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Roman repudia impunidade e defende prisão em 2ª instância

13 de abril de 2018
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Roman repudia impunidade e defende prisão em 2ª instância


O deputado Evandro Roman (PSD) usou a tribuna do Congresso Nacional nesta quinta-feira (12) para manifestar-se a respeito da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e posicionar-se favorável às prisões em segunda instância, como é o caso da que culminou com o encarceramento do ex-presidente.

Para Roman, a prisão de Lula não pode ser vista com espanto nem como novidade, já que outros ex-presidentes da América Latina acabaram presos, todos condenados por envolvimento em casos de corrupção ligados à empreiteira brasileira Odebrecht. Roman citou, entre outras prisões, as dos ex-presidentes Rafael Correa, do Equador; Ricardo Martinelli (hoje detido nos EUA) do Panamá; os ex-presidentes peruanos Ollanta Humala e Alejandro Toledo e Mauricio Funes, de El Salvador.

“Trago uma relação de ex-presidentes da América Latina, todos condenados e presos em seus países. A prisão de Lula é mais uma de um processo na luta mundial contra a corrupção. Mas aqui no Brasil, parte dos brasileiros tratam condenados pela justiça, pelos mesmos crimes que já citei, como presos políticos. Essa é uma indignação dos meus eleitores no Estado do Paraná que entendem que corruptos de qualquer partido estejam na cadeia. Condenados pela justiça precisam ser punidos de forma exemplar para impedir, inclusive, que outros venham a fazer isso”, completou o parlamentar.

Sobre a prisão em segunda instância Roman disse que os brasileiros com espírito de patriotismo e sem maniqueísmo, querem que seja mantida essa circunstância, caso contrário “centenas de condenados na lava jato, estupradores, sequestradores e milhares de condenados Brasil serão postos em liberdade”. Citando recente pronunciamento do general Eduardo Vilas Bôas, comandante do Exército brasileiro, Roman defendeu maior serenidade nos ânimos. “Ao dizer que está preocupado e atento à situação, o general não buscou polemizar. Tal medida não fere a democracia, como muitos defendem. O Exército, apenas assegura, ecoa e compartilha a opinião dos cidadãos de bem deste país, além de carregar a missão de cooperar com o desenvolvimento nacional”, disse Roman.

No discurso, que durou pouco menos de dez minutos, o deputado paranaense também parabenizou a Procuradora Geral da República, Raquel Dodge e as Ministras do STF, Rosa Weber e a presidente Carmem Lucia a quem chamou de “mulheres firmes e presentes, mulheres de fibra que fizeram a diferença”.

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