NÚMERO DE MORTES NAS RODOVIAS DO PARANÁ SOBE 23%

Sete de Setembro
Número de mortes nas rodovias do Paraná sobe 23%

Mortes passaram de 21, em 2007, para 26 neste ano, que teve feriado prolongado só para o curitibano, por conta da comemoração do dia da padroeira da cidade

Célio Yano

Apesar de o feriado ter sido prolongado apenas para a população de Curitiba, onde na segunda-feira (8) foi comemorado o dia de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, padroeira da cidade, o número de mortes em acidentes de trânsito nas estradas paranaenses aumentou em 23% este ano em relação ao recesso de Sete de Setembro de 2007. De acordo com dados das polícias rodoviárias Federal e Estadual, foram 26 mortes contra 21 registradas em 2007.

Ao todo, foram 393 acidentes, contra 377 registrados no ano passado – alta de 4%. Mesmo com mais mortes, no geral, os acidentes foram menos violentos: o número de feridos caiu 45%, de 397 para 273. As operações Independência, da Polícia Rodoviária Estadual (PRE) e Sete de Setembro, da Polícia Rodoviária Federal, tiveram início na sexta-feira (5) e terminaram somente à meia-noite de segunda (8).

A Operação Independência começou às 18h de sexta-feira (5) nas estradas estaduais, onde foram registrados 237 acidentes, com 20 mortos e 187 feridos, até a meia-noite de segunda-feira (8). Em 2007, os números foram de 276 ocorrências, com 17 óbitos e 303 feridos, entre às 18h do dia 6 até a meia-noite do dia 9.

O tenente Sheldon Vortolin, da PRE, lembra que o dia 7 de setembro de 2007 caiu em uma sexta-feira, o que garantiu um recesso de três dias para todas as cidades do Paraná, enquanto, neste ano, somente os curitibanos tiveram o descanso em três dias. Ele explica que a maior parte dos acidentes ainda é motivado por desatenção ou imprudência dos motoristas. “Quando há mais de um veículo envolvido, pode ter certeza de que um dos dois fez algo de errado”, diz.

Domingo (7) foi o dia mais violento nas rodovias estaduais – 68 acidentes, com 72 feridos. “Foi o dia também em que houve a maior quantidade de veículos nas estradas”, afirma Vortolin. “O número de colisões foi proporcional à frota circulante”.

Já nas rodovias federais, a operação especial, organizada pela PRF, teve duração de quatro dias completos – entre as 0h de sexta-feira e a meia-noite de segunda. Nesse período, foram registrados 156 acidentes, entre os quais 57 tiveram vítimas, que somaram 86 feridos e seis óbitos. Quatro mortes aconteceram em um único acidente, que envolveu um caminhão e três veículos no km 494 da BR-277, em Guaraniaçu, no Oeste do Paraná.

Na Operação Sete de Setembro de 2007, a PRF havia contabilizado 101 acidentes (46 com vítimas), que registraram 94 feridos e quatro mortos; mas o inspetor Fabiano Moreno, chefe do Núcleo de Comunicação Social da PRF no Paraná, explica que, na ocasião, a operação durou apenas três dias. “O aumento no número de acidentes não significa muita coisa, já que a comparação é sobre realidades distintas”, afirma.

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Câmara aprova projeto que exige fisioterapeuta em CTI em tempo integral

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (4) o Projeto de Lei 1985/19, da deputada Margarete Coelho (PP-PI), que disciplina a permanência de fisioterapeutas em Centros de Terapia Intensiva (CTIs) adulto, pediátrico e neonatal. A matéria será enviada ao Senado.

Em seguida, a sessão da Câmara foi encerrada.

O texto foi aprovado na forma de um substitutivo da deputada Aline Sleutjes (PSL-PR), cujo relatório foi lido em Plenário pela deputada Maria Rosas (Republicanos-SP).

A única mudança no texto retira a quantidade mínima de profissionais, que era de um para cada dez leitos. Entretanto, continua a determinação de que a presença do fisioterapeuta deverá ser ininterrupta, nos turnos matutino, vespertino e noturno, perfazendo um total de 24 horas.

A disponibilidade em tempo integral para assistência aos pacientes internados nesses centros de terapia intensiva deverá ser durante o horário em que o fisioterapeuta estiver escalado para atuar nesses locais.

“Pelo grau de importância do fisioterapeuta para o restabelecimento das pessoas internadas, a presença constante desse profissional é essencial, pois ele reduz o número de dias de internação, ainda mais nessa época de Covid-19”, afirmou a autora da proposta.

Próximas votações
Os deputados voltam a se reunir em sessão deliberativa virtual na próxima terça-feira (9), às 13h55, com pauta a ser divulgada após reunião de líderes a ser realizada às 10h30 desta sexta-feira (5).

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Câmara dá prioridade para mãe chefe de família no auxílio emergencial

Texto vai agora para análise do Senado

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (2) projeto de lei que dá prioridade de recebimento do auxílio emergencial às mães chefes de família, quando o pai também informa ser o responsável pelos dependentes. A matéria segue para análise do Senado. As informações são da Agência Brasil.

Pelo texto aprovado, caso haja conflito entre as informações prestadas pela mãe e pelo pai, a preferência de recebimento das duas cotas de R$ 600 será da mãe, ainda que sua autodeclaração na plataforma digital tenha ocorrido depois daquela feita pelo pai.

“Apenas 3,6% das famílias brasileiras tinham uma configuração com homem sem cônjuge e com filho, segundo o IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística], e mais de 80% das crianças no Brasil têm como primeiro responsável uma mulher”, afirmou a relatora do projeto, deputada Professora Dorinha (DEM-TO).

O projeto determina que o homem com a guarda unilateral, ou que seja responsável, de fato, pela criação, poderá questionar as informações da mãe de seus filhos na mesma plataforma e receber uma das cotas de R$ 600 até que a situação seja esclarecida pelo órgão competente.

“O machismo que as mulheres já sofrem cotidianamente na nossa sociedade vemos novamente expresso quando maridos, que nunca se responsabilizaram pelo cuidado dos filhos, agora requerem o auxílio emergencial em nome da família. Trinta milhões de famílias brasileiras são chefiadas por mulheres e 56% são famílias pobres”, disse uma das autoras da proposta, a deputada Fernanda Melchiona (PSOL-RS). 

Após várias denúncias de mulheres que enfrentaram problemas para receber o benefício após uso indevido do CPF dos filhos pelos pais, o trecho que permitia o recebimento do valor em dobro foi vetado pelo presidente Jair Bolsonaro. No entanto, a proposta resgata a possibilidade de concessão do benefício aos pais, com a prioridade para a mãe chefe de família. 

“Muitas mulheres brasileiras de baixa renda enfrentam ainda a violência patrimonial perpetrada por homens sem escrúpulos que, indevidamente, utilizaram e utilizam os CPFs dos filhos menores, que são criados unicamente pelas mães, para acessarem o auxílio emergencial. Isso tem causado enormes prejuízos para essas batalhadoras, além de colocar em risco a sua segurança alimentar e a dos seus dependentes”, afirmou Professora Dorinha.

Duas cotas

O auxílio emergencial foi criado para amenizar os efeitos das medidas de distanciamento e isolamento social necessárias para o enfrentamento da rápida propagação da covid-19. A iniciativa destina o auxílio emergencial de R$ 1,2 mil para mães chefes de família pelo período de três meses.

O texto também determina que a Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência – Ligue 180 crie uma opção específica de atendimento para denúncias de violência e dano patrimonial para os casos em que a mulher tiver o auxílio emergencial subtraído, retido ou recebido indevidamente por outra pessoa.

No caso de pagamentos indevidos do benefício emergencial ou realizados em duplicidade por informações falsas, os responsáveis deverão ressarcir os valores recebidos indevidamente ao Poder Público.

*Texto alterado às 21h53 para corrigir os nomes das deputadas.