Plano de Paranhos prevê vacina para 99 mil pessoas dos grupos prioritários

O prefeito de Cascavel, Leonaldo Paranhos apresentou nesta segunda-feira, 18, o Plano Municipal de Imunização contra a Covid-19. “O plano prevê  a imunização de 99.051 pessoas dos grupos prioritários. Para isso, é necessário um total de 198.102 doses da vacina”. 

A 10ª Regional, que atende Cascavel e outras 24 cidades, recebeu 8.240 doses da  CoronaVac e 6.370 serão usadas para imunizar parte dos cascavelenses. Paranhos reafirmou que não será possível vacinar todo o grupo prioritário na primeira fase da campanha, porque depende “da quantidade de vacinas que vamos receber ao longo dos meses”.

O plano de Cascavel começa a campanha vacinando os grupos prioritários, a primeira fase com pessoas acima de 60 anos que estão em instituições de longa permanência para idosos e seus respectivos trabalhadores; pessoas com deficiências que estão institucionalizadas e os trabalhadores desses locais, além dos profissionais de saúde e os idosos acima de 80 anos. Essa primeira fase prevê 17.274 pessoas imunizadas. Dentro dessa primeira fase também está definido a prioridade, uma vez que não terá vacinas imediatamente para todo esse grupo.

O secretário de Saúde, Thiago Stefanello, destaca que, a saúde está dando a volta por cima e vencendo a pandemia da Covid-19. “Agora é momento de calma, de paciência e de escutar as orientações dos profissionais de saúde, das autoridades de saúde, para que nós possamos fazer isso da melhor forma possível”, afirma.

Paranhos informou que a Secretaria Municipal de Saúde conta com 280 vacinadores capacitados. “No Centro de Eventos, onde foi montada a Central de Vacinação contra a Covid-19, a capacidade é para vacinar até duas mil pessoas diariamente. Cascavel tem 30 mil seringas e 100 mil agulhas em estoque e outros materiais como máscaras e aventais, estamos bem amparados quanto aos insumos necessários para o desenvolvimento da campanha”, Completou

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Paraná chega a 176 mil novos empregos em 2021, quarto melhor resultado do País

Com saldo de 176.570 vagas com carteira assinada, o Paraná é o quarto estado brasileiro que mais gerou empregos em 2021. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), publicado nesta terça-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Previdência. À frente do Paraná, estão apenas São Paulo (812.484), Minas Gerais (300.660) e Santa Catarina (187.147). O acumulado leva em consideração as vagas formais abertas entre janeiro e outubro.

“O Paraná se aproxima do fim do ano mostrando uma recuperação econômica exemplar após a pandemia, com os setores de comércio e serviços se fortalecendo a cada mês. Essa é a prova de que o nosso Estado une forças para criar a melhor política pública de desenvolvimento que existe, que é a geração de emprego e renda”, celebrou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Somente no mês de outubro, o saldo registrado foi de 15.747 vagas. É o sexto do País em números absolutos, ficando atrás de São Paulo (76.952), Minas Gerais (21.327), Rio de Janeiro (19.703), Rio Grande do Sul (19.478) e Santa Catarina (17.713).

A alta no mês foi puxada pelos setores de serviços, com saldo de 6.800 vagas, e de comércio, com 5.171 vagas. Na sequência, estão a indústria (3.723) e os setores de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (219). O único setor em baixa no período foi o de construção civil, com saldo negativo de 166 vagas.

ALTA CONSECUTIVA – O bom resultado acumulado é consequência de uma performance positiva do Paraná ao longo de todos os meses do ano. Considerando os ajustes aplicados pelo Caged, foram 25.154 vagas abertas em janeiro, 41.388 em fevereiro, 10.549 em março, 9.697 em abril, 15.521 em maio, 15.478 em junho, 13.925 em julho, 21.826 em agosto, 15.059 em setembro e 15.747 em outubro.

O secretário estadual de Justiça, Família e Trabalho, Ney Leprevost, ressalta que os números demonstram um alinhamento exemplar entre o Governo do Estado e o setor privado para promover políticas de geração de emprego. “Nossa gestão está comprometida em gerar mais oportunidades. De um lado fomentamos a criação de novas vagas através de diferentes iniciativas. De outro, fazemos a ponte com a empresa através das agências do trabalhador. Assim, movimentamos a economia do nosso Estado”, afirmou.

MUNICÍPIOS – As vagas geradas no mês de outubro mostram uma descentralização dos polos produtivos através de uma performance geral positiva em diferentes regiões do Estado. Dos 399 municípios paranaenses, 264 apresentaram saldo positivo — o equivalente a 66,2% do total.

Os principais geradores de emprego no período foram Curitiba (3.645), Maringá (1.064), Londrina (959), Foz do Iguaçu (745), Cascavel (563), Toledo (482), Pinhais (409), São José dos Pinhais (404), Matelândia (341) e Guarapuava (328). Dentre os demais municípios, 17 tiveram saldo zero e outros 118 apresentaram saldo negativo.

DADOS NACIONAIS – Assim como no Paraná, o emprego formal cresceu no Brasil pelo décimo mês consecutivo. Segundo o Caged, o saldo do mês de outubro em todo o País foi de 253.083 vagas. Já o acumulado dos dez meses do ano chega a 2.645.974 vagas.

Nos últimos 12 meses, o saldo ficou positivo em 2.862.988 empregos, variação de +1,36%. Assim como no acumulado do ano, os últimos 12 meses tiveram crescimento maior do que no período anterior. Em 2018, o saldo tinha ficado positivo em 286.121 vagas.

Vice-diretora da OMS falará na Alep sobre a variante Ômicron

O deputado Michele Caputo (PSDB), coordenador da Frente Parlamentar de Enfrentamento ao Coronavírus, confirmou nesta terça-feira (30) a presença da médica Mariângela Galvão, vice-diretora da OMS, na 22ª reunião do colegiado, marcada para a próxima terça-feira, 7 de dezembro. O objetivo é esclarecer dúvidas referentes ao avanço da Ômicron, a nova variante da Covid-19 que tem deixado em alerta as autoridades de saúde.

Nesta terça, a Anvisa confirmou os dois primeiros casos importados desta variante no Brasil. O casal veio da África do Sul e desembarcou no país no dia 23 de novembro. Ambos não eram vacinados. A reunião será transmitida ao vivo pela TV Assembleia e pelas redes sociais da Casa a partir das 9h30.

“Acompanhamos com a apreensão a chegada desta nova variante. Por isso, convidamos a OMS para participar dos nossos debates, trazendo informações reais do que está acontecendo no mundo. Isso mostra o prestígio deste colegiado e a importância do papel que cumprimos auxiliando o Estado na resposta a esta pandemia”, disse Michele Caputo.

Proliferação de variantes – 
O chamado “apartheid da vacina”, que se evidenciou com a baixa oferta de doses para os países africanos em detrimento a “sobra” de vacinas em países mais ricos, também será discutido na reunião. Este tem sido um dos motivos apontados por pesquisadores para o aparecimento de novas variantes do coronavírus.

Segundo o deputado, não há condições para esperar que os governos dos países africanos, na sua maioria, comprem vacinas pagando em dólar ou em euro. “Enquanto tivermos essa realidade no continente africano, o mundo continuará a proliferação também de variantes da covid-19”.

Várias cidades brasileiras já anunciaram o cancelamento das festas de final de ano e do carnaval de 2022 por precaução da circulação do vírus nas aglomerações nas datas comemorativas. Entre as cidades estão os principais destinos turísticos do país e do Paraná: Foz do Iguaçu, Antonina, Paranaguá, Salvador, Recife e Olinda. O Rio de Janeiro também não descarta o cancelamento do réveillon e do carnaval.

Recrudescimento – A curitibana Mariângela Galvão é vice-diretora das áreas de medicamentos e vacinas da Organização Mundial da Saúde e já participou, por duas ocasiões, da reunião da frente parlamentar. “Essa variante surgiu na África do Sul e nós precisamos entender todo esse processo. Há um recrudescimento (de casos de covid em vários países da Europa. Não é verdade que a situação, do ponto de vista mundial, está sobre controle”, disse Michele Caputo.

O aumento de casos da doença na Europa, segundo Michele Caputo, se estende ainda a  vários estados americanos e há também medidas mais restritivas sendo implantadas em países como a Inglaterra, Áustria e França. “Nós precisamos ter essas informações atualizadas de quem tem condição de nos dar todo esse panorama. É o que se espera da Organização Mundial da Saúde”.