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“TEM GENTE QUE APÓIA O REQUIÃO”, DIZ PUGLIESI

Tem gente que apóia o Requião”, diz Pugliesi

Elizabete Castro

Peemedebistas próximos ao governador Roberto Requião (PMDB) não caíram no “canto da sereia” do ex-governador de São Paulo Orestes Quércia, que, depois de lançar o nome do paranaense como pré-candidato à presidência da República em 2010, mudou de idéia e passou a defender um acordo com o PSDB para reforçar a pré-candidatura do governador paulista José Serra na sucessão presidencial. “Lá, em São Paulo, eles estão preocupados com São Paulo. As posições são ditadas pelos problemas paroquiais, mesmo que esta paróquia seja uma metrópole”, disse o presidente estadual do PMDB, deputado estadual Waldyr Pugliesi.

Com a experiência de quem já viu um pouco de tudo no PMDB, até o abandono pelo partido da candidatura presidencial do ex-deputado Ulysses Guimarães em 89, o presidente estadual do PMDB acha que as posições de Quércia têm uma lógica própria, mas que não será determinante para definir se o PMDB terá candidato em 2010 e quem será o indicado. “O Quércia tem um histórico de divergências com o PT em São Paulo, quer ser candidato ao Senado em 2010. Então, é natural que ele tenha essa postura. Mas eu vejo com muita dificuldade ele levar o partido para o palanque do PSDB”, afirmou Pugliesi, que vê outras possibilidades para Requião seguir adiante com seu projeto de disputar a presidência da República.

Há três semanas, quando participou de uma reunião do diretório nacional do PMDB, em Brasília, e defendeu a pré-candidatura de Requião, o presidente estadual do PMDB percebeu que há diversas posições internas. “Tem gente que apóia o Requião. Tem gente que não apóia. Mas o partido sabe que ele é o nome maior no partido, hoje. O nome que poderia fazer com que o partido se tomasse de vontade de ganhar a eleição. É o nome que levantaria a galera e iria para o pau. O fato é que ele só vai se o partido estiver unido”, afirmou.

Mas antes de se unir, o PMDB tem que conciliar os múltiplos interesses internos. Pugliesi cita o caso do presidente nacional do partido, deputado Michel Temer, que já começou a fazer manobras para voltar à presidência da Câmara dos Deputados, nas eleições do próximo ano. Em meio a tantos interesses, Pugliesi avalia que a candidatura de Requião à presidência não pode depender somente de um Quércia.

O líder do governo na Assembléia Legislativa, Luiz Claudio Romanelli (PMDB), disse que é “gato escaldado” nos processos peemedebistas de discussão de candidaturas à presidência da República. Ele lembrou que já acompanhou Requião em duas tentativas anteriores para obter o apoio do partido a uma candidatura presidencial. “Só que o PMDB nacional tem uma dinâmica que é muito complexa”, analisou Romanelli, acrescentando que se depender dos caciques políticos peemedebistas, Requião não seria candidato. “A vantagem é que o Requião tem o apoio das bases do partido, que é quem decide a convenção. Não é o Quércia que manda no PMDB”, afirmou.

Para Romanelli, o jogo de Quércia é simples. “O Quércia fez acordo com o Kassab (candidato à reeleição à prefeitura de São Paulo pelo DEM), que é do esquema do Serra. O fato é que o Quércia está se sentindo excluído pelo Lula e busca esses espaços”, afirmou.

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