por 10:09 Meio Ambiente

Organizações do Brasil e da Argentina condenam a abertura de estradas em parques nacionais

Mais de 400 organizações da sociedade civil e personalidades enviaram aos deputados federais nesta segunda-feira nota de repúdio a projeto de lei que libera abertura de estradas em parques nacionais e outras unidades de conservação da natureza. De acordo com a proposta (PL984/2019), o primeiro a ser atingido seria o Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná, o segundo mais visitado do Brasil (atrás do Parque Nacional da Tijuca, onde está o Cristo Redentor).

O autor do projeto, deputado Vermelho (PSD-PR), pretende dividir a unidade de conservação em duas, passando uma estrada no meio e liberando o tráfego inclusive para veículos pesados, como caminhões, sem qualquer restrição. Como altera a lei que rege as unidades de conservação no país, permitindo a abertura de estradas em todas elas, o projeto representa um retrocesso histórico na gestão das unidades de conservação no Brasil.

Vermelho, deputado e empresário da base de apoio de Bolsonaro, se refere erroneamente à abertura de rodovias nos parques como “criação de estradas-parque”. Trata-se de fake news para passar boiada em comboio de treminhão. Estradas-parque são criados onde já há uma rodovia, com o objetivo de preservar a beleza cênica e patrimônios culturais ou históricos às suas margens. Uma estrada-parque não se destina a preservar espécies ameaçadas de extinção, como é o caso do Parque Nacional do Iguaçu, que abriga uma crescente população de onças-pintadas. Os parques nacionais estão entre as unidades de conservação de proteção integral justamente para proteger a natureza de caçadores, incêndios, desmatadores, atropelamentos e, obviamente, estradas. Rodovias e conservação da natureza são conceitos antagônicos.

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