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Seis médicos suspeitos de reaproveitar materiais cirúrgicos descartáveis são presos em operação

11 de dezembro de 2019
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Polícia Civil também prendeu uma instrumentadora cirúrgica e uma secretária de um dos médicos na manhã desta quarta-feira (11). Os mandados foram cumpridos no Paraná e em Goiás.

Seis médicos urologistas, uma instrumentadora cirúrgica e mais uma mulher que trabalhava como secretária de um dos profissionais foram presos suspeitos de integrar um esquema de reaproveitamento de materiais cirúrgicos descartáveis. Os mandados de prisão temporária foram cumpridos em cidades do Paraná e de Goiás, nesta quarta-feira (11).

De acordo com a Polícia Civil, os investigados reutilizavam cateteres e outros equipamentos em até 15 cirurgias. Esses materiais deveriam ser utilizados apenas uma vez, era obrigatório o descarte após o uso único.

Um médico foi preso em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná, outro em Campo Mourão e o terceiro em Ivaiporã, ambas cidades na região centro-oeste do estado. Outros três profissionais foram presos em Rio Verde e Goiânia, em Goiás. A instrumentadora foi presa em Francisco Beltrão e a secretária em Ivaiporã.

Além dos mandados de prisão temporária, também foram cumpridas 12 ordens de busca e apreensão.

Lucro

Os equipamentos eram vendidos a médicos urologistas que, conforme a Polícia Civil, reaproveitavam os materiais em cirurgias de pacientes particulares – proporcionando um lucro maior aos cirurgiões.

“Os médicos presos deveriam zelar pela qualidade, mas estavam preocupados em ter ganhos financeiros”, explicou o delegado Alexandre Macorin.

O custo dos materiais era de R$ 1,2 mil, porém, eram comprados pelos profissionais por um preço entre R$ 250 e R$ 300, segundo a Polícia Civil.

Os crimes

Os crimes investigados são associação criminosa, falsidade ideológica de documento particular e adulteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais.

“Com a reutilização, as vítimas correram risco de contrair algum tipo infecção”, pontuou o delegado.

De acordo com a Polícia Civil, os alvos da operação devem ser indiciados por esses crimes. As investigações apontaram que a instrumentadora cirúrgica e a secretária tinham conhecimento da ilicitude dos procedimentos.

Desdobramento

Esta ação é um desdobramento da operação “Autoclave”, que foi realizada em setembro no interior do Paraná.

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