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“Nunca se leu tanto jornal”, diz Nizan Guanaes

 

Em entrevista ao jornal O Globo, o publicitário Nizan Guanaes, afirmou que “nunca se leu tanto jornal” no mundo. “Nunca se leu tanto jornal e vem sempre o subtítulo que diz: antes eu lia jornal todo dia e agora leio jornal o dia todo”, disse Guanaes ao repórter Renato D’ercole. As informações são da ADI/Curitiba.

“Esse hábito de consumo é um padrão comum. O jornal continua tendo um peso enorme no papel, hoje está no computador, tablete, smartphone e o impacto é brutal, e ele está inclusive, agora, nos relógios. O hábito de consumo está em transformação. As pessoas antes liam o jornal em casa, hoje leem no elevador, no metrô, em qualquer lugar. Há salto brutal no consumo de notícias e no hábito de se ler jornal”, completa.

O jornal tem muito futuro, segundo Nizan Guanaes, e está enfrentando o mesmo desafio das músicas, dos livros. “Como os jornais vão cobrar todo este consumo, este é um desafio. O desafio de negócio é um desafio corrente gerado pela informática. Mas acho que justamente quem cria as soluções são os problemas, foi a distância que inventou a roda e foi frio que inventou o fogo. Eu acredito piamente que os jornais, inclusive os de papel, sairão vitoriosos”, disse.

Credibilidade – Nizan Guanaes destacou ainda a importância dos jornais na credibilidade das notícias veiculadas e o movimento dos grandes players da economia na aquisição ou participação de grandes impressos no mundo. “Toda vez que acontece um fato contundente na sociedade, só vira fato quando é chancelado por um grande órgão de peso, e tem um peso enorme. O valor da opinião tem um peso muito grande.”.

“Você acaba de ver agora o quanto foi vendido o Financial Times. Você vê o Warren Buffet comprando jornais regionais, Jeff Bezos comprando Washington Post, Carlos Slim com participação no New York Times. Agora ao preço de 460 milhões de euros ou dólares foi vendido uma participação no The Economist porque é uma revista que tem um peso contundente no mundo inteiro”, adianta o publicitário.

“Nós não estamos apenas falando que nunca se leu tanto jornal é o peso do jornal. O peso do jornal na comunidade, o peso do jornal dentro do universo na qual ele congrega é muito forte”, completa Nizan Guanaes.