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O pára-quedas de Osmar

Fábio Campana , no Estadinho

Osmar Dias (PDT) oscila na linha dos 25 pontos há quase um mês. Não vai, não vem e a preocupação de seus marqueteiros passou a ser a de que ele despenque. Preocupação que corre no fio da lógica. Se Roberto Requião (PMDB) continua a crescer, logo passará a tirar nacos dos índices de Osmar Dias. Há, entre os intelectuais pedetistas, quem pense num pára-quedas para evitar que a descida seja rápida demais.

Por que o homem do PDT não sobe? Esta é a pergunta que os estrategistas da campanha fazem incessantemente aos seus exauridos botões. Não há resposta. Ou, melhor, há várias respostas e nenhuma conclusão. O que se viu depois de semanas de exposição no rádio e na tevê é que a influência dos programas eleitorais é minúscula.

Os desconhecidos permanecem desconhecidos, os candidatos de meia-água não saíram do lugar e Osmar Dias parece ter atingido o seu teto. Para desvario de alguns, só Requião continua a subir e tem grande possibilidade de vencer no primeiro turno.

A esta altura do campeonato, a situação torna-se terrível para Osmar Dias, Rubens Bueno (PPS) e Flávio Arns (PT). Todos sabem que as pesquisas adversas conduzem aliados à deserção, isto quando eles não pulam a cerca. Diga-se, alguns estão rondando o Canguiri para ver se pegam uma carona na tropilha de Requião.

Surpresa? Só os tolos e os ingênuos acreditariam que em nossa cultura política não existem trânsfugas que mudam de lado logo que percebem que o adversário está vencendo a parada. Entre empresários de corte pragmático, então, esta é uma praga pior que “maria-sem-vergonha”.

Nos arraiais de tucanos e desafetos de Requião que apostaram em Osmar Dias, o clima é de velório. O Ibope e o Datafolha estragaram o sonho de levar a eleição para o segundo turno.

Essa confraria de variada composição, que reúne políticos de centro-direita, concessionários públicos decepcionados e empresários que perderam o bonde da privatização, curte o travo amargo das pesquisas eleitorais. Sem outra alternativa que transferir para daqui a quatro anos a nova tentativa de apear o governador. Para essa gente não há engov habilitado a desopilar o fígado.

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