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Quarto delator empareda Gleisi

20 de novembro de 2015
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salim schahin - gleisi hoffmann

A senadora Gleisi Hoffmann (PT) está numa reza brava. Nada menos que quatro delatores tiveram relação direta com a petista e seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo (PT). O último a assinar a delação nesta semana é o empresário Salim Schahin que o ex-deputado André Vargas (ex-PT), insinuava na Veja em abril de 2014, que Bernardo seria intermediário de contratos entre o grupo Schahin e a Petrobras. E ainda que o marido de Gleisi teria recebido uma corretagem por isso,

O casal teria intermediado a construção da sede da Unila (universidade latino americana), na Itaipu Binacional, para o o grupo Schahin. O grupo abandonou a obra de R$ 282 milhões e, após sete aditivos, e entregou apenas 40% da sua construção. No Paraguai, o grupo se envolveu na construção, com dinheiro brasileiro, de um “linhão” superfaturado da Itaipu.

A obra pode ter custado US$ 81,8 milhões acima do orçamento. O cálculo foi feito pelos jornais ABC Color e La Nación, ao avaliarem que o custo da obra tocada pelo Schahin não poderia ter custado US$ 170,8 milhões, quando obra idêntica custou US$ 89 milhões. Nota-se que Gleisi foi diretora de Finanças da Itaipu Binacional entre 2003 e 2006.

Ainda na lista de delatores de Gleisi e Bernardo está o ex-vereador Alexandre Romano (PT). Romano foi operador do esquema que desviou R$ 52 milhões do Ministério do Planejamento á época comandado por Bernardo. Parte do dinheiro, estimado em pelo menos R$ 7,2 milhões, foram para na conta do escritório do advogado de Gleisi, Guilherme Gonçalves e que, segundo os investigadores da Polícia Federal e do Ministério Público Federal serviu para pagamentos de motorista da petista e do tesoureiro do PT do Paraná, Zeno Minuzzii, homem de confiança de Paulo Bernardo.

Alexandre Romano foi preso pela operação Pixuleco II – uma das fases da Lava Jato – e por decisão do STF as investigações foram fatiadas de Curitiba para São Paulo, o que no primeiro momento beneficiou Gleisi e Bernardo. Mas dias atrás, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal decidiram criar uma força-tarefa focado na apuração da participação de Gleisi e Bernardo nas denúncias delatadas por Romano.

Os dois primeiros delatores de Gleisi e Bernardo foram o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Yousseff que afirmaram nas suas delações que, seguindo orientação de Bernardo, entregaram R$ 1 milhão fruto de propina da Petrobras para a campanha de Gleisi ao Senado em 2010. Em todos os depoimentos nas ações que correm na Lava Jato e nas CPIs que investigam a Petrobras, Costa e Yousseff reiteraram as acusações contra o casal petista.

O potencial explosivo da última delação, do empresário Salim Schahin, ainda não veio a tona, mas além de Gleisi e Bernardo, deve comprometer diretamente o ex-presidente Lula, padrinho do casal petista. Schahin na sua delação disse que perdoou um empréstimo de R$ 12 milhões contraídos por José Carlos Bumlai, amigo de Lula, supostamente para pagar despesas do PT. Em troca, Schahin garantiu negócios de R$ 10 bilhões com navios sondas à serviço da Petrobras.

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