NA DESPEDIDA, O AGRADECIMENTO DE DELAZARI

O ex-secretário de Segurança Pública do Paraná, Luiz Fernando Delazari, mandou carta aberta à população agradecendo a oportunidade de conduzir uma das pastas mais complicadas da gestão pública do Estado. No registro Delazari comenta, entre outros, a opção de renunciar a carreira de promotor público para continuar o trabalho na Secretaria. Confiram:

Encerro um longo trabalho de sete anos à frente da Secretaria da Segurança Pública do Paraná com muito orgulho de ter recebido não só a oportunidade, mas a confiança do governador Roberto Requião.

 Quando decidi interromper a minha carreira no Ministério Público Estadual, o fiz pelo sonho de poder trabalhar ativamente na melhora da qualidade da segurança pública dos paranaenses. Não há dúvida do quanto evoluímos não só nas condições de trabalho, mas na maneira de se planejar a segurança com mais profissionalismo.

 Ao contrário do que muitos pensam e comentam, em nenhum momento troquei a carreira de promotor por qualquer promessa de cargo político. Acredito que um secretário de Segurança deve, antes de tudo, não ser pretendente a qualquer cargo eletivo. Uma área de tamanha importância não pode de maneira alguma estar sujeita a pressões ou a mercê de favores e interesses pessoais. Trabalhei para a segurança pública com a convicção de me doar profissional e emocionalmente a uma causa pública e isto é fato.

Leiam AQUI a íntegra da carta de Delazari

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Câmara aprova projeto que exige fisioterapeuta em CTI em tempo integral

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (4) o Projeto de Lei 1985/19, da deputada Margarete Coelho (PP-PI), que disciplina a permanência de fisioterapeutas em Centros de Terapia Intensiva (CTIs) adulto, pediátrico e neonatal. A matéria será enviada ao Senado.

Em seguida, a sessão da Câmara foi encerrada.

O texto foi aprovado na forma de um substitutivo da deputada Aline Sleutjes (PSL-PR), cujo relatório foi lido em Plenário pela deputada Maria Rosas (Republicanos-SP).

A única mudança no texto retira a quantidade mínima de profissionais, que era de um para cada dez leitos. Entretanto, continua a determinação de que a presença do fisioterapeuta deverá ser ininterrupta, nos turnos matutino, vespertino e noturno, perfazendo um total de 24 horas.

A disponibilidade em tempo integral para assistência aos pacientes internados nesses centros de terapia intensiva deverá ser durante o horário em que o fisioterapeuta estiver escalado para atuar nesses locais.

“Pelo grau de importância do fisioterapeuta para o restabelecimento das pessoas internadas, a presença constante desse profissional é essencial, pois ele reduz o número de dias de internação, ainda mais nessa época de Covid-19”, afirmou a autora da proposta.

Próximas votações
Os deputados voltam a se reunir em sessão deliberativa virtual na próxima terça-feira (9), às 13h55, com pauta a ser divulgada após reunião de líderes a ser realizada às 10h30 desta sexta-feira (5).

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Câmara dá prioridade para mãe chefe de família no auxílio emergencial

Texto vai agora para análise do Senado

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (2) projeto de lei que dá prioridade de recebimento do auxílio emergencial às mães chefes de família, quando o pai também informa ser o responsável pelos dependentes. A matéria segue para análise do Senado. As informações são da Agência Brasil.

Pelo texto aprovado, caso haja conflito entre as informações prestadas pela mãe e pelo pai, a preferência de recebimento das duas cotas de R$ 600 será da mãe, ainda que sua autodeclaração na plataforma digital tenha ocorrido depois daquela feita pelo pai.

“Apenas 3,6% das famílias brasileiras tinham uma configuração com homem sem cônjuge e com filho, segundo o IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística], e mais de 80% das crianças no Brasil têm como primeiro responsável uma mulher”, afirmou a relatora do projeto, deputada Professora Dorinha (DEM-TO).

O projeto determina que o homem com a guarda unilateral, ou que seja responsável, de fato, pela criação, poderá questionar as informações da mãe de seus filhos na mesma plataforma e receber uma das cotas de R$ 600 até que a situação seja esclarecida pelo órgão competente.

“O machismo que as mulheres já sofrem cotidianamente na nossa sociedade vemos novamente expresso quando maridos, que nunca se responsabilizaram pelo cuidado dos filhos, agora requerem o auxílio emergencial em nome da família. Trinta milhões de famílias brasileiras são chefiadas por mulheres e 56% são famílias pobres”, disse uma das autoras da proposta, a deputada Fernanda Melchiona (PSOL-RS). 

Após várias denúncias de mulheres que enfrentaram problemas para receber o benefício após uso indevido do CPF dos filhos pelos pais, o trecho que permitia o recebimento do valor em dobro foi vetado pelo presidente Jair Bolsonaro. No entanto, a proposta resgata a possibilidade de concessão do benefício aos pais, com a prioridade para a mãe chefe de família. 

“Muitas mulheres brasileiras de baixa renda enfrentam ainda a violência patrimonial perpetrada por homens sem escrúpulos que, indevidamente, utilizaram e utilizam os CPFs dos filhos menores, que são criados unicamente pelas mães, para acessarem o auxílio emergencial. Isso tem causado enormes prejuízos para essas batalhadoras, além de colocar em risco a sua segurança alimentar e a dos seus dependentes”, afirmou Professora Dorinha.

Duas cotas

O auxílio emergencial foi criado para amenizar os efeitos das medidas de distanciamento e isolamento social necessárias para o enfrentamento da rápida propagação da covid-19. A iniciativa destina o auxílio emergencial de R$ 1,2 mil para mães chefes de família pelo período de três meses.

O texto também determina que a Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência – Ligue 180 crie uma opção específica de atendimento para denúncias de violência e dano patrimonial para os casos em que a mulher tiver o auxílio emergencial subtraído, retido ou recebido indevidamente por outra pessoa.

No caso de pagamentos indevidos do benefício emergencial ou realizados em duplicidade por informações falsas, os responsáveis deverão ressarcir os valores recebidos indevidamente ao Poder Público.

*Texto alterado às 21h53 para corrigir os nomes das deputadas. 

NA DESPEDIDA, O AGRADECIMENTO DE DELAZARI

NA DESPEDIDA, O AGRADECIMENTO DE DELAZARI

O ex-secretário de Segurança Pública do Paraná, Luiz Fernando Delazari, mandou carta aberta à população agradecendo a oportunidade de conduzir uma das pastas mais complicadas da gestão pública do Estado. No registro Delazari comenta, entre outros, a opção de renunciar a carreira de promotor público para continuar o trabalho na Secretaria. Confiram:

“Carta de agradecimento”:

Encerro um longo trabalho de sete anos à frente da Secretaria da Segurança Pública do Paraná com muito orgulho de ter recebido não só a oportunidade, mas a confiança do governador Roberto Requião.

 Quando decidi interromper a minha carreira no Ministério Público Estadual, o fiz pelo sonho de poder trabalhar ativamente na melhora da qualidade da segurança pública dos paranaenses. Não há dúvida do quanto evoluímos não só nas condições de trabalho, mas na maneira de se planejar a segurança com mais profissionalismo.

 Ao contrário do que muitos pensam e comentam, em nenhum momento troquei a carreira de promotor por qualquer promessa de cargo político. Acredito que um secretário de Segurança deve, antes de tudo, não ser pretendente a qualquer cargo eletivo. Uma área de tamanha importância não pode de maneira alguma estar sujeita a pressões ou a mercê de favores e interesses pessoais. Trabalhei para a segurança pública com a convicção de me doar profissional e emocionalmente a uma causa pública e isto é fato.

Quero agradecer a todos os funcionários da Secretaria da Segurança, policiais civis e militares e bombeiros, a toda Polícia Científica e técnicos, que acreditam no nosso projeto, agradecer a organizações da sociedade civil, aos meus colegas do Ministério Público, Poder Judiciário e Polícia Federal que sempre nos ajudaram a combater o crime com todas as forças.

 Sinto-me honrado por ter participado de um governo com compromissos tão fortes com a questão social, com o desenvolvimento econômico do Paraná e com a transformação da vida dos mais pobres, o governo da Luz Fraterna, da recuperação das estradas, da Tarifa Social, do Leite das Crianças, do Trator Solidário, do maior salário mínimo regional do Brasil, do emprego e da isenção de impostos e da solidariedade. Sinto-me honrado por ter estado à frente de uma Secretaria que não fechou os olhos para a corrupção e que lutou incansavelmente contra a criminalidade.

 A história recente permitirá à sociedade reconhecer o divisor de águas na segurança pública do Estado. Nunca se investiu tanto na polícia do Paraná como na gestão de Roberto Requião. Como todos sabem, estar à frente da segurança pública significa travar uma batalha por dia, conviver com adversidades a cada momento e, principalmente, exigir o melhor de tudo e de todos a cada minuto. Sinto-me com o dever cumprido e ainda mais preparado para servir a população paranaense.

 Ao meu sucessor, coronel Aramis Serpa, que trabalhou comigo nos últimos cinco anos na coordenação do Projeto POVO – um dos nossos mais importantes projetos – todo o sucesso que merece.

 A todos, o meu muito obrigado e até breve.

Luiz Fernando Delazari

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Câmara aprova projeto que exige fisioterapeuta em CTI em tempo integral

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (4) o Projeto de Lei 1985/19, da deputada Margarete Coelho (PP-PI), que disciplina a permanência de fisioterapeutas em Centros de Terapia Intensiva (CTIs) adulto, pediátrico e neonatal. A matéria será enviada ao Senado.

Em seguida, a sessão da Câmara foi encerrada.

O texto foi aprovado na forma de um substitutivo da deputada Aline Sleutjes (PSL-PR), cujo relatório foi lido em Plenário pela deputada Maria Rosas (Republicanos-SP).

A única mudança no texto retira a quantidade mínima de profissionais, que era de um para cada dez leitos. Entretanto, continua a determinação de que a presença do fisioterapeuta deverá ser ininterrupta, nos turnos matutino, vespertino e noturno, perfazendo um total de 24 horas.

A disponibilidade em tempo integral para assistência aos pacientes internados nesses centros de terapia intensiva deverá ser durante o horário em que o fisioterapeuta estiver escalado para atuar nesses locais.

“Pelo grau de importância do fisioterapeuta para o restabelecimento das pessoas internadas, a presença constante desse profissional é essencial, pois ele reduz o número de dias de internação, ainda mais nessa época de Covid-19”, afirmou a autora da proposta.

Próximas votações
Os deputados voltam a se reunir em sessão deliberativa virtual na próxima terça-feira (9), às 13h55, com pauta a ser divulgada após reunião de líderes a ser realizada às 10h30 desta sexta-feira (5).

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Câmara dá prioridade para mãe chefe de família no auxílio emergencial

Texto vai agora para análise do Senado

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (2) projeto de lei que dá prioridade de recebimento do auxílio emergencial às mães chefes de família, quando o pai também informa ser o responsável pelos dependentes. A matéria segue para análise do Senado. As informações são da Agência Brasil.

Pelo texto aprovado, caso haja conflito entre as informações prestadas pela mãe e pelo pai, a preferência de recebimento das duas cotas de R$ 600 será da mãe, ainda que sua autodeclaração na plataforma digital tenha ocorrido depois daquela feita pelo pai.

“Apenas 3,6% das famílias brasileiras tinham uma configuração com homem sem cônjuge e com filho, segundo o IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística], e mais de 80% das crianças no Brasil têm como primeiro responsável uma mulher”, afirmou a relatora do projeto, deputada Professora Dorinha (DEM-TO).

O projeto determina que o homem com a guarda unilateral, ou que seja responsável, de fato, pela criação, poderá questionar as informações da mãe de seus filhos na mesma plataforma e receber uma das cotas de R$ 600 até que a situação seja esclarecida pelo órgão competente.

“O machismo que as mulheres já sofrem cotidianamente na nossa sociedade vemos novamente expresso quando maridos, que nunca se responsabilizaram pelo cuidado dos filhos, agora requerem o auxílio emergencial em nome da família. Trinta milhões de famílias brasileiras são chefiadas por mulheres e 56% são famílias pobres”, disse uma das autoras da proposta, a deputada Fernanda Melchiona (PSOL-RS). 

Após várias denúncias de mulheres que enfrentaram problemas para receber o benefício após uso indevido do CPF dos filhos pelos pais, o trecho que permitia o recebimento do valor em dobro foi vetado pelo presidente Jair Bolsonaro. No entanto, a proposta resgata a possibilidade de concessão do benefício aos pais, com a prioridade para a mãe chefe de família. 

“Muitas mulheres brasileiras de baixa renda enfrentam ainda a violência patrimonial perpetrada por homens sem escrúpulos que, indevidamente, utilizaram e utilizam os CPFs dos filhos menores, que são criados unicamente pelas mães, para acessarem o auxílio emergencial. Isso tem causado enormes prejuízos para essas batalhadoras, além de colocar em risco a sua segurança alimentar e a dos seus dependentes”, afirmou Professora Dorinha.

Duas cotas

O auxílio emergencial foi criado para amenizar os efeitos das medidas de distanciamento e isolamento social necessárias para o enfrentamento da rápida propagação da covid-19. A iniciativa destina o auxílio emergencial de R$ 1,2 mil para mães chefes de família pelo período de três meses.

O texto também determina que a Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência – Ligue 180 crie uma opção específica de atendimento para denúncias de violência e dano patrimonial para os casos em que a mulher tiver o auxílio emergencial subtraído, retido ou recebido indevidamente por outra pessoa.

No caso de pagamentos indevidos do benefício emergencial ou realizados em duplicidade por informações falsas, os responsáveis deverão ressarcir os valores recebidos indevidamente ao Poder Público.

*Texto alterado às 21h53 para corrigir os nomes das deputadas.