Escrito por 14:20 Política

Projeto que enfrenta assédio nos coletivos volta ao debate na CMC

A vereadora Maria Letícia (PV), defendeu nesta quarta-feira (22), a aprovação do projeto de lei que reserva um espaço preferencial para mulheres nos biarticulados de Curitiba como forma de combater e prevenir o forte assédio. “Infelizmente os assédios nos ônibus vem crescendo em Curitiba. É uma alternativa para garantir o respeito à integridade física e psicológica da mulher” destacou Maria Leticia.

De acordo com a vereadora, o projeto é uma alternativa para que as mulheres possam ser respeitadas. “Enquanto não conseguimos ter uma mudança efetiva através da educação, através de uma regulamentação que não seja punitiva, e sim educativa, teremos que apelar para certas situações e uma dessas é um espaço preferencial”, disse.

“Eu quero enfatizar que isso não trará custo – não vai ser preciso mexer nas portas, tão pouco colocar catracas, placas ou mudar o vagão de alguma forma”, adianta Maria Leticia .

O projeto sugere a criação de vagões, como no metrô de São Paulo que tem uma iniciativa semelhante que vem dando certo. O maior índice de casos de assédio que acontecem em Curitiba são nas vias públicas e nos ônibus. A ideia do espaço preferencial já vem sendo usada com sucesso em São Paulo e outras cidades do mundo”, destaca.

Pesquisa
Em setembro e outubro de 2017, a vereadora Maria Leticia conduziu uma pesquisa para entrevistar nos tubos as mulheres e homens que são usuários do sistema de transporte em relação ao tema.

“Entrevistamos mais de mil pessoas e foi constatado que a maior parte dos assédios nos ônibus ocorre nos biarticulados 45.8%. E também: é onde as mulheres se sentem ameaçadas 44.2%. Verificou- se ainda que a grande maioria de 52.5% concorda com espaço preferencial”, informa.

Segundo a pesquisa, a grande maioria concorda que o espaço preferencial poderia diminuir o assédio. “Criando um espaço preferencial não há custo, eu posso ter nesse espaço o namorado de uma das moças ou marido, ou um rapaz respeitador pode ocupar esse espaço. A ideia é que as mulheres possam ocupar esse espaço e ser acolhidas no transporte coletivo com essa preocupação”, reforça.

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