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Policiais pedem expulsão de delegado suspeito de matar esposa e enteada

Policiais civis representados pelo Sinclapol (Sindicato das Classes Policiais Civis do Paraná) pedem a expulsão do delegado Erik Busetti, suspeito de matar a esposa Maritza Guimarães de Souza tinha 41 anos e a enteada, Ana Carolina de Souza, de 16 anos. As informações são do Paraná Portal.

O crime aconteceu na madrugada desta quinta-feira (05), em um condomínio no bairro Atuba, em Curitiba. O delegado Erik Busetti, que atualmente estava lotado na Delegacia do Adolescente, foi preso em flagrante.

O investigador da Polícia Civil Kamil Salmen afirmou que o sindicato auxilia a família de Maritza. Além disso, afirma que a entidade vai fazer o possível para que essa expulsão aconteça.

“Estamos com a família. Vamos acompanhar junto ao MPPR (Ministério Público do Paraná) até ver esse senhor expulso da polícia o mais breve possível”, afirmou Salmen, que é presidente do Sinclapol.

De acordo com a Polícia Civil, os vizinhos relataram que o casal discutiu durante o dia e também a noite, pouco antes de ouvirem os tiros.

Quando foram ver o que havia acontecido, o delegado já saía de casa com a filha, de nove anos. A garota estava na casa onde aconteceu o crime e foi a única sobrevivente.

DEFESA DE DELEGADO PEDE PACIÊNCIA

Nesta quinta-feira (5), a defesa do delegado Erik Busetti afirmou que também investiga o caso. O objetivo é coletar depoimentos e provas documentais que possam construir uma narrativa do crime.

O advogado que representa Busetti pede paciência e classificou as especulações em torno do caso como “perigosas”.

“Estamos em um momento de apuração, por parte da defesa, da DHPP, da Corregedoria e do MPPR. Então é um momento muito delicado. Não é hora de eleger teses”, comentou Claudio Dalledone Junior.

“Vejo sindicatos se levantando. Ninguém está se preocupando com a saúde mental dos policiais”, completou o advogado.

A defesa de Erick Busetti afirma que o delegado enfrenta um quadro profundo de depressão. Conforme o Depen, o suspeito está detido sozinho em uma cela do CMP (Complexo Médico-Penal) com vigilância permanente.

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