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Uma faixa de desenvolvimento

11 de abril de 2018
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Moradores, comerciantes e entidades de classe da região classificam a Faixa de Infraestrutura como a redenção econômica, social e ambiental do Litoral

José Richa Filho

Estimular o desenvolvimento socioeconômico do Litoral do Paraná: este é o objetivo da Faixa de Infraestrutura que o governo do estado implantará em Pontal do Paraná.

O projeto da Faixa prevê a construção de uma nova rodovia – a PR-809, paralela à PR-412 – e a ampliação do canal de macrodrenagem. A nova rodovia vai ligar a PR-407 até Pontal do Sul, incluindo quatro acessos rodoviários aos balneários e cinco viadutos.

O investimento será feito no município que deverá ter o maior crescimento populacional do Paraná até 2040: 62,1%, passando de 24.878 para 41.737 habitantes, segundo projeção do Ipardes baseada em dados do IBGE.

Estas intervenções beneficiarão mais de 290 mil moradores do Litoral, além dos 300 mil veranistas que frequentam os balneários de Pontal do Paraná. Mas não são uma obra isolada. Fazem parte de um conjunto de ações do governo do estado no Litoral, que já somam R$ 1,4 bilhão.

A falta de infraestrutura é a principal barreira para o desenvolvimento de uma região. E o governo estadual trabalha para solucionar gargalos que reduzem o potencial de crescimento dos balneários paranaenses. A nova estrada vai solucionar o crônico problema de mobilidade na PR-412, que divide a cidade ao meio. Já o canal vai evitar as frequentes enchentes em Pontal do Paraná.

A PR-809 dará suporte para o crescimento do fluxo de veículos em Pontal do Paraná. Hoje, a única estrada (PR-412) registra picos diários superiores a 25 mil automóveis no verão e média de 12 mil no resto do ano. Estudos apontam aumento de 57% no tráfego local até 2027. Quem vive e trabalha no Litoral sente as dificuldades para percorrer a rodovia. Quem conhece o projeto – e, principalmente, quem conhece a realidade local – está a favor da obra.

A Faixa de Infraestrutura também vai funcionar como uma barreira natural para desestimular a ocupação habitacional desordenada e prejudicial ao meio ambiente. Ficará muito claro o que passa a ser cidade, ou seja, áreas para ocupação em direção ao mar, e áreas de preservação no sentido contrário, em direção à Mata Atlântica.

Contra a Faixa: Que futuro queremos para Pontal do Paraná? (artigo de Clovis Borges, diretor da SPVS, e Aristides Athayde, diretor do Observatório Justiça e Conservação)

O projeto tem dois grandes objetivos: desenvolver e preservar. A licença prévia atestou a viabilidade ambiental do empreendimento. Todos os impactos ambientais foram avaliados e o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) indicou medidas de controle e compensação. De acordo com o EIA, os ganhos “serão grandes e beneficiarão muito a população, o município e o próprio meio ambiente”.

Todo o processo foi realizado de forma transparente. Desde o início dos estudos da Faixa de Infraestrutura, em 2013, o governo do estado realizou reuniões informativas e audiências públicas com ampla participação da sociedade civil organizada, universidades, entidades de classe, comunidade e interessados.

Não é à toa que moradores, comerciantes e entidades de classe da região classificam a Faixa de Infraestrutura como a redenção econômica, social e ambiental do Litoral. Entre a população e trabalhadores de Pontal, é unanimidade que o projeto vai trazer melhorias na qualidade de vida e fomentará a economia, atraindo novas empresas e ampliando as oportunidades no setor turístico, com geração de emprego e renda. O Paraná segue em frente!

José Richa Filho, engenheiro civil, é ex-secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná.

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