por 07:03 Sem categoria

Pracinha do Batel é a luta entre o essencial e o supérfluo

Caros curitibanos: A questão da Pracinha do Batel é a luta entre o essencial e o supérfluo. Se a pracinha (essencial) acabar, para dar lugar à circulação de automóveis em direção ao novo shopping center do senhor Soifer (supérfluo), estará caindo um princípio urbanístico prioritário – de Rafael Greca, presidente da Cohapar, e ex-prefeito de Curitiba. Leia seu post na íntegra em Reportagens.

por 07:00 Sem categoria

Pracinha do Batel é a luta entre o essencial e o supérfluo

Pracinha do Batel é a luta entre o essencial e o supérfluo

Rafael Greca

Caros curitibanos: A questão da Pracinha do Batel é a luta entre o essencial e o supérfluo. Se a pracinha (essencial) acabar, para dar lugar à circulação de automóveis em direção ao novo shopping center do senhor Soifer (supérfluo), estará caindo um princípio urbanístico prioritário .

A cidade deixará de ser feita na medida dos seres humanos, para servir aos automóveis e ao consumo. A Praça do Batel é nossa! Ali estão ipês curitibanos, velhos de várias floradas na primavera, a graciosa glorieta do Barão do Sêrro Azul – nosso mártir urbano -, memória do antigo engenho de erva-mate Iguaçu que ele ali manteve, a banca de revistas, o ponto de encontro, as flores, as crianças, os velhos, o sol refletido cada manhã.

A destruição da pracinha do Batel simbolizará nossa incapacidade de reagir à inflexão de modelo de planejamento para Curitiba. Queremos e merecemos uma cidade maior do que seus automóveis. Curitiba tem tentado ser maior do que seus automóveis…

Se a pracinha cair, em favor do shoping e do trânsito,logo vão querer derrubar casas antigas e velhas igrejas, chácaras e parques.O Paço Municipal ( nossa história) já foi terceirizado. Os petit-pavês (mármore branco e diabásio negro), trabalhados artesanalmente, feitos à mão, criação do artista Lange de Morretes, com motivos de "pinhas e pinhões", alusivos ao nome da cidade (Curitiba quer dizer "muito pinhão") já estão sendo substituídos por um frio e sujo concreto "paver" industrializado que registra todos as cusparadas que sobre eles se lance.

As árvores persistem sendo martirizadas em nome de fios condutores de redes pagas a dólar (Nets,TVAs, Skys,extranets…etc). É a luta da Cidade e da Cidadania contra a falta de visão de um prefeito "bonzinho". Deus nos proteja dos "bonzinhos". Saudações curitibanas e humanistas

Rafael Greca, prefeito de Curitiba 1993-1996, que não decapitou nenhuma praça, só fez aumentá-las….

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