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PREFEITO BETO RICHA E ROSSONI FOGEM DA AUDIÊNCIA PÚBLICA REALIZADA NA ASSEMBLÉIA SOBRE A LINHA VERDE

PREFEITO BETO RICHA E ROSSONI FOGEM DA AUDIÊNCIA PÚBLICA REALIZADA NA ASSEMBLÉIA SOBRE A LINHA VERDE

O deputado estadual Cleiton Kielse (PMDB) presidiu, nesta terça-feira (3), uma audiência pública sobre o projeto da Linha Verde, concebido e executado pela Prefeitura de Curitiba na BR-476, antiga BR-116, trecho entre o Atuba e o Pinheirinho. A audiência contou com a presença do superintendente regional do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT), David José Gouvêa, do coordenador técnico do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-PR), Oscal Alberto Gayer e do Procurador de Justiça do Meio Ambiente, Dr. Saint-Clair Santos.

Segundo Kielse, a ausência dos técnicos e engenheiros da URBS impossibilitou que a prefeitura explicasse os motivos para a carência de viadutos e trincheiras no projeto. “Infelizmente, tanto a URBS quanto o deputado Valdir Rossoni não compareceram. Apresentamos nosso ponto de vista e ressaltamos, juntamente com os taxistas, motoboys e motoristas, a necessidade de alteração nas obras da Linha Verde”, comentou. Kielse pretende levar ao plenário as conclusões sobre a audiência pública e saber os motivos do não-comparecimento da URBS no evento.

O parlamentar reiterou o compromisso do governador Roberto Requião em não só buscar os recursos, como executar as obras complementares para a Linha Verde. “Temos o comprometimento do Governo do Estado para execução dos outros projetos, dando seqüência à desobstrução da BR-476, transformando-a numa via moderna, consistente e que dará vazão às necessidades mesmo com a intensificação do número de veículos”, explicou o deputado.

Kielse explicou a importância dos cruzamentos em desnível, evidenciou o crescimento urbano e de poluição na Região Metropolitana e demonstrou exemplos de obras executadas pelo DER e Governo do Estado em Cascavel, Toledo em Paiçandu. “Queremos demonstrar que o novo investimento não seria de R$ 15 milhões ou R$ 20 milhões por viaduto. É possível construir os viadutos, as trincheiras e as passarelas num orçamento reduzido e de forma competente”, esclareceu.

CONVIDADOS – O superintendente regional do DNIT, David José Gouvêa, esclareceu que o trecho está concedido ao município e a Prefeitura é a responsável por elaborar os projetos e executar as obras. “A proposta da Linha Verde é de uma avenida perimetral que se difere da conotação de rodovia. O interesse é da cidade em discutir o aproveitamento desta via. Engenharia é para ser discutida”, opinou o superintendente.

Segundo Gouvêa, uma via rápida precisa de fluidez permanente. “Nossa preocupação é termos, em pouco tempo, um congestionamento de 22 km dentro de Curitiba”, apontou.

O coordenador técnico do DER, Oscar Gayer, destacou a necessidade de trazer soluções, independente da cor partidária. “Estamos nos colocando à disposição para participar de qualquer fórum ou ajuda para realizar quaisquer aperfeiçoamentos no trecho”, afirmou Gayer.

O diretor do DER assinalou que existem pontos, como no entroncamento com a Avenida Salgado Filho, que poderiam ser mais bem estudados. “Este projeto tem uma maior visão urbana e menos de tráfego de média e longa distância. Havendo a necessidade de executar obras, é possível a participação do DER e do Governo do Estado”.

O Procurador de Justiça do Meio Ambiente, Saint-Clair Santos, destacou a discussão judicial sobre o licenciamento destas obras. “Existe a argüição sobre a nulidade do licenciamento ambiental, que poderia ter sido levado pelo próprio município, o que será apreciado pelo Judiciário. O auto-licenciamento é proibido em nossa jurisdição”, explicou o procurador.

O representante do Ministério Público também enfatizou a importância das discussões sobre a Linha Verde. “O debate sobre o impacto não é somente local. É regional, já que seus desdobramentos atingem a Região Metropolitana”, explicou.

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