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Prefeitura de Toledo suspende distribuição da ivermectina

A Prefeitura de Toledo suspendeu na noite de sexta-feira (8) o programa de distribuição do medicamento ivermectina – que não tem eficácia comprovada para tratamento da Covid-19.

Em um vídeo, o prefeito Beto Lunitti lamentou a medida. A suspensão levou em conta o posicionamento dos profissionais farmacêuticos do quadro da Secretaria Municipal de Saúde, que seguiram orientação do Conselho Regional de Farmácia (CRF).

Na segunda-feira (11), o prefeito, o vice e a Secretaria da Saúde vão se reunir com representantes dos farmacêuticos e do CRF para tratar do assunto.

Pelo que havia sido anunciado pela administração municipal, a distribuição ocorreria a partir da segunda-feira, nas farmácias públicas do Centro de Saúde, do Jardim Coopagro e do Mini-Hospital.

De acordo com o protocolo, a distribuição seria feita exclusivamente para pessoas com mais 18 anos, que se colocassem de acordo com um Termo de Consentimento, que informaria de possíveis contraindicações à medicação.

O prefeito também anunciou que a suspensão da distribuição da ivermectina não altera o programa de “tratamento precoce”, que tem um cronograma próprio para o início.

Pesquisas

Desde o começo da pandemia, mais de 50 medicamentos foram testados no mundo para tentar descobrir algo que pudesse ajudar os médicos no tratamento e na prevenção do novo coronavírus.

Vários testes foram feitos em laboratórios. No ambiente controlado, algumas destas drogas até se mostraram eficazes.

Entretanto, conforme os especialistas, quando estes medicamentos começaram a ser usados na prática, em pacientes com a Covid-19, os resultados não foram os mesmos.

Até o momento, a comunidade científica internacional não descobriu nenhum remédio que diminua os sintomas da doença, muito menos que ajude na prevenção do coronavírus.

O médico da Sociedade Brasileira de Infectologia Jaime Rocha alerta a população para a ineficácia desses medicamentos.

“Não existe ivermectina, hidroxicloroquina e várias outras tentativas que se mostraram frustradas e sem sucesso. Tentar usar esses medicamentos é fazer mau uso do dinheiro público e fazer lançar expectativas falsas para a população”, disse.

Fonte G1.

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