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Pesquisas indicam continuísmo em Estados

Pesquisas indicam continuísmo em Estados

FERNANDO RODRIGUES 

da Folha de S.Paulo, em Brasília

Pesquisas nos 26 Estados e no Distrito Federal (21 delas realizadas já depois do horário eleitoral no rádio e na TV) mostram um quadro de grande estabilidade nas disputas pelos governos locais na comparação com o período inicial do processo, há dois meses: em 19 casos há possibilidade de solução já no dia 1º de outubro.

Também chama a atenção que há igual número de favoritos (19) que representam os grupos já instalados no poder no momento.

Se as pesquisas forem confirmadas pelas urnas, a eleição terá uma forte marca de continuísmo das forças políticas –como nunca ocorreu desde a adoção do sistema que permite a reeleição, em 1998.

Naquele ano havia 21 governadores disputando a reeleição no cargo. Apenas 14 se reelegeram. Em 2002, como muitos já eram reeleitos (a Constituição permite apenas uma reeleição seguida da eleição), foram só 14 os que tentaram mais um mandato. Apenas 9 se reelegeram.

Também vale destacar que, em 1998, a eleição só foi decidida no primeiro turno em 14 unidades da Federação. Em 2002, apenas em 12.

O quadro de pesquisas da segunda quinzena de agosto –a ampla maioria realizada pelo Ibope– mostra que o horário eleitoral de rádio e de TV fez pouca diferença. Uma exceção de virada de tendência foi o Ceará, com Cid Gomes (PSB) passando à frente, com larga vantagem, de Lúcio Alcântara (PSDB), o atual governador que disputa a reeleição.

A seguir, um resumo de como estão os principais partidos nos Estados:

PT – a rigor, só é favorito em Sergipe (1,03% dos eleitores do país), onde pesquisa do Ibope mostra que Marcelo Déda (petista e ex-prefeito de Aracaju) tem chance de levar no 1º turno contra o atual governador, João Alves, do PFL.

No Acre (0,33% dos eleitores brasileiros), onde o clã petista dos Vianas (Jorge, o atual governador, e Tião, o senador) comanda o Estado há oito anos, o candidato petista, Binho Marques, tem 42% e pode ter de enfrentar segundo turno. Márcio Bittar (PPS) está com 35%, segundo o Ibope.

No Piauí (1,7% do eleitorado brasileiro), o atual governador é o petista Wellington Dias, que aparece com 46% das intenções de voto, segundo o Ibope. No seu encalço estão Mão Santa (PMDB), com 33%, e Firmino Filho (PSDB), com 11%. A margem de erro é de três pontos percentuais.

PMDB – tem chances em nove Estados e é a sigla mais bem posicionada nas disputas estaduais. Ao todo, nessas localidades, pode governar 33% dos eleitores brasileiros –incluída a região Sul inteira.

Essa hegemonia deve ser relativizada, entretanto, pois cada Estado tem um cacique do PMDB que pensa apenas no seu próprio projeto de poder. No Rio, Sérgio Cabral pode vencer, mas é ligado ao grupo do ex-governador Anthony Garotinho, que não se dá com a direção nacional peemedebista. Outro exemplo é o do Paraná, onde o candidato favorito Roberto Requião é considerado auto-suficiente dentro da sigla e pouco disposto a atender o comando central.

PSDB – tem chances reais em seis Estados, incluindo os cobiçados dois maiores eleitorados do país: São Paulo (22,3% do eleitorado nacional) e Minas Gerais (10,9%).

Outros Estados onde o PSDB aparece bem posicionado são Pará (com a possível volta de Almir Gabriel, que lidera as pesquisas), Paraíba (com a eventual reeleição de Cássio Cunha Lima), Roraima (com Ottomar Pinto) e Tocantins (Siqueira Campos).

PFL – sigla historicamente periférica, nesta eleição aparece bem posicionada na disputa pelos governos do Distrito Federal, da Bahia, do Maranhão e de Pernambuco.

A jóia da coroa do PFL continua sendo a Bahia, onde o atual governador, Paulo Souto, aparece com chance de vencer no primeiro turno. O eleitorado baiano equivale a 7,2% do total do país e é o quarto maior.

Há um pefelista também competitivo em Pernambuco (Mendonça Filho, ex-deputado federal e autor, em 1995, da emenda constitucional que instituiu a reeleição no Brasil). Mendoncinha, como é conhecido, tem 34% das intenções de voto. O segundo colocado, o petista Humberto Costa, aparece com 22%. O terceiro é Eduardo Campos (PSB), com 19%. A pesquisa é do Ibope, realizada na metade de agosto e com margem de erro de dois pontos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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