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Treinamento dura 100 dias e seleciona a elite da Polícia Militar do Paraná

Treinamento dura 100 dias e seleciona a elite da Polícia Militar do Paraná

Se a atuação da Companhia de Choque do Paraná é exemplo para os órgãos policiais do Paraná e do Brasil, o treinamento para os novos integrantes merece uma atenção especial. Não existe um concurso específico para ingressar na Choque, explica o 1º tenente João Roberto Galeto Alves, comandante da RONE (Ronda Ostensivas de Natureza Especial). “Para ingressar na Companhia precisa, em primeiro lugar, ser policial militar. A inscrição para o curso é voluntária”, informa.

“O estágio na RONE é a porta de entrada”, completou o tenente Alves que está há 14 anos na polícia e seis na RONE. A duração do curso parece curta, mas a aprendizagem e os testes a que são submetidos os voluntários são extremamente rigorosos. Eles aprendem a proceder abordagem em todas as situações imagináveis de segurança social.

“Na RONE eles aprendem a fazer parte de uma tropa de elite”, assegura. Ao final do estágio, que dura 45 dias, os voluntários precisam de um parecer dos comandantes, que vai indicar se eles serão aceitos ou não. Em caso de positivo, o estagiário da RONE pode fazer os treinamentos específicos no COE ou no Canil.

RIGOR – Para se ter uma idéia do grau de dificuldade na aprovação do curso, o tenente Alves citou o exemplo dos estagiários atuais. “A turma começou com 107 voluntários, hoje só restam 13”, informou. O tempo do total do curso de admissão na Companhia de Choque é de 100 dias. No treinamento os voluntários aprendem técnicas de montanhismo, paraquedismo, mergulho, perseguição, desarmamento ou detonação de artefatos explosivos, entre outros.

“Nas ações os soldados tem que ser 100% positivos, se tiver um ponto negativo, o aluno é eliminado da turma”, conta. A manutenção da estrutura da Companhia de Choque exige fortes investimentos, explica o comandante Chehade Geha. De acordo com ele, só uma roupa anti-bomba tem um custo estimado em R$ 300 mil. O adestramento de cães também envolve grandes somas, mas o resultado é altamente compensador.

“Para se ter uma idéia, nos Jogos Panamericanos do ano passado no Rio de Janeiro, foram solicitados nossos cães para garantir a tranqüilidade dos atletas, isso graças ao nível de adestramento que temos aqui”, informou Chehade. O Canil da Companhia de Choque conta atualmente com 45 cães.

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