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PR responde por 1/3 do frango exportado

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Luiz de Carvalho, O Diário de Maringá

Um em cada três frangos brasileiros vendidos no exterior, no primeiro bimestre deste ano, saiu do Paraná. O Estado respondeu por 29,18% do faturamento das exportações brasileiras neste início de ano, chegando a US$ 324.007.841; alta de 4,3%, ante ao mesmo período de 2013, quando o Estado faturou US$ 310.454.479, de acordo com os números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Em volume, o crescimento foi de 13%, com 183,34 mil toneladas no bimestre, contra 162 toneladas exportadas no primeiro bimestre do ano passado.

Para o presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Paraná (Sindiavipar), Domingos Martins, “os bons resultados conseguidos são fruto do trabalho de retomada e crescimento sustentável que temos consolidado no Estado”.

Ele se refere também aos números do abate, que segue forte com 258 milhões de cabeças abatidas; alta de 9,4%, em relação aos 236 milhões de aves abatidas no primeiro bimestre de 2013. O noroeste do Estado respondeu com 9,5% desta produção, com 23,5 milhões de cabeças abatidas.

“Pode até existir no mundo uma avicultura do mesmo nível da do Paraná, mas melhor não há”, entusiasma-se Martins para dizer que desde o alojamento à exportação “o agricultor e o industrial paranaenses atingiram um nível de especialização de primeiro mundo, colocando o Paraná como um produtor imbatível, com qualidade, quantidade e preço”.

O presidente do Sindiavipar elogiou os sistemas de integração que funcionam no Paraná, unindo produtores, cooperativas e os grandes abatedouros, onde, na maioria dos casos, o produtor recebe assistência técnica desde a construção de aviários, apoio permanente com assessoramento de veterinários e técnicos agrícolas.

O Grupo GTFoods, de Maringá, por exemplo, oferece desde a consultoria para o financiamento para a construção de aviários, linha especial de crédito com dois anos de carência, dez anos para pagamento e juros fixos de 3,5%, ao ano. No GTFoods, 80% da produção é integrada e 20%, por meio de granjas próprias.

Na integração, as empresas e cooperativas também ficam responsáveis pelo fornecimento de ração, medicamentos, desinfetantes, pintos de um dia e acompanhamento veterinário. Já os avicultores criam as aves, de acordo com as melhores práticas de produção e com as normas de bem-estar dos animais, biosseguridade e sanidade.

“Para o produtor o sistema de integração é vantajoso, por ser uma certeza de apoio, além de garantir a certificação do produto”, explica Martins.

O produtor Bertolino Meura trabalhou sete anos no transporte de frango para um abatedouro de Maringá, quando decidiu ele próprio ser criador. E diz não ter do que se arrepender. “É o melhor uso que posso fazer para uma propriedade de um alqueire e meio”, afirma.

Uma das vantagens, segundo ele, é que a criação de frangos não está sujeita a variações climáticas, como a agricultura. “Quem planta está sempre preocupado se vai ter chuva na hora certa, se a chuva não virá em excesso, se vai gear, se haverá uma estiagem. Na avicultura, as variações climáticas influenciam muito pouco e o produtor tem a garantia de dinheiro no bolso a cada sessenta dias”, ressalta.

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