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Prefeituras reduzem expediente

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Para economizar ou cortar déficit, cidades adotam meio período. Moradores reclamam dos transtornos trazidos pela estratégia

via Gazeta do Povo

Quem mora em cidades pequenas e médias do Paraná precisa adaptar seus horários, nessa época de ano, ao expediente reduzido que as prefeituras adotam. Pres­­­sionadas pela falta de dinheiro ou tentando economizar um pouco para o ano seguinte, as administrações municipais reduzem o expediente, trabalhando apenas pela manhã. Em alguns casos mais radicais, decretam-se férias coletivas.

Os prefeitos alegam que, durante esta época do ano, a procura por serviços administrativos é reduzida e não compensa manter os funcionários trabalhando. Na maior parte dos casos, o atendimento acaba ocorrendo apenas na parte da manhã, das 8 horas ao meio-dia. A medida só não atinge os serviços essenciais, como segurança pública, ensino, saúde e coleta de lixo.

No entanto, para a população, a medida de economia acaba sendo um inconveniente. Em Campo Mourão, no Centro-Oeste, por exemplo, o presidente da Associação Comercial e Industrial (Acicam), Nelson Botega, diz que o atendimento em meio expediente, implantado desde outubro, traz vários prejuízos à população. “Comerciantes que precisam da expedição de alvarás de funcionamento são um exemplo claro. Está tudo parado e atrasado. O comércio abre cedo e nem sempre é possível ir à prefeitura pela manhã.”

Para Botega, o meio expediente não trará a economia desejada. “Se é para zerar déficit era melhor então demitir todos os funcionários comissionados com poder de chefia. Eles recebem muito pelo pouco trabalho que realizam. Aí sim, daria para economizar e até cobrir o déficit”, afirma. A alegação da prefeitura de Campo Mourão é de que a medida é necessária para cobrir um déficit de R$ 3 milhões.

O reflexo do meio expediente adotado em relação à população é minimizado pelo secretário da Fazenda de Campo Mourão, Altair Casarim. Segundo ele, por ter um perfil agrícola, “as pessoas da cidade acordam cedo e resolvem seus problemas administrativos pela manhã. No período da tarde aparecem apenas 4 ou 5 pessoas diariamente”, diz ele.

Em Palmeira, nos Campos Gerais a moradora Letícia Soares, também discorda da medida praticada pela prefeitura. “É muito complicado a prefeitura ficar fechada durante tanto tempo. Quem trabalha pela manhã tem que faltar ao trabalho para ser atendido pelo serviço público.”

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