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Prefeito vai entregar documentação da Plena Paz ao Ministério Público

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Prefeito vai entregar documentação da Plena Paz ao Ministério Público

Entidade, dirigida pelo pastor Celso Amaral, teve o convênio suspenso por determinação do prefeito Paulo Mac Donald Ghisi

Da Redação da www.gazeta.inf.br:

Um grupo de vereadores está recolhendo assinaturas com o objetivo de abrir uma Comissão de Investigação (CI) contra a Prefeitura de Foz do Iguaçu. Eles querem apurar denúncias contra a ONG Plena Paz, cujo convênio foi suspenso por determinação do prefeito Paulo Mac Donald Ghisi.

A Plena Paz, dirigida por Celso Amaral, que se diz pastor, trata-se de um projeto de recuperação de dependentes químicos, com sede no Horto Municipal. O convênio foi rompido depois que o Conselho Municipal de Assistência Social cassou o registro da entidade.

Além de determinar a suspensão do convênio, a prefeitura deverá proceder a entrega de toda a documentação da Plena Paz ao Ministério Público, adiantou o prefeito Paulo Mac Donald Ghisi, para que as providências sejam tomadas se as irregularidades forem constatadas. Ao mesmo tempo, serão verificadas todas as contas relativas ao convênio para o conhecimento do Conselho Municipal de Assistência Social.

Em seu programa de jornalismo, a Rádio Cultura teria informado a suspeita de que "parte do dinheiro do convênio estaria retornando para alguns secretários". Ainda segundo informações repassadas pela emissora, o "pastor" Celso Amaral teria gravado uma fita revelando os nomes dos envolvidos. Conforme as informações, várias pessoas tomaram conhecimento da gravação, e ela teria sido exibida para alguns vereadores. Celso Amaral foi, inclusive, acusado de cometer irregularidades, em reportagem de um semanário local.

Em entrevista à Rádio Cultura nesta semana, o prefeito Paulo Mac Donald foi questionado sobre o assunto ao vivo. Ele respondeu que Celso Amaral lhe foi apresentado no gabinete por um grupo de pastores ligados ao Conselho de Pastores Evangélicos de Foz do Iguaçu (Copefi). Posteriormente, segundo informações, a Câmara elaborou uma emenda, aprovada por unanimidade, e autorizou a prefeitura repassar recursos para a Plena Paz.

"Realmente, o município tinha um convênio com a entidade dirigida pelo pastor Celso, que vinha fazendo um trabalho lá no horto. É um trabalho difícil, e são poucas as pessoas que se sujeitam a tirar gente da sarjeta objetivando a sua recuperação", respondeu o prefeito na oportunidade, para a Rádio Cultura. "Posteriormente, parece que houve uma desorganização, muitas dívidas, e nós tivemos de suspender o convênio", acrescentou.

A equipe da rádio questionou o prefeito também sobre o envolvimento dos secretários. Paulo disse que vai investigar, mas que precisa sempre ouvir os dois lados. Recordou que na véspera da eleição de 2008 os vereadores da oposição abriram várias denúncias contra ele na Câmara. "Era só politicagem em véspera de eleição. Tinha inclusive uma denúncia sobre assédio moral, e era tudo armação para nos prejudicar. Teve até um cidadão dizendo que poderiam me dar um balaço no peito", recordou.

"Deixa a cachorrada latir"

Segundo o prefeito, "em épocas de campanha sempre surgem denúncias absurdas. Recentemente, falaram que duas servidoras contraíram hanseníase no CEM. Fomos investigar e descobrimos que os fatos ocorreram em 1999 e em 2004, portanto no mandato de outros prefeitos, mas quiseram jogar a culpa em nossas costas. Inclusive, quem fez essa denúncia mandou a TV desfocar sua imagem com medo de represálias. Mas em cinco anos, eu sofro as mais duras calúnias, injúrias e difamações e duvido que alguém venha comprovar que houve qualquer tipo de retaliação por minha parte. Eu fico quieto e sempre digo que as obras são superiores às palavras. Deixa a cachorrada latir".

Para Paulo Mac Donald, "a oposição deverá utilizar o pastor Celso como um cavalo de troia para atacar o nosso governo. Eu duvido que tenha alguém neste país que fez tanta economia e que combateu o desperdício como nós. Basta fazer uma comparação e ver como era gasto o dinheiro público antes e como é agora. Basta ver quantas obras os outros realizaram e quantas nós estamos realizando", contextualizou o prefeito.

"Todavia nós vamos apurar toda e qualquer denúncia. Se houver culpados, eles serão punidos como determina a lei. Todos sabem que eu não compactuo com falcatruas", finalizou Paulo.

Denuncismo

Gravações com depoimentos e acusações tornaram-se uma práxis em vésperas de eleições em Foz do Iguaçu. Em 2008, a cidade tomou conhecimento de pelo menos três casos, e com características apócrifas, já que os autores nunca foram descobertos.

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