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Representações no Conselho de Ética não intimidam Boca Aberta que continua irritando os colegas

6 de setembro de 2019
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Em perfil publicado ontem, o jornal “O Estado de São Paulo” destacou as confusões provocadas pelo deputado federal paranaense Boca Aberta (PROS), que apesar de estar apenas no primeiro mandato, já responde a duas representações no Conselho de Ética da Câmara Federal que podem resultar em sua cassação e outras duas já estariam a caminho. Segundo o texto, toda a vez que o parlamentar se dirige aos microfones do plenário, os seguranças da Casa já se preparam para contê-lo.

“Sou a trilha sonora dos excluídos. Terrorista verbal. Sanguinário na fala e eloquente no discurso”, autodefiniu-se o paranaense, que já teve o mandato de vereador de Londrina cassado em 2016. “Não estou aqui para fazer amigos. Já fui cassado por não sentar com os porcos para comer a lavagem e não vou sentar com eles aqui no Congresso, não”, disse ele. Boca Aberta é acusado de invadir um hospital e acusar um médico de dormir no serviço, publicando vídeo nas redes sociais com a suposta denúncia.

Boca Aberta (PROS): Apesar de estar no primeiro mandato, paranaense já é campeão de processos na Câmara

Os repórteres do “Estadão” relatam na matéria terem presenciado duas vezes, no mês passado, os seguranças da Câmara se aproximarem do parlamentar antes mesmo de ele começar a falar. “Quero ver quem vai calar a minha boca”, teria dito ele no plenáriono dia 15 de agosto enquanto era contido pelos policiais legislativos.

No mesmo dia, ele teria entrado em confronto com o deputado Gilberto Nascimento (PSC-SP), que reclamou do comportamento do colega. “O que está virando isso, pelo amor de Deus. Nunca vi nada igual”, disse Nascimento. “Só vou calar a minha boca no dia em que meterem bala”, reagiu o paranaense, “fazendo som de disparos com a boca”, segundo o Estadão.

Recado do presidente da Câmara…

Até o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM/RJ), já teria pedido calma ao colega. “Assim você vai acabar tendo mais de cem representações”, afirmou Maia, após ataques de Boca Aberta a colegas que tinham deixado a sessão para ir ao Supremo Tribunal Federal protestar contra a transferência do ex-presidente Lula para São Paulo. Com informações do Bem Paraná.

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