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Refluxo esquerdista

23 de novembro de 2017
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Ademar Traiano

Vivemos um momento de refluxo mundial dos partidos de esquerda. Levantamento produzido pelo jornalista Clóvis Rossi, que não pode ser acusado de simpatias direitistas, resulta em um quadro impressionante.

O Partido Socialista caiu de 280 para 29 deputados na França. Na Alemanha o SPD perdeu 40 cadeiras. Na Holanda, o PS foi o quarto colocado (9,1% dos votos). Na República Tcheca, os socialistas caíram de 20,5% para 7,3%.

Na América Latina, a direita ganhou eleições na Argentina e no Peru. Agora, é a vez do Chile, onde Sebastian Piñera deve levar o segundo turno em dezembro. No Equador, após o longo mandarinato esquerdista de Rafael Corrêa, seu sucessor, Lenín Moreno, eleito pela esquerda, migrou para a direita.

Na Venezuela, arruinada pela incompetência, corrupção e esquerdismo, o regime chavista só se mantém no poder pela força depois de violar todas as instituições democráticas e ter se convertido em uma ditadura de direito e de fato.
Indicadores espantosos sinalizam para a magnitude do desastre venezuelano. O preço dos produtos básicos é de 15 vezes o valor do salário mínimo que é, hoje, de US$ 4,3. Três de cada quatro venezuelanos perderam peso em 2017 (9 quilos em média).

A Venezuela, convertida em um spa sinistro, parece seguir, com seu ‘Socialismo do Século XXI’, a trilha do deposto ditador do Zimbábue, Robert Mugabe, que, a custa de insanidades políticas e econômicas de viés esquerdista, produziu um dos maiores desastres administrativos e catástrofes humanitárias da história.

A queda de Mugabe, aliás, parece ser simbólica do fim de uma era de predomínio esquerdista com seu cortejo de desatinos. Uma reforma agrária desastrosa, que reduziu a produção agrícola em mais de 70%, condenando a população a fome.
A reforma agrária somada a insanidades econômicas resultou na mais espantosa inflação de que se tem notícia. Um dólar americano valia 35 trilhões de dólares locais em 2009, quando o país renunciou a moeda nacional passando a usar o dólar americano como moeda do país.

O Brasil não escapa desse momento de acerto de contas da esquerda com seu legado de governos desastrosos ou pífios. O PT, que comandou o país entre 2003 e 2016 deixou uma fatura pesada que combina desorganização da economia, corrupção e desemprego. A inépcia combinada com a ilegalidade levou ao impeachment de Dilma Rousseff em 2016.

A esperança da esquerda brasileira de uma eventual volta ao poder ficou reduzida a uma improvável candidatura do ex-presidente Lula. É um candidato já condenado por corrupção que pode ter prisão decretada antes da eleição. Ele depende de controversos pareceres jurídicos para preservar a condição de candidato depois de uma provável condenação em segunda instância.

O tema é oportuno para reflexão em um momento em que o país se prepara para enfrentar uma campanha presidencial decisiva.

Ademar Traiano é deputado estadual, presidente da Assembleia Legislativa e vice-presidente do PSDB do Paraná

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