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O último cartucho

De Fábio Campana,no Estadinho

Não há engov habilitado a desopilar o fígado de certas elites perfumadas que não suportam ver Roberto Requião no poder.

A laia de centro-direita estaciona diante das pesquisas e treme de pavor e ódio. Requião lá na frente, com 56% dos votos válidos, em condições de levar a eleição ainda no primeiro turno.

Atrás, muito atrás, com quase metade dos índices de Requião, vem Osmar Dias, com 30%. E os pequenos que pensam grande se perdem na poeira e aparecem nos gráficos do Ibope e do Datafolha do tamanho que realmente são.

Agora, a caterva procura um acidente de percurso para tirar Requião das alturas e provocar o segundo turno. Dedução simples: será necessário um fato novo, forte, impactante, para mudar o curso da história.

As oposições não desistem. Agarram-se à prisão de um araponga do reino, o Délcio Razera, policial lotado na Casa Civil. Tentam estabelecer vínculos diretos entre Razera e o governador. Pedem CPI na Assembléia. É o último cartucho da moçada, que vê o tempo se esvair sem que as artimanhas da marquetagem de oposição consigam deter Requião.

Há chances de virar o jogo? Qualquer cidadão de bom senso e que tenha dois neurônios funcionando, que observe o quadro sem paixão, dirá que é difícil, muito difícil.

O que a população percebe é que os párias nativos, sonhadores de coronéis e príncipes, de patrões que mandem de chicote na mão e sorriso nos lábios, não desejam uma prorrogação de quatro anos para Requião no papel de governador.

Essa gente preferiria alguém de sua matula. Alguém de terno e melenas engomadas. E de frases bem postas sobre as vantagens da privatização de tudo, inclusive do porto de Paranaguá e do Palácio Iguaçu, se isso for possível e der lucro.

Marmelada na hora da morte, mata, diziam os antigos. Mas este tipo de sabedoria não é comum entre os desafetos com o fígado estragado que hoje comandam a campanha contra Requião.

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