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PMDB quer coalização para candidatura em Foz do Iguaçu

PMDB quer coalização para candidatura em Foz do Iguaçu

Partido mantém diálogo com lideranças de várias agremiações para retomar a administração da prefeitura. Em Foz do Iguaçu o PMDB tem quatro nomes para a cabeça de chapa nas eleições de 5 de outubro

 O Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) quer montar uma chapa composta por diversos partidos para concorrer às eleições municipais de 5 de outubro em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná. A informação, do presidente do Diretório Municipal, Sâmis da Silva e do deputado estadual por Foz do Iguaçu, Dobrandino da Silva, foi confirmada na tarde desta sexta-feira (11) pelo presidente do Diretório Estadual, deputado Waldyr Pugliesi, durante coletiva à imprensa. A intenção, segundo as lideranças peemedebistas, é fazer uma grande coalizão, incluindo diversos partidos políticos, para “retomar a administração do município de Foz do Iguaçu”, informam.

 O debate sobre a composição do PMDB nas eleições municipais será um dos destaques da série de encontros que o partido promove neste final de semana envolvendo 50 municípios da região Oeste do Estado. A abertura da rodada de discussões ocorre às 19h desta sexta-feira na Câmara de Vereadores de Foz do Iguaçu. A agenda prossegue neste sábado (12), a partir das 9h na Câmara de Vereadores em Toledo, no período da manhã e na parte da tarde no Poder Legislativo de Cascavel.

 De acordo com o presidente Waldyr Pugliesi, a orientação da Executiva Estadual é para as coligações preferenciais com partidos que tem o mesmo ideário de esquerda do PMDB. “Temos um protocolo para dar preferência para as coligações com PT, PCdoB e PV. Estes encontros promovidos pela Executiva Estadual tem como objetivo ouvir, quem conhece a realidade de Foz do Iguaçu são os moradores daqui e tanto o Dobrandino como o Sâmis já foram ex-prefeitos e conhecem bem a cidade”, destacou o deputado. Em Foz do Iguaçu, segundo ele, existe uma forte articulação para o partido coligar com o PT.

 DIÁLOGO – Sâmis confirmu as articulações para formar uma chapa de coalizão em Foz do Iguaçu. Segundo ele, o PMDB vai manter as coligações com o PMN e com o PRP, partidos que elegeram três vereadores em 2004, além do PCB. “Já estamos fechados com o PRTB do ex-candidato a prefeito Flávio Nakad e o PTC. Agora estamos em conversas bem avançadas com lideranças do PT, PV, PSDB, PP e PR do deputado federal Fernando Giacobo”, revelou Sâmis. Segundo ele, um nome forte e com gandes possibilidades de composição, tendo o PMDB na cabeça da majoritária, é com o servidor público Eliseu Liberato, do PR.

 O PMDB em Foz do Iguaçu conta com quatro nomes fortes para liderar o partido na corrida eleitoral. Além de Sâmis e Dobrandino, são possíveis candidatos o vereador Professor Sérgio de Oliveira, líder da oposição na Câmara que fez 35 mil votos para a Câmara Federal em 2006 e do empresário e ex-vereador Sérgio Beltrame.

 O deputado Dobrandino assegurou que este ano o PMDB não irá concorrer praticamente sozinho, como ocorreu nas eleições de 2004, quando perdeu a eleição para uma frente de 18 partidos políticos, “que agora estão rachados”, informou. “Não descartamos nenhuma possibilidade de aliança, inclusive com o PDT do atual prefeito, que está rachado devido as divergências internas”, completou. Dobrandino já foi eleito duas vezes prefeito de Foz do Iguaçu, a primeira delas em 1985, quando se tornou o primeiro chefe do Executivo após a ditadura militar.

 INTERESSE DO POVO – De acordo com o presidente do PMDB do Paraná, o interesse do povo tem que prosperar em todo o acerto que o partido vai firmar para as eleições de outubro. “O Paraná tem que consolidar as políticas sociais implantadas no Estado pelo PMDB através do governador Roberto Requião. Acredito que o povo de Foz do Iguaçu tem que se apropriar novamente da administração municipal para buscar estes objetivos traçados pelo Dobrandino e o Sâmis, que é colocar a cidade no caminho do desenvolvimento”, afirmou.

 Pugliesi informou que o Paraná não pode voltar as mãos dos grupos políticos que implantaram o neoliberalismo no Estado e no país. “Para se ter uma idéia, o projeto de recuperação de mais de 5,1 mil quilômetros de estradas feitos pelo governo do Estado, só foi possível porque o governo anterior não conseguiu privatizar todas as nossas rodovias”. O presidente do PMDB destacou outro exemplo, revelado durante a prestação de contas do governo na Assembléia, na última quinta-feira (10).

 “Eles destruiram o Banestado, colocaram uma quadrilha lá dentro que simplesmente quebrou o banco. Daí o que eles fizeram? Pegaram um empréstimo de R$ 5 bilhões para cobrir os furos, sanaram o banco e depois venderam. Hoje, conforme ficou comprovado na sessão de prestação de contas na Assembléia, o governo já pagou R$ 6 bilhões e ainda deve R$ 8 bilhões. Todos os meses nós pagamos R$ 65 milhões para cobrir este rombo”, informou.

 “Não podemos deixar que estas pessoas voltem ao governo. O governo Requião tem propostas que foram aprovadas pela população nas urnas. É um governo de esquerda que prioriza o atendimento social do seu povo”, completou. O encontro de Foz do Iguaçu reúne prefeitos, vereadores, deputados, pré-candidatos e dirigentes de nove municípios da microrregião Oeste. Além de Foz do Iguaçu participam lideranças de Santa Terezinha de Itaipu, São Miguel Iguaçu, Medianeira, Serranópolis do Iguaçu, Itaipulândia, Missal, Marechal Cândido Rondon e Santa Helena.

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