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SEM TERRAS ATACAM BRASILEIROS NO SUL DO PARAGUAI

Sem -Terras Atacam Brasileiros no Sul do Paraguai
 
Por Guilherme Dreyer Wojciechowski – SopaBrasiguaia.com

Em incidente registrado nesta quinta-feira (22), em Edelira, no sul do Paraguai, um grupo composto por aproximadamente 50 militantes sem-terras, fortemente armados, atacou um caminhoneiro e um tratorista de nacionalidade brasileira, em terras arrendadas da empresa Pezeta S.A, na Colônia Pirapey 75.

De acordo com o Diário Última Hora, sem mediar palavras, os manifestantes dispararam contra o caminhão, que devido aos impactos, teve seu pára-brisas estilhaçado. Da mesma forma, um trator foi alvo da depredação dos vândalos, que atacaram, ainda, dois policiais que tentaram evitar o ocorrido.

Os brasileiros vítimas do ataque são o agricultor Anselmo Kessler, que estava ao volante do caminhão, e o tratorista Eugenio Friedrich, que trabalhava em uma lavoura próxima e viu seu veículo ser destroçado pelos sem-terras, que encontravam-se em estado de frenética exaltação.

“Estávamos em dois policiais custodiando o trabalho dos colonos, quando os camponeses chegaram em dois grupos, eram umas 40 ou 50 pessoas. De repente, fomos atacados com disparos de arma de fogo”, descreveu o suboficial Remigio Benítez, em entrevista ao Última Hora.

“Salvei o condutor do trator, mas minha metralhadora travou. Eles utilizaram rifles, escopetas, revólver e pistolas de distintos calibres. Os que não tinham arma de fogo, tinham machado e foiça”, afirmou. Kessler e Friedrich, bem como os dois policiais acuados pelos sem-terras, não sofreram ferimentos.

Milícias Armadas

Para evitar ataques às suas propriedades, colonos brasileiros residentes no Paraguai estão contratando milicianos armados, pagando diárias que variam entre R$ 12,00 (sem arma de fogo) e R$ 40,00 (portando armamento pesado), para uma jornada de 12 horas.

É o que revela o jornal O Globo, do Rio de Janeiro, em reportagem publicada nesta quinta-feira (22) e amplamente questionada pela imprensa paraguaia, que tomou como exagerada a sensação de insegurança descrita na matéria.

“No Alto Paraná não existe uma crise grave, nem tampouco uma ameaça real de ocupação massiva de propriedades por parte de nenhuma organização camponesa, com as quais mantemos permanente contato”, explicou Rubén Sanabria, da Coordenadoria Agrícola do Alto Paraná, ao Diário Última Hora.

“Talvez, a publicação digital do jornal brasileiro tenha se baseado em declarações feitas, via rádio, pelo presidente da Associação Rural do Paraguai, Juan Néstor Núñez”, opinou Sanabria, para quem a notícia sobre a contratação de milícias “carece de fundamento”.

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