por 15:21 Política

Os partidos marcados para morrer (ou se fundir)

Partidos que não conseguiram grandes resultados nas eleições deste ano terão que se movimentar para não caírem na chamada cláusula de barreira e perderem acesso aos recursos do fundo partidário e às propagandas em rádio e televisão.

Entre os que estão ameaçados, destaque para o PSOL, de Guilherme Boulos, a Rede, de Marina Silva, e o PCdoB, de Manuela D’Ávila. As três legendas têm posições ideológicas relevantes, mas podem ver seus projetos morrendo se não encontrarem uma forma de ganhar representatividade.

Uma das estratégias possíveis seria a fusão com algum partido maior para evitar que a legenda fique pelo meio do caminho, mas a pulverização observada nas eleições pode dificultar essas alianças. Como a coluna mostrou, partidos que conseguiram se unir ganharam força no segundo turno, mas as legendas que se mantiveram sem posição definida perderam visibilidade.

Segundo determina a cláusula de barreira, a partir de 2022, só terão direito ao fundo partidário e às propagandas os partidos que obtiverem, nas eleições para a Câmara dos Deputados, no mínimo, 2% dos votos válidos, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação, com um mínimo de 1% dos votos válidos em cada uma delas; ou que elegeram pelo menos onze deputados federais distribuídos em pelo menos um terço das unidades da federação.

Fazendo a análise do percentual de votos recebidos para o cargo de vereador em todo o país nas eleições municipais, que não são levadas em conta, o PCdoB conseguiu 1,7% dos votos, o PSOL alcançou 1,6% e a Rede teve apenas 0,7%. O partido com maior percentual no gráfico, elaborado pelo cientista político Jairo Nicolau, é o MDB, com 8,4% dos votos. PCdoB e Rede já tinham sido afetados em 2018.

 

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