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PROMOTORIA TEM 15 DIAS PARA AVALIAR CASO DO EX-DEPUTADO ENVOLVIDO EM ACIDENTE NO PR

PROMOTORIA TEM 15 DIAS PARA AVALIAR CASO DO EX-DEPUTADO ENVOLVIDO EM ACIDENTE NO PR

DA FOLHA ONLINE

O Ministério Público do Paraná recebeu na terça-feira (18) da Polícia Civil o inquérito referente ao caso do ex-deputado estadual Fernando Carli Filho e tem, a partir desta quarta, 15 dias para apresentar ou não denúncia [acusação formal] à Justiça. No dia 7 de maio deste ano, Carli Filho se envolveu em um acidente de trânsito que resultou na morte de dois jovens, em Curitiba.

O ex-deputado foi indiciado no dia 10 de junho pelo duplo homicídio com dolo eventual (quando é assumido o risco de produzir o crime) dos jovens Gilmar Rafael Souza Yared, 26, e Carlos Murilo de Almeida, 20.

O caso tramita na Vara de de Delitos de Trânsito de Curitiba, e o prazo para que os promotores responsáveis pelo caso, Danuza Nadal e Marcelo Balzer Correia, se manifestem se encerra no dia 2 de setembro (quarta-feira).

Eles podem seguir a linha proposta pela Polícia Civil e denunciar o ex-deputado pelo duplo homicídio com dolo eventual, denunciá-lo por outros crimes, ou ainda pedir à polícia que faça novas investigações. Caso a denúncia seja apresentada, caberá à Justiça decidir se abre ou não processo contra o ex-deputado.

Inquérito

No inquérito concluído pela Polícia Civil no último dia 11, o laudo do IC (Instituto de Criminalística) concluiu que o político dirigia a 167 km/h no momento da batida. O documento apresentou o parecer do laudo do IC (Instituto de Criminalística) que concluiu que o político dirigia a 167 km/h no momento da colisão.

Segundo informações do delegado Armando Braga, responsável pelas investigações, o laudo aponta que a essa velocidade o ex-deputado não tinha possibilidade de evitar o acidente. "Ele precisaria estar a 230 metros do carro dos jovens no momento em que percebeu a presença deles para conseguir desviar, mas ele estava a cerca de 70 metros de distância", afirmou o delegado na ocasião.

Braga ainda acrescentou que o laudo do IC "concluiu que o fato determinante para o acidente foi a velocidade em que o deputado dirigia no momento do acidente", informou o delegado. Já no inquérito, ele apontou também o alto teor alcoólico de Carli na hora da batida como fato importante para a colisão.

O delegado espera que o Ministério Público "siga com a ação criminal contra o deputado".

Acidente

O acidente ocorreu na madrugada do dia 7 de maio, quando o carro guiado pelo ex-deputado, um Volkswagen Passat, colidiu com um Honda Fit ocupado pelos jovens no bairro Mossunguê, em Curitiba. Gilmar Rafael Souza Yared, 26, e Carlos Murilo de Almeida, 20, morreram na hora. Carli Filho passou quase um mês internado em um hospital em São Paulo, onde passou por uma cirurgia para a correção de fraturas na face e crânio.

Segundo exame realizado pelo IML (Instituto Médico Legal) do Paraná, Carli dirigia com dosagem alcoólica acima do estabelecido. Na ocasião, o deputado estava com a carteira de habilitação suspensa porque excedia o total de pontos permitidos –totalizava 130 pontos, acima dos 20 estabelecidos para que o motorista tenha o direito de dirigir suspenso. De acordo com informações do Detran, o deputado possuía 30 multas, desde 2003. Destas, 23 eram por exceder limites de velocidade. Carli Filho recorreu de 12 das 30 multas.

Ele renunciou ao mandato de deputado estadual no final de maio, após a família de um dos jovens protocolar um pedido de cassação. À polícia, o ex-deputado afirmou, em depoimento, não se lembrar de nada que ocorreu no dia do acidente.

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