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Requião será sempre por Foz, diz Dobrandino

Requião será sempre por Foz, diz Dobrandino

O deputado Dobrandino da Silva, um dos principais articuladores do Governo Requião, projeta as obras para Foz nos próximos três anos

Zé Beto Maciel
Especial para Gazeta

Depois de enfrentar o que considerou uma das eleições mais difíceis da história, o deputado estadual Dobrandino da Silva pediu ao amigo Roberto Requião e abriu mão de duas funções importantes no projeto político do PMDB do Paraná: a presidência estadual do partido e a liderança do Governo na Assembléia Legislativa. “Fomos vitoriosos: reconduzimos Requião ao seu terceiro mandato, elegemos 17 deputados estaduais e oito federais. Na eleição, o que foi mais difícil foi fazer a minha própria campanha, não tinha tempo. Ela foi feita pelos amigos”, resume o deputado em entrevista a Gazeta do Iguaçu.

Ao receber 45.623 votos no dia 3 de outubro passado, Dobrandino da Silva, um dos principais líderes do PMDB do Paraná, venceu a sétima eleição na sua trajetória política que começou em 1977, portanto, há 30 anos, com primeira eleição a vereador. “Tenho três eleições que considero importantes: a primeira a prefeito em 1985 – enfrentamos os representantes da ditadura militar, a segunda a prefeito em 1993 e essa agora do governador Requião”.

Passado a eleição, Dobrandino resolveu a se dedicar integralmente a sua base eleitoral “Foz do Iguaçu nunca recebeu tantos recursos como no governo Requião e vamos continuar com mais afinco ainda”, aponta e já adianta nova série de pedidos para obras. “Mais escolas, mais quadras cobertas, mais casas populares. Agora precisa do esforço de todos para superar a crise, independente do governo, dos partidos, e das pessoas. Foz e seu povo estão acima de tudo isso”, aconselha. Leia a seguir os principais trechos da entrevista.

Gazeta – O que o governo Requião pode continuar fazendo por Foz nesse segundo mandato?
Dobrandino da Silva –
O governador Requião tem um verdadeiro carinho e atenção por Foz do Iguaçu e ele atuará sempre por Foz, mesmo administrando um estado com as proporções e demandas tamanhas. Antes de apontar o que faremos no segundo mandato – e o que já se iniciou – vou te dizer somente uma coisa que a população deve estar consciente: nenhum governo investiu mais em Foz do Iguaçu do que o governo Requião nos últimos quatro anos. São ações, obras, programas e projetos nunca vistos antes. Numa rápida contabilidade, somando recursos estaduais e federais, Foz recebeu R$ 307 milhões em investimentos, o que representa R$ 76,7 milhões por ano. A maior parte destes investimentos partiu do Governo do Estado.

Gazeta – Quais são esses investimentos e como é feito essa contabilidade?
Dobrandino –
No governo há um programa chamado “acompanhamento da gestão governamental” que traz os investimentos aplicados em áreas como infra-estrutura, meio ambiente, educação,  emprego e cidadania. Nele, se detalha desde os custos na manutenção do campus da Unioeste ao pagamento do seguro desemprego, bolsa família e, é claro, os recursos estaduais aplicados em programas e obras. Vou te dar alguns exemplos: Foz recebeu R$ 32,5 milhões para pavimentação de ruas e avenidas, R$ 30,3 milhões na ampliação dos sistemas de água, esgoto e energia elétrica, R$ 12,5 milhões para construção de uma penitenciária, R$ 3 milhões para hospital municipal, R$ 2,5 milhões para Hospital Itaipu e R$ 13,6 milhões em programas sociais, o que inclui o Luz Fraterna, Tarifa Social e o Leite das Crianças, entre outros.

Gazeta – Isso dá algo em torno de R$ 95 milhões, quais outros investimentos que o senhor pode destacar?
Dobrandino –
Tem a construção de duas grandes escolas, reforma de outros três grandes colégios, do prédio do Detran, a construção de uma biblioteca cidadã, de oito quadras cobertas, casas populares, mercado do Ceasa, implantação de dois parques, conclusão do centro de convenções, além do reforço de segurança, que inclui a implantação da delegacia de homicídios, mais 131 policiais militares, duas patrulhas escolares, três estações do Projeto Povo, entrega de 54 veículos – entre viaturas, ambulâncias, caminhões e motocicletas – ao Siate, Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros.

Gazeta – Volto a minha primeira pergunta: o que está por vir mais do governo Requião para Foz?
Dobrandino –
No começo deste ano, Requião repassou R$ 5,9 milhões para pavimentação de 68 ruas e avenidas, encaminhei o pedido para construção de mais seis quadras cobertas, e já vai sair a licitação para a reforma do colégio Ayrton Senna – obra de R$ 1,8 milhão. O antigo prédio do Núcleo Regional de Educação está em reforma e vai abrigar a Delegacia Antitóxico e o Instituto de Identificação. O antigo Hotel Casino será reformado, obra de R$ 2 milhões, e abrigará uma escola de hotelaria e restaurante que será administrada pelo Senac.

Gazeta – Foz também será incluída nos projetos do PAC do governo federal?
Dobrandino –
 Sim. Mas deixa completar a minha lista. Nos próximos três anos espero viabilizar ainda a construção de mais quatro escolas e a reforma dos colégios Agrícola e Costa e Silva. Sobre o PAC, a Cohapar aprovou junto ao governo federal um grande projeto de habitação para Foz do Iguaçu. Serão atendidas as famílias que vivem em áreas de risco ambiental e social. Para Foz, são mais de 702 casas, além de regularização fundiária. É mais um marco na história.

Gazeta – O senhor se tornou um crítico da falta de ação do governo federal sobre a crise econômica e social que se abateu sobre Foz, mas agora parece que a Receita Federal resolveu flexibilizar em relação às compras do Paraguai….
Dobrandino –
Parece que caiu a ficha. Depois de reiteradas brigas junto ao governo federal, os sacoleiros poderão se organizar em empresas e cooperativas e fazer as compras no Paraguai e não ser tratado como criminosos pela Receita. Mas eu ainda continuo defendendo que Foz precisa de um tratamento diferenciado pelo passivo social deixado por Itaipu e pelo ciclo de compras. Admito que há progresso nesse sentindo. O PTI (Parque Tecnológico de Itaipu) e a Secretaria de Ensino Superior firmaram convênios para instalação da Universidade do Mercosul. Foz vai receber uma unidade do Cefet e a construção da segunda ponte parece que vai sair do papel. Agora precisa do esforço de todos para superar a crise, independente do governo, dos partidos, e das pessoas. Foz e seu povo estão acima de tudo isso.

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