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Parque Nacional do Iguaçu completa 81 anos com ações no turismo e meio ambiente

10 de janeiro de 2020
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Maior remanescente de Floresta Atlântica na região Sul do Brasil, o Parque Nacional do Iguaçu (PNI) completou nesta sexta-feira (10) 81 anos de criação. A unidade abrange uma área de 185 mil hectares que inclui as Cataratas do Iguaçu, uma das maiores quedas d’água do mundo e o maior atrativo turístico da região.

O parque também é a primeira unidade de conservação do País instituída como Sítio do Patrimônio Mundial Natural pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A gestão é do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), vinculado ao Ministério do Meio Ambiente.

A festa ocorreu no auditório do Centro de Visitantes, com a presença do chefe do PNI, Ivan Baptiston, do chefe do Parque Nacional Iguazú, na Argentina, Sergio Acosta, e do diretor-geral brasileiro de Itaipu, general Joaquim Silva e Luna, entre outras autoridades. O diretor de Coordenação da Itaipu, general Luiz Felipe Carbonell, e o vice-prefeito de Foz do Iguaçu, Nilton Bobato, também participaram da cerimônia.

Baptiston destacou que o parque conserva uma rica biodiversidade, um dos raros fragmentos de floresta do País em que ainda é possível encontrar vida selvagem. Ele citou espécies ameadas de extinção que vivem no local, como a onça-pintada (Panthera onca) e o jacaré-de-papo-amarelo (Caiman latirostris).

O diretor do PNI também mencionou as parcerias com outras instituições, como a Itaipu Binacional, que coordena ações de preservação no entorno do reservatório. “Logo teremos hapias voando aqui”, afirmou, referindo-se ao programa de reprodução em cativeiro da espécie (Harpia harpyja) desenvolvido pela binacional.

Joaquim Silva e Luna salientou a integração de ambas as instituições, Itaipu e PNI, em projetos de preservação da biodiversidade regional. Lembrou ainda que a usina mantém mais de cem mil hectares de áreas protegidas no entorno do reservatório.

Em 2018, a margem brasileira do reservatório foi reconhecida pela Unesco como “Reserva da Biosfera”. A margem paraguaia já detinha este título desde 2017. “Participamos dessa história. Desde a época da construção da própria usina, houve uma preocupação muito grande com a preservação dos animais e de toda a natureza.”

De acordo com o diretor, os cuidados com o meio ambiente são essenciais para garantir a qualidade da água do reservatório, atendendo, assim, à principal missão da empresa, que é gerar energia a partir de uma fonte limpa e renovável.

Silva e Luna também destacou a importância do turismo para a economia da região, tendo à frente o Parque Nacional do Iguaçu, que recebeu mais de dois milhões de visitantes em 2019, e a própria Itaipu Binacional, com mais de um milhão de visitantes.

Também em 2019, a usina iniciou uma série de obras de infraestrutura que beneficiam o setor, como a ampliação da pista do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu e a duplicação de sua principal via de acesso. Em 2020, começa um amplo processo de revitalização de todos os atrativos turísticos da empresa.

“Nossa ideia é que as pessoas que venham nos visitar saiam daqui com vontade de ficar. Que tragam pelo menos mais três visitantes, indicando o que viram: a beleza produzida pelo homem, por meio da nossa Itaipu, e a beleza produzida pela natureza, que são as Cataratas”, completou.

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