Tire suas dúvidas sobre a vacinação contra a covid-19 em Foz do Iguaçu

Campanha de imunização foi iniciada pela Secretaria Municipal de Saúde no dia 20 de janeiro

A vacinação contra a covid-19 em Foz do Iguaçu teve início no dia 20 de janeiro, deste ano. A campanha municipal de vacinação é organizada e executada pela Secretaria Municipal de Saúde.

Desde o início da campanha, a imunização se concentra na Vigilância em Saúde, região central de Foz. A aplicação das doses segue as orientações do Plano Municipal de Imunização contra a Covid-19, elaborado segundo a orientação dos Plano de Imunização do Governo Federal.

A Prefeitura de Foz organizou uma grande operação de logística para atender os primeiros grupos prioritários. Inicialmente, foram vacinados os trabalhadores de saúde, funcionários e residentes nas Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs).

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, até essa sexta-feira, 19, em todo o município foram aplicadas 18.589 doses. Destas, 5.355 pessoas já receberam as duas doses.

No início de fevereiro, seguindo a orientação estadual, o município começou a segunda etapa do Plano Imunização, com a vacinação dos idosos. Atualmente, essa etapa abrange pessoas com mais de 75 anos e os acamados com mais de 60 anos.

A gestão municipal de saúde aderiu recentemente a um formulário on-line para agendamento da vacinação. Para garantir a imunização, todas as pessoas que integram os grupos prioritários de pessoas com mais de 75 anos ou idosos (60+) na condição de acamado, devem preencher o formulário.

Às pessoas com mais de 75 anos, o agendamento oferece a opção de escolha do dia e horário para vacinação. Os dois cadastros estão anexados ao site da prefeitura, nos links:

Pessoas 75+: http://bit.ly/agendavacinaFoz
Idosos acamados: https://bit.ly/idososacamadosfoz

Confira algumas perguntas frequentes a respeito da vacinação contra Covid-19:

A vacinação é gratuita?

Sim. A vacina contra a covid-19 é disponibilizada pelo SUS (Sistema Único de Saúde), a imunização está atendendo a ordem dos grupos prioritários. No momento não há venda autorizada dessas vacinas no Brasil, nem fornecimento autorizado em rede privada ou particular.

Quem está sendo vacinado primeiro? Qual é a ordem de vacinação contra a Covid-19?

Como ainda não há doses suficientes para imunizar toda a população, a vacinação é feita de forma gradual. No primeiro grupo prioritário, foram vacinados os profissionais e trabalhadores da saúde, idosos institucionalizados e trabalhadores dessas instituições. O segundo grupo prioritário engloba todos os idosos, começando por aqueles de mais idade e reduzindo a faixa etária de acordo com a quantidade de vacinas recebidas. Atualmente estamos vacinando todos com mais de 75 anos.

Os grupos a serem vacinados são indicados pelo Governo do Estado, a cada nova remes*sa de vacina recebida. O Plano Municipal de Vacinação contra a covid-19 está disponível no Portal da Prefeitura de Foz do Iguaçu.

Até quando ficará disponível o cadastro on-line da Prefeitura de Foz do Iguaçu?

A agenda on-line para pessoas com mais de 75 anos ficará disponível enquanto houver doses para essa faixa etária, para os idosos acamados o cadastro fica disponível constantemente no Portal da Prefeitura. O cadastro é importante para que a Prefeitura estabeleça as estratégias de vacinação e consiga organizar o período de aplicação das doses para cada grupo prioritário, sem que haja aglomeração.

Quem não tem internet ou não conseguiu preencher, pode se cadastrar de outra forma?

O agendamento é feito preferencialmente pelo portal da prefeitura, no entanto as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) estão capacitadas e aptas para fazer o cadastro e agendamento, para pessoas sem acesso à internet ou que não saibam preencher o formulário on-line.

Que documentos e informações preciso colocar no formulário? São todos obrigatórios?

Para o cadastro inicial do idoso com mais de 75 anos é preciso nome completo, CPF, e-mail e número de celular, após receber o e-mail com o link de validação do cadastro é preciso preencher os campos obrigatórios com os dados do idoso a ser vacinado.

Quando cadastradas as pessoas com mais de 60 anos e acamadas ou familiares receberão a confirmação da data e horário da vacinação, via ligação telefônica. Nesse caso as equipes de saúde se deslocam até a residência do usuário para aplicar a imunização.

Errei alguma informação durante o cadastro ou agendei um horário para ser vacinado mas preciso mudar, o que eu faço?

Caso tenha errado alguma informação referente às informações obrigatórias ou não possa ir no dia e horário agendado – para levar a pessoa que receberá a vacina – é preciso cancelar o agendamento e refazê-lo.

Não tenho como imprimir o formulário, posso salvar em formato digital no celular ou tablet?
Sim. Ao final do processo, o agendamento será disponibilizado ao usuário em formato PDF.

Para ser vacinado vão me dizer qual vacina será utilizada?

Sim. Essa informação constará na carteira de vacinação, entregue no atendimento. Na carteira de vacinação consta também a data prevista para retorno e aplicação da segunda dose.

Quais vacinas serão aplicadas?

O Paraná está recebendo as vacinas aprovadas pela Anvisa e disponibilizadas pelo Ministério da Saúde. Até agora, estão sendo fornecidos dois imunizantes a Coronavac, produzida pelo laboratório Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, e a vacina Covishield desenvolvida pela parceria Oxford/AstraZeneca, em convênio com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

Quem não pode ser vacinado, mesmo que esteja no grupo prioritário?

Pessoas com febre moderada ou grave não devem ser vacinadas e a imunização deve ser adiada. Quem teve diagnóstico confirmado de covid-19 deve esperar, no mínimo, 30 dias após a data do primeiro sintoma ou do resultado do exame RT-PCR.

Gestantes, lactantes ou puérperas poderão tomar a vacina?

Sim, gestantes, lactantes ou puérperas poderão tomar a vacina. A aplicação poderá ser realizada após avaliação e com decisão compartilhada entre a mulher e o seu médico.

As vacinas causam alguma reação? Se eu passar mal, como devo proceder?

Tanto nos testes clínicos como entre os já vacinados, não houve casos graves relacionados às vacinas contra a covid-19. E em qualquer vacinação pode ocorrer os chamados “eventos leves”, como dor local, dor fraca ou moderada no corpo, febre baixa. Nesse caso, basta procurar uma Unidade Básica de Saúde.

Faço uso de medicamentos, há alguma contraindicação para tomar a vacina?

A vacina só é contraindicada às pessoas que têm hipersensibilidade ao princípio ativo ou a qualquer um dos seus componentes. Confira a bula da Coronavac e da Astrazaneca/Oxford. Pacientes em uso de medicação para doenças reumatológicas, oncológicas, anticoagulantes e corticoides (uso contínuo) devem informar no momento de receber a imunização.

Por que é preciso se vacinar?

A vacinação é muito importante, uma vez que, quanto mais pessoas se imunizarem, mais fácil será de conter a disseminação do coronavírus e que evitar que os casos confirmados evoluam para quadros graves. O Plano Nacional de Imunização do Ministério da Saúde estabeleceu como meta, para grande parte das vacinas, imunizar ao menos 90% da população alvo de cada grupo. Sabemos que isso levará um tempo, pois recebemos poucas doses a cada remessa, mas àqueles que tiverem a chance de tão logo se vacinar podem fazê-la para ter a chance de desenvolver anticorpos contra o vírus.

Por que mesmo após tomar a vacina ainda preciso usar máscara e as demais medidas preventivas?

Usar máscara, lavar as mãos e manter o distanciamento social são medidas eficientes e necessárias para evitar a disseminação do novo coronavírus. No ritmo em que recebemos as vacinas levará um bom tempo para que todos sejam vacinados contra a Covid-19, e mesmo quem já recebeu o imunizante ainda pode continuar sendo um agente de transmissão da doença.

PMFI

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Governo propõe projeto de lei que cria parâmetros de financiamento das universidades estaduais

O Governo do Estado encaminhou nesta quinta-feira (2) para a Assembleia Legislativa (Alep) um projeto de lei que estabelece parâmetros de financiamento e distribuição de recursos entre as universidades estaduais. O objetivo é padronizar a gestão de pessoal, custeio e investimento nas instituições, a partir de critérios públicos, transparentes e auditáveis.

Intitulada Lei Geral das Universidades (LGU), a proposta normativa estabelece, entre várias medidas, critérios para a eficiência de gestão, sem perder de vista a autonomia universitária. O projeto se baseia em práticas já implementadas no Sistema Federal de Ensino Superior, que compreende as instituições mantidas pela União.

A proposta foi elaborada pela Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), com o envolvimento das universidades estaduais. Desde 2019, pró-reitores de planejamento e recursos humanos das instituições vêm debatendo e apresentando contribuições.

Para o superintendente de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Nelson Bona, a nova legislação reforça a autonomia administrativa, didático-científica e de gestão financeira e patrimonial das instituições de ensino. “O intuito é atender aos preceitos de ganho de eficiência e economicidade e posicionar as universidades estaduais paranaenses na vanguarda da gestão de recursos humanos e logísticos, promovendo integração de políticas orçamentárias, financeiras e administrativas”, afirmou.

Ele destaca a robustez do Sistema Estadual de Ensino Superior do Paraná, que mantém atividades presenciais em 32 municípios e educação a distância (EAD) em mais de 60 cidades, com a oferta de graduação e pós-graduação stricto sensu gratuita em diversas áreas do conhecimento. “Para além do ensino e da pesquisa, as ações de extensão universitária beneficiam a população de mais de 240 municípios com vários projetos, inclusive na área da Saúde”, acrescentou o superintendente.

Atualmente, as assimetrias entre as sete universidades em razão de diferentes condições de construção histórica é o principal desafio para a regulação do sistema. “Em um cenário de diferenças de gestão e estruturas, o aporte de recursos pelo Estado tem se baseado em índices históricos e não na demanda real de cada instituição”, salientou Aldo, sinalizando a necessidade de definição de parâmetros para equalização do sistema.

Ele elenca dois pontos principais que precisam ser encarados: a gestão de pessoal e a distribuição de recursos para custeio e investimento. “Para equilibrar a gestão de recursos humanos, é imprescindível estabelecer as demandas de cada universidade, a fim de compreender a força de trabalho necessária para o pleno funcionamento das instituições”, afirmou.

“Essa medida vai proporcionar agilidade e celeridade na reposição de pessoal em substituição aos servidores desligados por demissão, exoneração, aposentadoria e falecimento”, disse Aldo, esclarecendo que essa reposição está represada desde o ano de 2014.

Governo investe R$ 34,5 milhões e abre leitos de UTI pediátrica e neonatal em Foz do Iguaçu

O governador Carlos Massa Ratinho Junior e o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, assinaram nesta sexta-feira (3) o novo contrato entre o Estado e o Hospital Costa Cavalcanti, em Foz do Iguaçu, ampliando o repasse mensal de R$ 2,8 milhões para R$ 3,4 milhões, o que garante a abertura de novos leitos de UTI neonatal e pediátrica.

“Essa parceria do Estado com a prefeitura para ampliação de leitos faz parte da estratégia do Governo do Estado de fortalecimento da Saúde regionalizada, para que os pacientes não precisem se deslocar por horas para serem atendidos, trazendo o serviço mais perto das pessoas”, afirmou o governador.

O documento tem validade de 60 meses e representa um investimento de mais de R$ 34,5 milhões do Governo no Estado no atendimento materno-infantil da região Oeste. Ao todo, nove novos leitos serão custeados com este recurso, sendo cinco de UTI pediátrica e quatro de UTI neonatal, que se somam a outros oito leitos já financiados pelo Estado.

“Firmamos hoje um acordo muito importante, investindo na atenção materno-infantil e resolvendo essa necessidade antiga da população. O hospital assume agora estes leitos para suprir a demanda não só de Foz do Iguaçu, mas de outros municípios da região, atendendo crianças e recém-nascidos perto de suas casas”, disse Beto Preto.

O hospital é referência no atendimento de crianças e recém-nascidos em Foz do Iguaçu, além de ser considerado o 3º melhor hospital do Sul e um dos melhores hospitais do Brasil.

“Este incremento traz um reforço financeiro para ampliação e contratação destes leitos, colocando este serviço à disposição da população e aumentando a capacidade de atendimento da nossa Região”, disse o diretor-superintendente da unidade, Fernando Cossa.

O prefeito de Foz do Iguaçu, Chico Brasileiro, agradeceu o apoio do Estado com a ampliação do atendimento na cidade. “Quando investimos em Saúde estamos preservando a vida. O que o Governo do Estado está fazendo por Foz do Iguaçu é olhar para a população e pensar nas pessoas, por isso agradecemos por essa parceria na construção de um modelo de regionalização para que nossos pacientes sejam atendidos em nossa Região”, disse.