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“O acordo de leniência além de suprimir obras, garante a impunidade para a CCR Rodonorte”, diz deputado Romanelli

8 de maio de 2019
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Em entrevista à Rádio T e ao Blog da Mareli Martins nesta quarta-feira (8), o deputado e primeiro-secretário da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Luiz Claudio Romanelli (PSB), disse que o acordo de leniência firmado entre a CCR Rodonorte e o Ministério Público Federal (MPF) é ” injusto para a população e beneficia a concessionária”.

Segundo o deputado, além do acordo ter saído barato aos pedageiros, a principal consequência aos paranaenses são as obras que não serão realizadas. “No acordo, a Rodonorte tem que indenizar os usuários em R$ 750 milhões, mas o cálculo da corrupção passa de R$ 2 bilhões de prejuízo, ou seja, ficou barato para a concessionária. E o pior de tudo são as obras que não serão realizadas. Esse acordo não é justo para o Paraná”, afirmou o deputado.

Algumas obras que já deveriam ter sido concluídas pela CCR Rodonorte são se referem a trechos da região dos Campos Gerais. “A BR 376 , no trecho da chamada Rodovia do Café, une toda a região Norte e Noroeste do estado e com esse acordo não será duplicada em sua totalidade. E se nós não cobrarmos esse trecho nunca será duplicado, além de outros trechos, com a ligação entre Piraí do Sul e Jaguariaíva”, destacou.

Conforme as informações de Romanelli, o Governo do Estado, que é o poder concedente, não foi ouvido na elaboração do acordo de leniência. “O Estado não participou , o Departamento de Estradas e Rodagens não sabe quais obras foram excluídas e no acordo e o acordo não coloca essas informações. A verdade é que esse acordo é pra que tudo fique como está e que as concessionárias possam novamente participar de licitações do estado. Na minha opinião esse acordo de leniência garante a concessionária que o crime compensa”, declarou o deputado.

Deputados querem ouvir Rodonorte e Ministério Público Federal

Romanelli informou que está trabalhando para que ocorra uma audiência pública na Alep para discutir o tema.  “Nós queremos ouvir a Rodonorte, o DER, a Agepar e todos os poderes fiscalizadores do Estado, juntamente com o Ministério Público, para discutir esse acordo de leniência, visto que o poder concedente que é o Estado, não foi ouvido”.

Além da Rodonorte, a Viapar também fechou acordo de leniência. A tendência é que as outras empresas também façam o mesmo. Vale dizer que todas as empresas que possuem concessão de pedágio no Paraná estão envolvidas em corrupção: Viapar, Rodonorte, Econorte e as empresas do Grupo CR Almeida, Ecocataras, Caminhos do Mar e Ecovia.

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