Written by 8:27 +, Chico Brasileiro

“Temos muito trabalho em 2020” diz Chico Brasileiro

“Daremos uma nova alavancada em 2020 para que a população definitivamente volte a ter orgulho de Foz e volte a acreditar nos gestores públicos”, diz Chico Brasileiro.

O prefeito Chico Brasileiro (PSD) faz um balanço de dois anos e oito meses de gestão e afirma que Foz do Iguaçu vive um novo ciclo econômico e social e que os moradores voltaram a ter orgulho da cidade marcada em recente passado por problemas administrativos, malversação de recursos públicos e uma porção de obras paradas. “Em 2020, daremos uma nova alavancada para que a população definitivamente volte a ter orgulho de Foz e volte a acreditar nos gestores públicos”, adianta Chico Brasileiro nesta entrevista exclusiva ao Gdia.

“São mais de 130 quilômetros de vias asfaltadas e recuperadas, que estavam ao abandono há muitos anos. Nos encontros com a população, tenho recebido muitas reivindicações para ampliar cada vez mais este programa. E nós vamos fazer isso ao longo de 2020”, afirma Chico Brasileiro ao relatar dados do que chama “maior programa de pavimentação da história de Foz do Iguaçu”.

Leia a seguir, trechos da entrevista. A segunda parte será publicada na edição de terça-feira, 7.

_Pesquisa aponta que o seu trabalho é aprovado bem acima da média dos prefeitos das grandes cidades. O senhor considera que esta aprovação é o reconhecimento do seu trabalho de dois anos e oito meses à frente da prefeitura?_

Chico Brasileiro – Esse bom índice de aprovação representa o resultado do trabalho de uma equipe comprometida, disposta a virar a página dos tempos em que nossa cidade viveu momentos de vergonha de seus representantes. Pegamos uma cidade com R$ 100 milhões de dívidas, com dezenas de obras paradas e um ano depois, já tínhamos superávit e equilíbrio financeiro. Em menos de mil dias, praticamente reconstruímos do zero a organização administrativa e recuperamos a capacidade de prestar um bom serviço para a sociedade. Conseguimos resolver uma séria e até de cruel herança de problemas e seguimos em frente, podendo finalmente pôr em prática as nossas propostas assumidas com a população. O índice de aprovação é bom, mas buscamos bem mais que isto, agindo em todas as áreas em que havia carências e problemas. Em 2020, daremos uma nova alavancada para que a população definitivamente volte a ter orgulho de Foz e volte a acreditar nos gestores públicos.

Foz do Iguaçu, reconhecidamente, tem o maior programa de asfalto da história. É o que a população mais pede nas reuniões e encontros?

Chico Brasileiro – São muitas carências, nas mais diversas áreas, que vamos atendendo em ritmo o mais frenético possível. A questão da pavimentação é uma das mais importantes, porque estava ficando quase impossível trafegar não só em ruas da periferia, como em avenidas importantes. Construímos a usina de asfalto para atender as demandas mais urgentes e, com isso, somado aos recursos que fomos buscar, chegamos ao maior programa de pavimentação asfáltica da história de Foz. São mais de 130 quilômetros de vias asfaltadas e recuperadas, que estavam ao abandono há muitos anos. Em nossos encontros com a população, temos recebido muitas reivindicações para ampliar cada vez mais este programa de pavimentação. E nós vamos fazer isso ao longo de 2020.

Por sua topografia atípica, antes do asfalto, muitas vias precisam de obras de drenagem. Como este programa e a importância dele para o plano urbano de Foz do Iguaçu?

Chico Brasileiro – De fato, uma coisa está ligada a outra: não basta pavimentar, se não for feita uma drenagem que evite o acúmulo de água, as enchentes que eram tradicionais em nossa cidade, comprometem toda uma vida. Uma enchente representa o risco de se perder tudo o que foi feito em pavimentação. Nós estamos investindo o maior volume de recursos da história de Foz, praticamente R$ 30 milhões, num programa amplo e complexo e que a execução ocorre por etapas para superar de vez os alagamentos. Pela primeira vez, pensou-se de verdade neste problema, antes crônico. Adotamos inclusive uma técnica pioneira, os chamados jardins de chuva, que despertou curiosidade e até espanto. Trata-se de canteiros com plantas, em área rebaixada junto às calçadas, onde a água da chuva penetra e, com isso, diminui o volume água que às vezes acumula nos sistemas pluviais. Além disso, é ambientalmente correto e ajuda a embelezar nossas vias.

O senhor deu uma atenção especial aos bairros de Foz do Iguaçu. Essa é a principal proposta do seu governo, os bairros da cidade podem ter uma nova configuração urbana?

Chico Brasileiro – Desde o início de nossa gestão, fizemos reuniões com as associações de moradores de todas as regiões, para dialogar e ouvir as reivindicações. A partir dessa interação várias ações e serviços foram atendidos. Mas principalmente esses encontros serviram de base neste ano que passou, para implementarmos o Orçamento Participativo. Construímos cinco grandes audiências públicas, demonstrando como funciona a máquina pública e colocamos, a partir de eixos como a saúde, a educação, mobilidade e outros, a decisão nas mãos da população. E executaremos as propostas aprovadas agora em 2020.

O grande segredo do administrador público é saber ouvir a população, passar à equipe técnica orientações para que os pedidos sejam atendidos, dentro de um planejamento que preveja o bom uso de recursos, que sempre são escassos, naquilo que é fundamental para nossa gente.

O turismo é uma das mola mestra da economia de Foz do Iguaçu. O número de visitantes nas Cataratas do Iguaçu, por exemplo, passou de dois milhões, um novo recorde. Há ainda a nova cota de compras, a reestruturação do aeroporto, a implantação das primeiras lojas free shops, que deve sair este ano, a liberação de vistos para americanos, canadenses e chineses. Tudo isso contribui para vocação ao turismo e que o setor amplie a base econômica da cidade?

Chico Brasileiro – O crescimento do turismo, em Foz, vem ocorrendo ao longo desses últimos anos. Mas os impulsos citados levarão a cidade a um novo patamar. O setor é responsável por um em quatro empregos na cidade, o que mostra sua importância. Queremos, logicamente, criar novas fontes de emprego, com atração de empresas e serviços. Mas nunca poderemos deixar de dar atenção especial ao turismo, que já foi um dia chamado de “indústria sem chaminés”, quer dizer, um setor que traz o dinheiro sem prejuízo de qualquer espécie, inclusive ambiental. Ao longo dos próximos anos, haverá um crescimento no setor, com a vinda de mais estrangeiros, principalmente depois que nosso aeroporto estiver concluído e pronto para receber voos da Europa e EUA. Lembrando que na última sexta inauguramos o primeiro voo Santiago-Foz. Temos que nos preparar para este crescimento da demanda, o que vai exigir investimentos das três esferas de governo e da iniciativa privada. Que venham mais hotéis, restaurantes, bares e atrativos. Haverá público para todos os empreendimentos, ao longo dos próximo anos.

“O crescimento do turismo, em Foz, vem ocorrendo ao longo desses últimos anos. Mas os impulsos citados levarão a cidade a um novo patamar. O setor é responsável por um em quatro empregos na cidade”.

“Pegamos uma cidade com R$ 100 milhões de dívidas, com dezenas de obras paradas e um ano depois, já tínhamos superávit e equilíbrio financeiro”.

“Construímos a usina de asfalto para atender as demandas mais urgentes e, chegamos ao maior programa de pavimentação asfáltica da história de Foz”.

“Desde o início da gestão, fizemos reuniões com as associações de moradores de todas as regiões, para dialogar e ouvir as reivindicações”.

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