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Pesquisa aponta que cresceu 43% em 12 anos o uso abusivo de álcool entre as mulheres

27 de julho de 2019
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O uso abusivo de álcool vem crescendo fortemente entre as mulheres. É o que aponta a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônica por Inquérito Telefônico (Vigitel) 2018, divulgada nesta quinta-feira (25/7) pelo Ministério da Saúde. Em 2006, 7,7% delas diziam fazer uso frequente de bebias alcoólicas, número que subiu para 11% em 2018, crescimento de quase 43%. Apesar de o aumento maior ter sido registrado entre as mulheres, o comportamento ainda é mais comum entre os homens. Em 2018, 26% deles disseram que fizeram uso abusivo de bebidas, contra 24,8% em 2006. Informação do Correio Braziliense.

O levantamento do ministério identificou ainda que, entre os homens, o uso abusivo está concentrado na faixa etária de 25 a 34 anos, onde mais de um terço (34,2%) afirmaram consumir bebidas em excesso. Já entre as mulheres, a maior incidência (18%) está entre as mais jovens, entre 18 e 24 anos. As capitais com maior número de consumo excessivo são Salvador, Belo Horizonte e Vitória.

Segundo a pasta, é considerado uso abusivo de álcool a ingestão de quatro ou mais doses entre as mulheres e cinco ou mais doses entre os homens, em uma mesma ocasião, nos últimos 30 dias. De acordo com a OMS, não existe volume seguro para consumo de álcool, pois a substância é tóxica para o organismo, podendo provocar doenças mentais, cânceres e problemas hepáticos.

Para o secretário nacional de Vigilância em Saúde, Wanderson Kleber de Oliveira, entre as razões do aumento da ingestão de álcool entre mulheres, está a maior inserção delas no mercado de trabalho. “As mulheres estão trabalhando mais, tendo uma vida social mais ativa. A melhor estratégia para combater esses números é a informação sobre os malefícios do álcool. Explicar melhor, para ter um consumo regular e social mais sustentável. Não é aceitável um aumento tão expressivo. Precisamos intensificar as campanhas informativas, principalmente para esse grupo”, ressaltou.

O endocrinologista Bruno Caldas aponta ainda a maior autonomia da mulher na sociedade. “Há maior liberdade de inserção, igualdade e busca de direitos trabalhistas e financeiros e de entretenimento igual ao dos homens”, disse. O Ministério da Saúde apontou também que 1,45% dos óbitos corridos entre 2000 e 2017 foram atribuídos à ingestão abusiva de bebidas. Os homens morrem nove vezes mais do que as mulheres por este motivo.

A Vigitel é feita anualmente pelo Ministério da Saúde por meio de entrevistas telefônicas. Em 2018, foram 52.395 consultas, entre fevereiro e dezembro, com pessoas com mais de 18 anos, nas capitais doe estados e no Distrito Federal. O levantamento aponta ainda que mais da metade  — 55,7% — dos brasileiros têm excesso de peso, um aumento de 30,8% em comparação aos 42,6% verificados em 2006.

O excesso de peso ocorre quando o índice de massa corporal (IMC), determinado pela relação entre peso e altura, fica entre 25 e 30.  As maiores frequências de excesso de peso foram observadas em Cuiabá, Manaus e Rio Branco. As menores, em Teresina e São Luís.

Já o índice de obesidade (IMC superior a 30) entre adultos foi o maior nos últimos 13 anos. O número de pessoas nessa condição aumentou 67,8%, passando de 11, 8%, em 2006, para 19,8% no ano passado. Segundo a pasta, apesar de o excesso de peso ser mais comum entre os homens, em 2018, as mulheres apresentaram índice de obesidade (20,7%) maior que o dos homens (18,7%).

Apesar da alta da obesidade e do excesso de peso, o consumo regular de frutas e hortaliças cresceu 15,5% entre 2008 e 2018, passando de 20% para 23,1% da população. A prática de atividade física também subiu: 25,7%. Já o consumo de refrigerantes e bebidas açucaradas caiu 53,4% de 2007 a 2018.

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