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Vai que é sua PT, dizem partidos aliados, sobre o projeto anti-Supremo

8 de maio de 2013
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O PT corre sério risco de ficar sozinho com o mico na votação do projeto anti-Supremo, que limita os poderes do Supremo Tribunal Federal. De acordo com reportagem da Folha de S.Paulo, em ação conjunta, PMDB e PSB tentaram ontem isolar o partido da presidente Dilma na defesa da proposta.

Os líderes Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Beto Albuquerque (PSB-RS) anunciaram na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que suas bancadas não apoiam o texto aprovado há duas semanas -um dos motivos da crise entre o Legislativo e o Judiciário.

Os dois disseram que, se houver insistência para tratar da matéria, vão pedir que o plenário rediscuta a admissibilidade da proposta.

Segundo Cunha, a proposta viola a separação entre os Poderes e fere a Constituição. Nos últimos dias, petistas usaram a tribuna para ameaçar apresentar novas propostas para esvaziar o tribunal.

A iniciativa tem sido interpretada por integrantes do STF como uma retaliação ao julgamento do mensalão.

Ontem, o deputado Esperidião Amin (PP-SC) fez um pedido para a CCJ rediscutir a relatoria da matéria, o que pode anular a votação.

Primeiro relator do texto, Amin disse que foi destituído do posto, em maio do ano passado, somente porque não aceitou elaborar um parecer favorável ao texto.

Ele, no entanto, reconhece que não questionou a substituição. “Quem cala consente”, afirmou. Amin, porém, afirmou que ainda existe espaço para a própria comissão anular a troca.

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