação da união e harmonia entre os povos do Brasil e Paraguai”.

Consulta – A construção da segunda ponte, afirmam os vereadores, é uma reivindicação histórica de Foz do Iguaçu e dos vizinhos paraguaios. “A obra vai desafogar o trânsito de caminhões entre os dois países. A construção, que já se encontra com 64% concluída, está prevista para ser entregue no próximo ano, a Itaipu Binacional, que realiza o investimento de R$ 470 milhões”.

“Essa obra reflete, mais uma vez, a harmônica convivência entre os povos brasileiro e paraguaio, além da união entre os dois países para melhorar a vida dos cidadãos que vivem na fronteira, como também beneficiar importantes setores da economia e atrair novos investimentos para as duas nações. Isso sem contar a geração de empregos diretos e indiretos”, diz a moção.

A união entre os dois países é marcada pela construção da usina Itaipu que começou na década de 70.”Além deste contexto histórico, que justifica a manutenção do nome desta obra binacional, é importante destacar que em nenhum momento as duas cidades interligadas pela ponte foram consultadas sobre a intenção da mudança do nome”, afirmam os vereadores.

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