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Ronaldinho Gaúcho e seu irmão são impedidos de sair do Paraguai

A Justiça do Paraguai decretou, na noite desta sexta-feira, a detenção de Ronaldinho e de seu irmão, Roberto Assis, impedindo-os de saírem do país durante as investigações. A informação foi divulgada pelo jornal “ABC Color” e confirmada pelo Globo. O Ministério Público pediu a prisão preventiva da dupla, acusada de falsificar documentos. Eles foram levados a Agrupación Especializada da Polícia Nacional, onde passarão a noite em uma cela. O local recebe apenas presos de maior relevância. As informações são de Marcello Neves e Rafael Oliveira.

A ação aconteceu horas depois de Ronaldinho e seu irmão prestarem depoimento no Palácio da Justiça do Paraguai e do juiz Mirko Valinotti negar o “critério de oportunidade” pedido pela Promotoria Geral, que sugeriu arquivar o processo. Eles estavam no hotel Sheraton, na capital paraguaia.

Segundo o “ABC Color”, Ronaldinho e o irmão já tinham um bilhete de voo reservado para voltar ao Brasil marcado para às 17h desta sexta-feira. Eles só não retornaram porque a audiência demorou mais de seis horas. De acordo com o Sportv, os dois haviam comprado passagem para um voo que sairia de Asssunção na madrugada deste sábado.

Embora não houvesse medidas cautelares em relação aos irmãos, o juiz remeteu ao MP do Paraguai o processo a fim de que seja ou não ratificado o pedido dos promotores. Enquanto isso, Ronaldinho e seu irmão estavam livres. O caso ficou a cargo da Procuradoria Geral, chefiada por Sandra Quiñónez. De acordo com o Ministério Público paraguaio, o uso de documentos públicos com conteúdo falso pode levar a uma pena de cinco anos ou multa.

O empresário Wilmondes Sousa Lira permanecerá em prisão preventiva na Penitenciária de Tacumbú, considerando que há perigo de fuga. As mulheres apontadas como titulares dos dois passaportes adulterados, María Isabel Gayoso e Esperanza Caballero, ficaram em prisão domiciliar.

Na quinta-feira, o Ministério Público do Paraguai decidiu não denunciar Ronaldinho e Assis com a alegação de a dupla foi enganada e agiu de “boa fé”.

“O senhor Ronaldo Assis Moreira, mais conhecido como Ronaldinho, aportou vários dados relevantes para a investigação e atendendo a isso, foram beneficiados com uma saída processual que estará a cargo do Juizado Penal de Garantias”, afirmou o promotor Federico Delfino.

O ex-astro do Barcelona e da seleção brasileira Ronaldinho Gaúcho e seu irmão Roberto Assis foram detidos pela polícia do Paraguai na noite desta quarta-feira sob acusação de ter entrado no país usando supostos passaportes falsos.

Euclides Acevedo, ministro do Interior do Paraguai, informou que investigadores entraram na suíte presidencial do Hotel Yacht y Golf Club, onde Ronaldinho estava hospedado, e encontraram dois passaportes adulterados. Um estava em nome do ex-jogador e o outro no do irmão.

Ronaldinho chegou ao Paraguai nesta quarta-feira para o lançamento do seu livro “Gênio da vida” e participaria do lançamento de um programa social destinado a crianças organizado pela Fundação Fraternidade Angelical.

Ronaldinho Gaúcho responsabilizou o empresário Wilmondes Sousa Lira, de 45 anos, que o representa no país vizinho, por portar o documento adulterado. Tanto o craque quanto o irmão e agente dele, Ronaldo de Assis Moreira, foram levados pelos agentes.