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Prefeitura de Curitiba dobrou gastos com propagandas em ano eleitoral

Prefeitura de Curitiba dobrou gastos com propagandas em ano eleitoral

Matéria do site UOL revela que os gastos com publicidade em Curitiba praticamente dobraram entre os anos de 2005 a 2008. De acordo com a soma dos valores destinados à propaganda institucional, gastos com publicação de editais de diversas secretarias e campanhas de utilidade pública, em 2005, foi de R$13,9 milhões. Já em 2008, ano de eleição, foram R$ 24,6 milhões. Se somados os valores dos quatro anos da administração de Beto Richa, foram cerca de R$ 85 milhões desembolsados do orçamento. A candidata à Prefeitura de Curitiba Gleisi Hoffmann, da coligação Curitiba Para Todos (PT-PSC-PRB-PHS-PMN-PTC), afirma que com este valor a Prefeitura poderia ter construído 8 mil casas populares ou então 113 creches, ou 79 postos de saúde, ou 29 centros de urgências médicas 24 horas, 35 escolas municipais, ou ainda 360 quadras poliesportivas.

“Se esse dinheiro tivesse sido utilizado com prioridade, 113 novas creches poderiam ter sido construídas para atender a uma média de 17 mil crianças. É o dobro do que a atual administração criou de vagas nesses quatro anos. Em nossa gestão, o objetivo será a melhoria na qualidade de vida das pessoas. Ou seja, educação, creches, habitação, segurança, saúde e transporte serão nossas prioridades”, disse Gleisi.

A candidata ainda revela que quando é levado em consideração apenas o valor destinado à propaganda para este ano, a capital paranaense dispara como a que mais gasta em comparação com grandes metrópoles como São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Mesmo tendo uma população cerca de seis vezes menor que a do município de São Paulo (SP), segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Curitiba vai gastar com propaganda em 2008 quase quatro vezes a mais por habitante. A previsão dos gastos de São Paulo, de acordo com reportagem da Folha de São Paulo, é de R$ 36,5 milhões, cerca de R$ 3,35 por habitante. Já a capital paranaense vai gastar R$ 24,6 milhões, segundo reportagem da Gazeta do Povo, o que dá o valor de R$ 13,68 per capita. Os valores levam em conta, além da propaganda institucional, gastos com publicação de editais de diversas secretarias e campanhas de utilidade pública.

O orçamento previsto apenas para a Secretaria de Comunicação de Curitiba, sem englobar as campanhas de outras pastas, também é maior do que o de muitas outras cidades. Os gastos previstos são de R$ 14 milhões, ou R$ 7,78 por habitante. Enquanto isso, cidades como o Rio de Janeiro (RJ), que possui uma população de seis milhões de pessoas, destinará R$ 4,5 milhões para sua Secretaria de Comunicação em 2008, ou R$ 0,75 por habitante.

Para o cientista político Ricardo Oliveira, a população curitibana deve fiscalizar os gastos com propaganda. “Esse grupo político que está no poder tradicionalmente gasta muito com propaganda. Todos os cidadãos devem buscar a transparência nesses gastos para poder cobrar da Prefeitura o que acham que deve ser prioridade”, explica.

“Os números são claros. Ao comparar as previsões de gastos entre algumas capitais do País, fica evidente que a propaganda está sendo uma das prioridades da Administração de Curitiba. Se a Prefeitura informa que vai gastar R$ 24 milhões em propaganda e apenas R$ 8,6 milhões na construção de postos de saúde e compras de materiais para essas unidades, é visível qual área tem mais importância para a administração. Esse valor seria melhor destinado se valor fosse investido em melhorias para a população. Até porque, assim não precisaríamos de tanta propaganda, porque os curitibanos iriam constatar os benefícios com seus próprios olhos”, explica a candidata do PT.

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